quinta-feira, 3 de setembro de 2009
PODEMOS AINDA APRENDER COM NONAKA E TAKEUCHI ?
REUNIÃO CONJUNTA
A Coordenação do Movimento RH Barra convida todos aqueles que lidam com a área de Recursos Humanos nas Organizações para seu XIV Encontro com o tema "PODEMOS AINDA APRENDER COM NONAKA E TAKEUCHI ?", no dia 17 de setembro (quinta-feira) das 8h30 às 11h00, na Universidade Estácio de Sá – Campus Tom Jobim, na Avenida das Américas no 4.200 Bloco 11 - Sala 202, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Estacionamento rotativo no local.
O tema será apresentado pelo Engº Fernando Luiz Goldman, Doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento no Instituto de Economia da UFRJ, é Engenheiro Eletricista formado pela UFRJ, com M.Sc. em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal Fluminense - UFF , com linha de pesquisa em Conhecimento e Inovação Tecnológica, tema sobre o qual tem diversos trabalhos publicados. Possui ainda Especialização em Gestão Empresarial pela FGV. Foi professor nas Universidades Santa Úrsula e Veiga de Almeida, ministrando, atualmente, cursos profissionais nas áreas de Gestão do Conhecimento, Inovação, Aprendizado Organizacional e Setor Elétrico Brasileiro. Desde 2007 é Presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – Pólo RJ.
A palestra falará do livro “The Knowledge-Creating Company” de Nonaka e Takeuchi, publicado em 1995, que se tornou o principal marco da Gestão do Conhecimento e não pretendia ser um livro sobre este assunto, mas sim sobre a inovação.
A partir da questão básica “Podemos ainda aprender com Nonaka e Takeuchi?”, serão abordadas “a visão da organização baseada no conhecimento”, “o conhecimento explícito e o tácito”, “o modelo SECI”, "o papel das analogias, das metáforas e da contação de histórias no ambiente organizacional”, “as falsas dicotomias inibidoras da criação do conhecimento” e “as críticas mais frequentes a Nonaka e Takeuchi”.
O objetivo central da palestra será mostrar que a verdadeira natureza da organização é criar conhecimento. O objetivo específico será mostrar que é o conhecimento tácito que constitui a base da inovação nas empresas.
Agenda:
8h20 - Credenciamento
8h30 - Café de boas-vindas
9h00 - Abertura
9h20 - Palestra
10h20 - Debates
10h40 - Sorteio de brindas
11h00 - Encerramento
As inscrições são gratuitas e devem ser encaminhadas informando obrigatoriamente o nome completo, a empresa, o cargo e um telefone de contato para o e-mail: movimentorhbarra@hotmail.com
Vagas restritas a 2 representantes por empresa, sujeitas a confirmação
e limitadas a 50 inscrições..
Para mais informações: (21) 7811.3096 - (21) 9973.4397 - Prof. Adm. Luiz Henriques
ou (21) 8891.0886 – Adm. Psi. Neide Venâncio.
Abertas as inscrições para o KM Brasil 2009
Segue divulgação do KM Brasil 2009
Forte abraço
Fernando Goldman
A 8ª edição do mais importante evento brasileiro de
Gestão do Conhecimento vai acontecer em Salvador;
as vagas são limitadas
Já estão abertas as inscrições para o KM Brasil 2009, principal evento brasileiro da área de Gestão do Conhecimento. Em sua 8ª edição, o congresso é organizado pela SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento e vai acontecer em Salvador, de 23 a 25 de setembro, no centro de convenções do hotel Bahia Othon Palace. Segundo os organizadores, os interessados devem providenciar suas respectivas inscrições com a maior brevidade possível, por dois motivos: 1) há apenas 800 vagas, e as inscrições serão encerradas quando o número for atingido; 2) o preço da inscrição varia ao longo do tempo – há duas majorações, previstas para o início dos meses de agosto e setembro.
Neste ano, o tema central do evento é “O Brasil no Contexto da Gestão do Conhecimento para Inovação”. Durante os três dias do congresso serão apresentados 8 trabalhos científicos e relatos técnicos, realizados 18 painéis, além de palestras de especialistas internacionais, como o inglês Kent Greenes, o português Soumodip Sarkar, e os franceses Pierre Fayard e Marie Reine Boudarel.
Kente Greenes, reconhecido mundialmente como um dos pioneiros no campo da Gestão do Conhecimento, foi indicado como o maior “fazedor de dinheiro” do mundo pela revista Fortune, em função dos resultados que obteve na British Petroleum. Soumodip Sarkar, que atualmente dirige o Centro de Estudos e Formação Avançada em Gestão e Economia da Universidade de Évora, foi considerado um dos 100 gurus mundiais em Inovação pelo World Economic Forum. Pierre Fayard, doutor em Ciências da Informação e da Comunicação pela Universidade de Grenoble III (França), é professor titular da Universidade de Poitiers e Consejero de Cooperação e Ação Cultural na Embaxada da França no Peru. E Marie Reine Boudarel, consultora de empresas na área de inovação, é PHD em Ciências da Informação e da Comunicação, e diretora adjunta da Escola Nacional Superior "des Mines de Saint-Etienne", uma das principais escolas de engenharia da França.
“Todos os congressistas do KM Brasil têm pelo menos um ponto em comum com os convidados internacionais, painelistas, apresentadores de trabalhos científicos e relatos técnicos: são pessoas preocupadas com a necessidade de se aumentar a capacidade competitiva das organizações brasileiras”, ressalta Heitor José Pereira , presidente da SBGC.
Ele explica que em todas as palestras e demais eventos do KM Brasil 2009, além do moderador e do relator, haverá a participação de representantes de todos os segmentos abordados pelo Congresso – empresários, administradores públicos, acadêmicos e representantes do Terceiro Setor –, que abordarão as perspectivas das suas áreas no assunto em questão. “O objetivo é envolver e garantir a participação de todos os interessados”, explicou.
As inscrições para o KM Brasil 2009 devem ser feitas através do site www.kmbrasil.com, aonde os interessados encontram informações completas e detalhadas sobre o evento.
sábado, 15 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Pelikan e as estrutras organizacionais ( do conhecimento)
Muita gente pensa que Nonaka e Takeuchi resgataram, ou coisa parecida, a ideia de conhecimento tácito originária dos trabalhos de Polanyi das décadas de 1950 e 1960, em seu livro The Knowledge Creating Company.
A verdade é que muita gente boa antes deles - Nelson e Winter(1982), por exemplo - andou reconhecendo a importância do conhecimento tácito, mesmo sem a preocupação de se aprofundar nas ideias de Polanyi.
Nas minhas pesquisas me deparei com um parágrafo de Pavel Pelikan, autor bastante citado entre os institucionalistas, que se não fosse - alem de muita pretensão da minha parte - o fato do artigo ter sido escrito em 1987 , eu pensaria que ele escreveu se baseando no meu Modelo sobre a Dinâmica da Relação entre Gestão do Conhecimento e Aprendizado Organizacional ( ver figura no canto superior direito deste blog).
Em seu artigo "The Formation of Incentive Mechanisms in Different Economic Systems", Pelikan escreveu:
“Com a introdução do conceito de conhecimento tácito, uma importante peça do quebra cabeças vai para seu lugar. Ou seja, a linha divisória entre processos alocativos e organizacionais corresponde à linha divisória entre conhecimento comunicável e tácito. É somente por processos organizacionais que o conhecimento tácito pode ser adquirido e manuseado e é somente em estruturas organizacionais que ele pode ser armazenado e feito utilizável. É o conhecimento tácito contido na estrutura organizacional que determina quão bem ou quão pobremente , a informação comunicável será usada por aquela estrutura.”(1987,p. 35) (tradução minha)
Forte abraço
Fernando Goldman
Referência:
Pelikan, P. The Formation of Incentive Mechanisms in Different Economic Systems, in Hedlund Stefan (ed.), Incentives in Economic Systems, New York, New York University Press, 1987.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
5 importantes equívocos sobre GC
A maioria das empresas de engenharia, na correta acepção da expressão, não produzem produtos "palpáveis" ou pelo menos não tem esta como sua principal atividade.
Grandes empresas de consultoria e de projetos, e mesmo muitas de construção, são criadoras e utilizadoras de conhecimentos e usam estes conhecimentos para administrar contratadas, fornecendo produtos finais para que outros tipos de empresas ou órgãos públicos possam ter e manter equipamentos de produção que vão de pontes , prédios e instalações industriais a máquinas especializadas.
Mas, pegando um gancho no que você escreveu, Nonaka, em 2007, fez a palestra de abertura da International Productivity Conference, na Tailândia, apontando 5 importantes equívocos sobre GC. Segundo ele, muitas pessoas pensam que GC é:
• ... algo que tem a ver com a TI;
equívoco 1 -78% dos projetos baseados em sistemas de TI fracassam. TI pode ajudar, mas são os fatores humanos que fazem a diferença;
•... sobre inovação de produtos;
equívoco 2 - A inovação deve acontecer em todo o funcionamento de uma organização, em atividades tais como planejamento, financiamento, aquisição, marketing, processos de inovação e serviços;
•... algo que nos torna eficientes;
equívoco 3 - De 50 a 75% dos projetos de re-engenharia falham. Não se trata apenas de eficiência (exploração de conhecimentos existentes), mas também sobre a eficácia (exploração de novos conhecimentos);
• ... uma operação em grande escala;
equívoco 4 – GC pode começar pequena. Exige criatividade e persistência, em vez de grandes quantidades de capital.
• ... responsabilidade de pessoas inteligentes;
equívoco 5 -Conseguir o compromisso de todos em partilhar os seus próprios conhecimentos e criar novos é a chave para o sucesso. Em 82% dos casos em que GC falha, a razão é a resistência da organização.
Não sei de onde Nonaka tirou os dados numéricos, mas como você pode ver, é bem mais fácil encontrar fracassos do que casos de sucesso.
Forte abraço
Fernando Goldman
Mensagem originalmente postada no Fórum da SBGC, em 09.08.2009, respondendo mensagem anterior de Viviane.Ver: http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/fb.asp?m=6067
domingo, 2 de agosto de 2009
2nd European Conference on Intellectual Capital - Lisbon, Portugal, on the 29-30 March 2010
Recebi o seguinte comunicado, que repasso a vocês.
Forte abraço
Fernando Goldman
Hello Fernando
This is the first call for papers for the 2nd European Conference on Intellectual Capital which is being held at the ISCTE Lisbon University Institute, Lisbon, Portugal, on the 29-30 March 2010.
The conference is seeking quantitative, qualitative and experience-based papers from industry and academe. Papers can be conceptual, theoretical, empirical, experimental, and case studies. Research in progress, case studies, poster submissions and proposals for roundtable discussions based on the main themes are also invited. Practitioner contributions and product demonstrations relevant to the conference are also invited.
Abstracts are required in the first instance and should be submitted via the online form at http://academic-conferences.org/ecic/ecic2010/ecic10-abstract-submission.htm
You can find full details about the conference, including full calls for papers, on the conference website at http://academic-conferences.org/ecic/ecic2010/ecic10-call-papers.htm
You can also request a copy of the calls for papers by email from me.Please feel free to circulate this message to any colleagues or contacts you think may be interested.Kind regards
Mandy
Mandy Limbrick-Butler
Academic Conferences Limited
mandy@academic-conferences.org
tel +44 (0) 118 972 4148
http://www.academic-conferences.org/conference-home.htm
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A relação entre GC e TI
Muito interessantes suas observações e as da Roberta Salgado também.
Talvez valha a pena a gente aproveitar este gancho para conceituar melhor a relação entre GC e TI. Diversos autores trabalham com uma cronologia que considera uma primeira geração de GC indo até 1995, ano do lançamento do livro de Nonaka e Takeuchi sobre a criação do Conhecimento Organizacional.
Essa primeira geração de GC ainda hoje abrange a maioria dos trabalhos ditos de GC e são, na verdade, Gestão de Informações, baseados em TI. O foco destes primeiros trabalhos é nos 3C´s: Captar, Codificar e Compartilhar. A ideia é obter as informações corretas para as pessoas certas no momento certo.
Há aqui alguma coisa de economia neoclássica, pois se supõe que os conhecimentos valiosos já existem na empresa ou estão disponíveis na sociedade e o papel da GC é encontrá-los, codificá-los e torná-los disponíveis ao compartilhamento.
Repare que nessa fase não havia a preocupação de diferenciar informação de conhecimento. É sintomático que muitos textos de economia ainda hoje falem em assimetria de informações como elemento construtor de vantagens competitivas.
Por outro lado, as empresas de TI representam para a sociedade atual o que as engenharias tradicionais representaram para a Revolução Industrial e , por incrível que pareça, as empresas de engenharia foram sempre muito admiradas pela sua capacitação para lidar com o conhecimento. Com o rápido avanço das TIC e a aceleração das mudanças e a disponibilidade de informações que elas provocaram, passou a ser necessário lidar com o conhecimento de uma forma mais eficaz, que talvez nem as próprias empresas de TI venham tendo sucesso.
Isto demonstra que a simples disponibilidade de ferramentas de TI, não é suficiente para lidar com o conhecimento de forma eficaz. Se assim fosse, todas as empresas de TI seriam super eficientes em lidar com seus próprios processos de conhecimento, ou seja, seriam casos de sucesso em GC.
Forte abraço
Fernando Goldman
Mensagem originalmente postada no Fórum da SBGC, em 27.07.2009, respondendo mensagem anterior de LUCIO A M C.Ver: http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/fb.asp?m=6060
terça-feira, 28 de julho de 2009
Business Cases Are a Waste of Time (But Do Them Anyway)
Está circulando na Internet, há algum tempo, uma postagem no site de TI da Susan Cramm, que eu não sei se você já teve a oportunidade de ver: Business Cases Are a Waste of Time (But Do Them Anyway).
Você pode concordar com ela, total ou parcialmente, ou não, mas vale a pena refletir se, como David Gurteen disse em uma de suas cartas mensais, alguma coisa do que ela diz também não se aplica a projetos de KM.
Analisar casos de sucesso em KM não deve ser abandonado, o perigo é tentar aproveitá-los como modelos. É preciso entender que nem tudo que parece sucesso, realmente o é. Pior é que aquilo que parece sucesso hoje, amanhã poderá não mais parecer. É preciso também ter a possibilidade de analisar a correlação entre objetivos estratégicos, as culturas organizacionais com algum grau de similaridade, alguma semelhança de trajetórias e assim por diante em um conjunto tão grande de variáveis que somente a mesma empresa, no mesmo momento histórico, conseguiria talvez usar aquele caso de KM como modelo.
Eu acho que conhecer casos de sucesso é importante. Mais importante ainda é conhecer casos de insucesso e entendê-los bem. Mas de tudo isso, eu ainda fico Kurt Lewin que disse que "não há nada mais prático do que uma boa teoria".
Conforme evoluímos no estudo da "teoria da firma" baseada em conhecimento vamos entendendo que não há um único modelo capaz de servir a todas as situações e todos os fenômenos. Precisamos de múltiplos modelos para estudar uma realidade tão diversificada. Por isso ao longo do tempo, tantas teorias tem surgido sem que uma substitua a outra, mas elas vão se complementando.
Alguém disse isso, mas não estou certo de quem foi.
Continuo te devendo uma cerveja. Quem sabe em Salvador?
Forte abraço
Fernando Goldman
Mensagem originalmente postada no Fórum da SBGC, em 27.07.2009, respondendo mensagem anterior de LUCIO A M C.Ver: http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/fb.asp?m=6050
sábado, 25 de julho de 2009
Casos de Sucesso ? E os casos de fracasso?
De certa forma, lamento que o Sérgio tenha citado meu Blog em sua penúltima mensagem. Explico: Se ele não tivesse me citado, eu faria cópia de sua mensagem e enviaria para toda minha rede de pessoas interessadas em uma “visão organizacional baseada em conhecimento” (knowledge-based view of firm).
Por ter sido citado, poderia parecer autopromoção e por isso não posso reenviar uma das melhores mensagens que eu já vi nesse fórum. Nem vou tecer comentários à qualidade das mensagens por ele enviadas, para não estourar os 2000 caracteres/mensagem que eu tenho me imposto neste fórum e não parecer que estamos rasgando seda um para o outro, pois ambos sabemos que aprendemos muito mais discordando e discutindo.
Mas aqui não há como deixar de concordar com ele, em ambas as mensagens. Assim, ao invés de apenas concordar, vou tentar agregar alguma coisa. Primeiro, quero dizer ao Lucio (aproveito para perguntar: você é aquele cara que me pagou uma cerveja na rodoviária de Bauru no último SIMPEP?) que na maior parte das vezes a gente aprende mais com o insucesso do que com o sucesso. Por isso, deveríamos abrir esta linha de discussão também para os casos de insucesso em KM.
Depois dizer a Roberta que eu também estava me coçando para fazer algum comentário sobre esta idéia de que “GC vem da TI”. No fundo, imagino eu, você deve ter tentado dizer que: toda a preocupação atual em melhor entender o que podem ser ações e práticas de apoio úteis a melhor lidar com o conhecimento organizacional deriva, entre outros motivos, da aceleração das mudanças nos ambientes de negócios provocada pelos avanços nas Tecnologias da Informação e Comunicações.
Bem, imaginando que é isso, estou preparando uma próxima mensagem em que vou contar um caso de fracasso, não de sucesso, em uma grande empresa brasileira, ao tentar implantar iniciativas de GC, porém tendo perdido o passo por ter focado no sucesso rápido e em ferramentas bem visíveis de TI. Difícil acreditar que ainda acontece, mas...
Forte abraço
Fernando Goldman
(1995 caracteres com espaços)
Mensagem originalmente postada no Fórum da SBGC, em 25.07.2009, respondendo mensagens anteriores de Sergio Storch.
Ver: http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/fb.asp?m=6041
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Minha definição de Gestão do Conhecimento Organizacional
Como disse em minha postagem de 26.02.2009, diferentemente de algumas pessoas que conheço, que pregam a melhoria contínua, mas não gostam de revisar suas idéias eu, de tempos em tempos, procuro aperfeiçoar minha definição de Gestão do Conhecimento Organizacional. Minha última versão é a seguinte:
"A Gestão do Conhecimento Organizacional é um metaprocesso definidor de ações, práticas de apoio e orientações às políticas e processos de conhecimento da empresa, sejam eles estratégicos ou operacionais, de modo a permitir à empresa obter vantagens competitivas sustentáveis a partir da exploração de seu conhecimento organizacional, transformando-o em um recurso valioso, raro e custoso de imitar."
Embora bem mais enxuta que a anterior,
" Gestão do Conhecimento Organizacional é um metaprocesso para lidar com o ativo intangível Conhecimento Organizacional, sendo composta de um conjunto de ações e práticas de apoio através das quais a organização, de forma explícita e sistemática, gerencia as circunstâncias adequadas para que prosperem e se aperfeiçoem seus Processos de Conhecimento, identificando os conhecimentos críticos para sua sustentabilidade, buscando as capacitações dinâmicas necessárias às adaptações (o Aprendizado), visando sua longevidade."
ela não reflete uma mudança de conceito, sendo apenas uma forma mais elegante de descrever a mesma ideia e merece análise uma mais aprofundada.
Eu ficaria muito contente de receber críticas e sugestões.
Forte abraço
Fernando Goldman
domingo, 5 de julho de 2009
Convite para ministrar palestra na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento - SBGC-RJ
O Pólo RJ da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento - SBGC-RJ tem buscado proporcionar a seus associados meios para a formação de recursos humanos dentro de uma visão de educação permanente e valorização do capital humano, através da realização de palestras, conferências, seminários, apresentação de teses e artigos científicos em que são discutidos conceitos, métodos e ferramentas da Gestão do Conhecimento Organizacional.
Conhecedores de vasta experiência e conhecimento têm ministrado palestras com temas relacionados à "Gestão do Conhecimento Organizacional".
Solicitamos aos interessados encaminhar proposta de de apresentação, indicando ainda os recursos a serem utilizados e a síntese do currículo.
Forte abraço,
Fernando Goldman
Presidente da SBGC-RJ
terça-feira, 30 de junho de 2009
Em busca da inovação aberta, a Philips enfrenta "O Sol"
Prezados
Recebi e-mail de um daqueles ex-alunos que vivem ensinando coisas novas à gente. O Gilvan Nascimento (http://gilvannascimento.blogspot.com/) mostra outras artes além das receitas ( O slogan do blog dele é "Porque cozinhar também é uma Arte!") e me reenviou o seguinte vídeo, que mostra a busca da inovação por uma grande empresa. Não deixe de ver o video http://www.youtube.com/watch?v=7fVG3tmnm2Y
Para quem é ligado em Open Inovation, ou quer conhecer mais detalhes do vídeo, leia o texto abaixo:
A fonte original do texto é o blog do Carlos Alberto Teixeira, no O Globo, em 29.6.2009 9h25, em http://oglobo.globo.com/blogs/cat/posts/2009/06/29/philips-versus-sol-199978.asp ., a qual segue abaixo.
Segue
Curiosa e divertida peça publicitária documenta uma experiência da empresa holandesa de eletrônica Philips feita com um galo de fazenda, chamado Simon. O objetivo era testar o produto “Philips Wake-up Light” (lâmpada para acordar) e o desafio era o seguinte: se, dentro do galinheiro, a lâmpada conseguisse fazer o galo cantar antes do alvorecer, então seria o sucesso.Montaram então toda uma parafernália eletrônica de áudio e vídeo perto do galinheiro — o Rooster Control Center (centro de controle de galo). Interligaram sensores, cabos de rede, caixas de som, câmeras, fotômetros, tripés e células fotoelétricas. A lâmpada em teste se acenderia às 3h00m da matina, não como uma lâmpada comum, de repente. Mas sim lentamente, aos poucos, como se fosse o sol nascendo, em fade up.Generosos, membros da equipe optaram por instalar até um móbile com caixa de música para dar mais conforto a Simon na hora de dormir.À hora aprazada, a lâmpada acendeu como previsto. E o resultado... bem, o vídeo vale a pena ser visto.
http://www.youtube.com/watch?v=7fVG3tmnm2Y
Com isso, a empresa disparou seu concurso de idéias criativas: “Quem consegue desafiar a Philips?”. Um canal especial no Twitter é dedicado a captar ídéias de propostas feitas por usuários. O prêmio é uma TV Philips Cinema Ambilight 21:9, super widescreen. A data limite para participação é até 10 de julho de 2009 e o site oficial é http://www.philipsvs.com/. Um canal no Flickr também foi criado.
Fernando Goldman
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Mini-curso: GESTÃO DO CONHECIMENTO: MÉTODOS E FERRAMENTAS
PrezadosNão percam a orportunidade de participar deste minicurso, de 3 horas de duração, por apenas R$ 50,00.
Forte abraço
Fernando Goldman
INSCREVA-SE NOS MINICURSOS DO VCNEG, ULTIMAS VAGAS! GARANTA A SUA!
Os minicursos que acontecem apenas no dia 04 de julho na Escola de Engenharia da UFF, são uma oportunidade de atualização profissional desenvolvida pela Comissão do CNEG, com o objetivo de permitir ao participante uma visão do que há de mais atual nos temas que estes contemplam.Não perca essa oportunidade de enriquecer seus conhecimentos sobre temas de extrema relevância na sociedade atual!
Sua inscrição em minicurso garante acesso a todas as áreas do CNEG no dia 04 de julho (sábado)
Tendo em vista que as incrições “on line” se encerram hoje (29 de julho), envie um e-mail para marcelo@alsustentavel.com.br garantindo sua vaga no mini-curso e efetue o pagamento no dia do mini-curso.
Visite nosso site http://www.vcneg.org/ e tenha mais informações.
Inscreva-se no mini-curso: GESTÃO DO CONHECIMENTO: MÉTODOS E FERRAMENTAS (14:00 às 17:00hs)
Tópicos de aula:
- Lidando com Intangíveis;
- O Conhecimento como Fator de Produção;
- O Conhecimento Organizacional como Ativo Intangível;
- Construindo Vantagens Competitivas Sustentáveis;
- A Visão Baseada em Recursos;
- Aprendizado “na” ou “da” Organização?
- Uma Teoria Evolucionista;
- Por que tanta ênfase na Inovação?
- 3 Gerações de Gestão do Conhecimento: Em qual sua empresa está?;
- O que ainda podemos aprender com Nonaka e Takeuchi;
- Liderança na Sociedade do Conhecimento;
- Ações e práticas de apoio: O Poder das Narrativas;
- Um modelo de GC fácil de aplicar.
Prof. Fernando Goldman
Desde 2007 é Presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento - RJ. Doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento no Instituto de Economia da UFRJ, é Engenheiro Eletricista formado pela UFRJ, com M.Sc.em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal Fluminense - UFF , com linha de pesquisa em Conhecimento e Inovação Tecnológica, tema sobre o qual tem diversos trabalhos publicados. Possui ainda Especialização em Gestão Empresarial pela FGV. Atualmente leciona na Educação Corporativa da área de Empreendimentos de Transmissão de FURNAS Centrais Elétricas SA, tendo atuado mais de 25 anos na área de projetos de usinas e subestações de alta e extra-alta tensão.
Valor: R$ 50,00 por minicurso
À disposição para informações.
Atenciosamente,
Comissão Organizadora – V CNEG
vcneg@vcneg.org
http://www.vcneg.org/
Telefones (21) 2629-4587 ou (21) 2613-5257.
sábado, 27 de junho de 2009
Mesa da SBGC no V Congresso Nacional de Excelência em Gestão (V CNEG )

"Gestão do Conhecimento para a Sustentabilidade"
Os dois primeiros dias do evento (02 e 03/07) ocorrerão na FIRJAN – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Av. Graça Aranha, 01, 2˚andar, Centro) e o terceiro (04/07) será no campus de Engenharia da UFF – Universidade Federal Fluminense (Rua Passo da Pátria, 156, bloco D, São Domingos), em Niterói.
No site do evento www.vcneg.org está disponível toda a programação, bem como material para download das edições anteriores, fotos etc.
Acessem o site do evento e se inscrevam.
A SBGC-RJ apoia este evento e eu modero a mesa 3. Seguem os dados desta mesa:
SEGUNDO DIA (03 julho 2009, sexta-feira / FIRJAN, Centro de Convenções, Rua Graça Aranha 1, segundo andar, Centro, Rio de Janeiro – RJ)
MESA 3 - GESTÃO DO CONHECIMENTO ORGANIZACIONAL / FÓRUM SBGC
03 julho 2009, sexta-feira de 14:30hs às 16:00hs
Participantes:
Prof. Dr. Rodrigo Medeiros (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Políticas Públicas e Estratégias de Desenvolvimento - INCT/PPED)
Marcos Cavalcanti (CRIE / UFRJ, Centro de Referência em Inteligência Empresarial)
Fernando Nery (Módulo Security)
Moderador: Fernando Luiz Goldman (Presidente da SBGC – RJ)
Forte abraço
sábado, 20 de junho de 2009
Intangíveis! Tácito! Quando é que a gente vai começar a caçar fantasmas?
Noutro dia fui aplicar um curso de Gestão Estratégica do Conhecimento a um grupo de gerentes de uma empresa e à medida que fui avançando em minhas idéias, de repente, me vi surpreendido por um dos participantes. Ele me fez a pergunta que dá título a esta postagem.
Parece que certas palavras causam alguma aflição em determinadas pessoas. Talvez haja mesmo algo de sobrenatural, não nessas palavras em si mas, na forma como são imaginadas por alguns.
O Merriam-Webster's Online Dictionary dá ao verbete “Tangible” as seguintes definições:
1 a: capable of being perceived especially by the sense of touch : palpable
1 b: substantially real : material
2: capable of being precisely identified or realized by the mind (her grief was tangible)
3: capable of being appraised at an actual or approximate value (tangible assets)
Acho que aqui podemos amarrar melhor o significado do que é tangível:
- pela definição 1, trata-se do que é tocável, possível de ser apalpado. Sendo assim algo concreto, material, com existência substancialmente real;
- pela definição 2, algo tão precisamente identificado ou percebido pela mente, que acaba ganhando grau de tangível, tal como a tristeza, no exemplo dado.
Vemos assim, que em inglês a palavra tangible pode estar associada a substantivos concretos e, em casos especiais, a abstratos.
O termo "tangível" pode ajudar a entender porque certos produtos valem muito mais do que o valor dos materiais que os compõe, ou porque determinadas empresas têm valor de mercado estimado em centenas de vezes a soma de seus ativos.
Muito cuidado deve ser dado em não confundir algo intangível com algo ainda latente.
Quando entramos no terreno da contabilidade, há grande importância em definirmos se um ativo é tangível ou intangível, porém o critério de decisão não diz respeito ao quão concreto se trata, mas sim se é possível de ser avaliado em um valor real ou aproximado.
Uma patente pode ser um bom exemplo. Enquanto é apenas uma capacitação da empresa desenvolver um processo e utilizá-lo, por mais fácil de ser percebido que seja, quase tangível portanto, contabilmente falando, trata-se de um ativo intangível, pois não há como considerá-la no balanço contábil da empresa, já que ainda não há como individualizar seu preço.
Uma vez que tenha sido patenteado o processo, torna-se possível estimar seu valor no mercado, pois é possível transacionar patentes, passando assim a tratar-se de um ativo tangível, mesmo que na prática não se venha a encontrar alguém interessado em comprar tal patente.
Naturalmente, o atribuir valor a uma patente e incluí-lo no balanço traz uma série de conseqüências do ponto de vista contábil, que fogem ao escopo desta discussão.
Já do ponto de vista econômico, o que importa são os capitais como fatores de produção. O capital financeiro, facilmente associado aos ativos tangíveis na contabilidade, pode ser separado de outros capitais de ordem mais intelectual, tais como os trunfos que permitem à firma a obtenção de ganhos extraordinários, ao lhe estabelecerem vantagens competitivas, ainda que os ativos correspondentes não estejam descritos no balanço contábil. Estes capitais são fundamentados no conhecimento dos trabalhadores da empresa, a reputação dela junto ao mercado, suas boas relações com clientes e fornecedores, capacitações em design etc. havendo vários bons e diferentes modelos tentando melhor conceituar estes elementos diferenciadores difíceis de imitar.Vê-se assim, que apesar de intangíveis, nada tem a ver com fantasmas, produzindo resultados bem reais.
Forte abraço
Fernando Goldman
sexta-feira, 19 de junho de 2009
O Apagão das Engenharias no Brasil
Segue a notícia do site do JIE - Jornal de Itaipú Eletrônico. Para acessá-la entre em http://jie.itaipu.gov.br?nid=11883&secao=noticias_itaipu&q=node/11883&conteudo=11883&conteudo=11883
Para ver a apresentação, acessem www.slideshare.net/goldman
Forte abraço
Fernando Goldman
"Apagão" das engenharias no Brasil
18/06/2009 09h35
As razões da queda na procura pelos cursos de Engenharia nas universidades brasileiras, verificada nos últimos anos, foi discutida nesta quarta-feira no IX Sinconee - Seminário Nacional da Gestão da Informação e do Conhecimento no Setor de Energia Elétrica, que está acontecendo em Brasília. O painel "O Apagão das Engenharias no Brasil" foi coordenado pelo professor Heitor Pereira, presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, e contou com a participação de três engenheiros: Fernando Goldman, de Furnas, Neuza Lobato, da Eletronorte, e Maria de Fátima Silva, da UNB.
Depois de expor seus pontos de vista sobre as causas e consequências desse processo, todos disseram que a solução do problema é uma questão de estratégia nacional, pois uma engenharia forte é a principal condição para o desenvolvimento de um país.
As apresentações estarão disponíveis para consulta no site do evento: www.sinconee.com.br.
Contexto, causas e consequências. O engenheiro Fernando Goldman analisou o contexto, as causas e as consequências do fenômeno que ocorre com a formação do engenheiro no Brasil. Ele mencionou Gerschenkron (economista de Harvard), que analisa as economias retardatárias da Alemanha e da Rússia em relação à avançada Inglaterra, no século IX.
Segundo esse autor, as economias bem sucedidas se viabilizam com capital, empreendedorismo, mão-de-obra quaficada e tecnologia. Os retardários, como é o caso do Brasil em relação às economias industriais, podem até auferir vantagens dessa condição, porque conhecem os erros e os acertos dos que passaram por essas fases. Isso, no entanto, merece perspicácia e atenção, além de um tratamento estratégico. E é isso, segundo Goldman, que não estamos praticando adequadamente, por não dar ênfase necessárias às áreas de ciências exatas e biológicas.
Goldman apresentou um dado de 2006, quando 40% das matrículas no ensino superior brasileiro foram feitas nas áreas de ciências sociais e humanas e somente 7% o foram na área de ciências exatas. O índice é absolutamente insuficiente para assegurar o progresso tecnológico brasileiro. Ele comparou a média mundial dos indicadores relativos às políticas públicas de incentivo à formação técnica da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE) e constatou que o Brasil está abaixo desses parâmetros, enquanto a Coreia do Sul, por exemplo, tem vários indicadores acima da média da OCDE. Já a Dinamarca possui todos os parâmetros acima da média, para citar um exemplo de extremo sucesso.
Ele finalizou tecendo comparativos com os resultados obtidos pela "revolução coreana", sob os ângulos da educação, recrutamento, emprego e aposentadoria, e o fundamental papel do Estado nesse processo. Segundo ele, isso dá indícios muito consistentes do que se deverá fazer no Brasil para que as engenharias retomem seu papel proativo na sociedade.
domingo, 14 de junho de 2009
Solicitação de texto introdutório de GC
Quando alguém me pede recomendação sobre algum livro introdutório ao tema GC, eu recomendo fortemente ler o livro de Nonaka e Takeuchi, "A Criação do Conhecimento Organizacional - Como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação" de 1995.
É um marco em GC, apesar de não ser sobre GC. Muitas vezes não é lido, ou é mal lido, o que acarreta algums erros conceituais básicos. Se você ainda não leu, leia-o lentamente, curtindo cada palavra.
Apesar do tempo de publicação, ele ainda é bem atual e base para outras leituras, mesmo as que o criticam.
Forte abraço
Fernando Goldman
segunda-feira, 8 de junho de 2009
KM is the most important part of the Learning Organization
If you look at my model,
http://kmgoldman.blogspot.com/2009/06/goldmans-model-dynamics-of-relationship.html ,
you will see that it is exactly about The Dynamics of the Relationship between Knowledge Management and Organizational Learning. Unlike other authors, for me KM is the most important part of the Learning Organization. Without a good KM, consciously or not, there is no Organizational Learning, understood as the firm's adaptation to changes in its business environment.
I liked very much your comments on KM for Development and Public Policies. I hope to return to this point later.
Best Regards
Fernando Goldman
Copies to:
1. - http://www.kmgoldman.blogpot.com/
2. - http://apintalisayon.wordpress.com/will-knowledge-management-disappear/
3 - http://www.linkedin.com/groupAnswers?viewQuestionAndAnswers=&gid=47726&discussionID=3998012&goback=%2Eanh_47726
domingo, 7 de junho de 2009
Let's differentiate KM from OKM

Of course, the other 25 bullet points that you pointed out are very important( See http://apintalisayon.wordpress.com/will-knowledge-management-disappear/ ). But perhaps the key point to better understand the meaning that we must give to the term "Knowledge Management" is the last one: The term “knowledge management” may not last long but I believe the underlying need to create and manage intangible assets in the new global economy would stay much longer (74% of Gross World Product is created of Gross World Product is created by intangible assets). Note that I don´t say "the meaning that we give", but "the meaning that we must give." I have won most of the difficulties of the executives with KM, not using the term Knowledge Management, but using Organizational Knowledge Management. Let's differentiate KM from OKM.
Best Regards
1. - http://www.kmgoldman.blogpot.com/
1. - http://apintalisayon.wordpress.com/will-knowledge-management-disappear/
3 - http://www.linkedin.com/groupAnswers?viewQuestionAndAnswers=&gid=47726&discussionID=3998012&goback=%2Eanh_47726
sábado, 6 de junho de 2009
Conceito de GCO - Modelo de Aprendizagem
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Dom, 31 de Mai de 2009 2:45 pm
Mensagem de : Fernando Goldman
Empresa : SBGC-RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: Lucio A. Medrano Castillo - mensagem 77
Prezado Lúcio
Fiquei esperando uma complementação da sua última resposta,mas não veio.
De qualquer forma, não gostaria de deixar de comentar uma parte importante de seu questionamento inicial.
Todo modelo é uma representação simplificada da realidade. Através de diferentes modelos podemos representar ou tentar prever o comportamento de um sistema ou de partes dele. Através de modelos podemos tentar melhor entender desde um pequeno processo localizado a processos que envolvam todo o sistema. Basta escolher o modelo adequado. O modelo também define a forma como atacamos a situação problema. Assim, podemos ter modelos ortodoxos ou evolucionistas, na economia, por exemplo.
Você tem toda razão quando diz que meu modelo para a dinâmica da relação entre Gestão do Conhecimento Organizacional e Aprendizado Organizacional é baseado no modelo do Aprendizado Organizacinal de Argyris e Schoen. Aliás este é, a meu ver , um ponto forte do modelo. Argyris e Schoen são pesquisadores que publicaram por mais de 30 anos e são ainda bastante respeitados academicamente e como prescritores, mesmo que muita coisa nova tenha surgido depois deles e principalmente baseado neles.
Um dos méritos do modelo que venho propondo é, humildemente, dar continuidade ao trabalho deles, corrigindo o caráter behaviorista detectado por vários autores no modelo deles. O grande salto está justamente em propor a GCO como elemento viabilizador, endógeno á firma, da decisão de efetuar o double-loop.
Para um melhor entendimento do modelo e para que possamos aprofundar esta discussão, recomendo a leitura de Nelson e Winter, Uma teoria evolucionista da mudança econômica, de 1982, que já foi lançado em portugues pela UNICAMP.
Forte abraço
Fernando Goldman
Medição de Ativos Intangíveis
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Qui, 28 de Mai de 2009 2:48 pm
Assunto: Medição de Ativos Intangíveis
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante de Mesa ( ) Participante
Em resposta a: Marcio Moacir Pereira Mensagem 101
Prezado Marcio
Você tem toda razão quando diz que em sua opinião a falta de percepção dos benefícios que a Gestão do Conhecimento pode trazer ao processo de Planejamento Estratégico ( eu diria a todos os processos de conhecimento) nas empresas se deve a dificuldade de se medir ativos intangíveis das companhias.
aproveitando e respondendo à pergunta anterior do Wladson Alcantara( mensagem 99), quando se descobre que o compromisso da GC é com a longevidade da empresa, fica difícil quantificar os resultados obtidos no curto prazo, pois no curto prazo ela continuaria existindo por inércia. Mas isto não deve ser fator de desestímulo para implantar um processo de GC.
Concordo ainda com o Moacir, quando diz que a adoção pelas empresas de um modelo dará mais visibilidade ao processo de GC, a sua condução e um entendimento dos produtos e ações que serão gerados e os diferentes indicadores quantitativos caso a caso.
Eu acrescentaria apenas que além desses incadores quantitativos específicos de cada ação ou prática de apoio, a avaliação qualitativa, leia-se de maturidade, precisa ser melhor trabalhada.
Forte abraço
Fernando Goldman
GC x Planejamento Estratégico
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Qui, 28 de Mai de 2009 10:29 am
Assunto: (Mensagem para os inicantes) É possível explicitar conhecimento tácito ?
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante de Mesa ( ) Participante
Em resposta a: Wladson Alcantara Mensagem 99
Prezado Wladson
Antes de responder diretamente sua pergunta, acho oportuno um esclarecimento.
Algumas mensagens atrás, eu informei que os comentários que eu faria aqui seriam baseados no Modelo da Dinâmica da Relação entre Gestão do Conhecimento Organizacional e Aprendizado Organizacional ( ver http://kmgoldman.blogspot.com/2009/05/modelo-goldman-da-dinamica-da-relacao.html)
Eu sou daqueles que acreditam que quem tem um modelo não se perde. E mais: acredito que só quem tem um modelo pode melhorar seu modelo.
Assim, olhando o modelo citado vemos que diferentemente do que muitos pensam, não é apenas a GC que é influenciada pelo Planejamento Estratégico ( um dos processos de conhecimento).
Há um processo recursivo em que uma empresa que realmente faz Gestão do Conhecimento, a realimenta e possibilita que ela aperfeiçoe o processo de Planejamento Estratégico.
Isto se chama Capacitação Dinâmica, ou rotina de 2ª ordem.
Quando você vê o histórico do Planejamento Estrágico da Petrobrás, por exemplo, percebe que são traçadas visões de longo prazo e que essas visões de longo prazo vão sendo modificadas de acordo com o andamento dos fatos. Essa capacitação de modificar a visão, ou porque a anterior já foi cumprida, antes do prazo previsto, ou porque não atende mais o ambiente de negócios da empresa é chamada uma capacitação dinâmica.
Uma vez definidos os demais parâmetros do Planejamento Estratégico é que são definidos planos de ação para os Processos Operacionais.
Veja bem a importância de entender que a GC é um meta-processo. Há muita gente que leva anos sem fazer GC, esperando que o Planejamento Estratégico indique as ações a tomar, sóque ainda não fizeram o Planejamento Estratégico. É exatamente o contrário. Quando você começa a fazer Gestão do Conhecimento ( mesmo que não lhe dê este nome) você começa a ganhar capacitação para fazer um bom Planejamento Estratégico. Não é uma solução que se compre no mercado. Não é um software. Não é um pacote. Entende?
Agora, se você segue um outro modelo, daqueles que diz que a Gestão do Conhecimento é responsável por elencar os treinamentos que deverão ser comprados, provavelmente você também não conseguirá fazer Planejamento Estratégico de forma sustentável. Mesmo que contrate uma consultoria. Fará uma ou duas rodadas e depois perceberá que a empresa não tem musculatura para levar o processo adiante.
Forte abraço
Fernando Goldman
(Mensagem para os inicantes) É possível explicitar conhecimento tácito ?
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Qui, 28 de Mai de 2009 12:56 am
Assunto: (Mensagem para os inicantes) É possível explicitar conhecimento tácito ?
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante de Mesa ( ) Participante
Em resposta a: - - - Mensagem - -
Prezados
Os comentários que farei a seguir são para aquelas pessoas que têm ainda pouca vivência com Gestão do Conhecimento.
Estão participando deste debate muitas pessoas que na apresentação me informaram estar participando da mesa para começar a estudar GC. Assim, é importante que entendam que as muitas pessoas que aqui falaram sobre conversão de conhecimento tácito em explícito, falaram de uma forma simplificada sobre um modelo proposto por Nonaka e Takeuchi, a espiral do conhecimento. Depois de um certo tempo, a gente se descuida de certos cuidados conceituais, mas para quem ainda está começando é importante observar o que se segue.
Eu disse que há gente pensando em fazer Gestão do Conhecimento sem levar em conta o conhecedor e fiquei preocupado quando notei uma certa dificuldade de identificação de quem é o Conhecedor.
Na EaD Corporativa, na Educação Corporativa e na GCO, o conhecedor é um sujeito que trabalha na empresa, ou trabalhou, e detém conhecimento relevante para ela, pois é capaz de criar vantagem competitiva sustentável. Este é o verdadeiro Conhecedor, e para ser Conhecedor tem de ter conhecimento, tem que ter capacidade de ação eficaz, não basta ter amealhado algumas informações, caso contrário elas podem estar disponíveis no mercado.
Normalmente o Conhecedor trabalha em um grupo, que é inovador. Cria novo conhecimento para a organização. Possibilita que a organização esteja sempre se adaptando às mudanças em seu ambiente organizacional.
É importante entender que a informação mais cedo ou mais tarde estará disponível no mercado. O conhecimento talvez não, pois ele só existe no Conhecedor. Pode ser, em geral é, que a capacitação para criar conhecimento seja uma característica do grupo, mas de qualquer forma ele só existe nos indivíduos que compõe o grupo.
O conhecimento de cada Conhecedor sempre será parte tácito, parte explicitável. O conhecimento que ainda não foi explicitado é chamado por alguns autores de conhecimento implícito.
A diferença entre conhecimento tácito e conhecimento implicito é que o implícito ainda não foi explicitado, não foi ainda transformado em conteúdo, mas pode ser.
O tácito por definição é aquele que não pode ser explicitado. Isto é o que significa o termo tácito.
Vejam bem, o conhecimento tácito é aquele que um indivíduo não pode explicitar para ele mesmo. Assim, ao explicitar o conhecimento tácito, por definição, o conhecedor obterá um conjunto vazio, pois se um conhecimento pode ser explicitado, ele não era realmente tácito. É uma simples questão de lógica.
Todo conhecimento tem um componente tácito, uma parte inefável que não pode ser explicitada. Aliás, para entender isso é preciso entender, melhor dizendo "aceitar", que o conhecimento só existe em seres humanos e é uma capacitação individual e biograficamente determinada. Sem a figura do Conhecedor, não há conhecimento, entendido como capacidade de ação eficaz, há apenas informação.
Vejam bem. Não há aqui qualquer intenção de estabelecer algum tipo de hierarquia se informação é mais ou menos importante do que conhecimento. O fato é que sem uma boa gestão da informação não se faz GC, mas o que cria assimetria entre as firmas é o conhecimento, embora seja comum os economistas se referirem a isso como "assimetria de informação".
Por isso há tanta dificuldade em entender o que é GC. As pessoas querem fazer GC sem levar o Conhecedor em consideração. GC é social.
O conhecimento de cada conhecedor é um diálogo entre uma parte explícita e uma tácita. Quanto mais especializado o conhecimento, quanto mais ele depende de uma linguagem especializada, mais conteúdo não explicitado ele contém. De forma resumida, esse conhecimento que ainda pode ser explicitado e ainda não foi é o chamado conhecimento implícito.
A parte tácita é aquela que muitas vezes nem o conhecedor sabe que sabe, pois depende da vivência do conhecedor, de seus modelos mentais, de sua maneira de ver o mundo, para poder compartilhá-lo há demanda de alinhamento de modelos mentais. Isso explica porque Peter Senge definiu como uma de suas disciplinas do Aprendizado Organizacional os Modelos Mentais.
É muito importante perceber que há algo de muito sutil na idéia da Espiral do Conhecimento (uma dimensão ontológica, indivíduo - grupo - organização) e que Nonaka e Takeuchi não pregam que um conhecedor explicite todo seu conhecimento.
Nonaka e Takeuchi sempre deixaram bem claro que não é assim que funciona. Na página 67 de seu livro na edição brasileira, por exemplo, eles dizem:
" Em nossa visão, contudo, o conhecimento tácito e o conhecimento explícito não são entidades totalmente separadas, e sim mutuamente complementares. ... Nosso modelo dinâmico da criação do conhecimento está ancorado no pressuposto crítico de que o conhecimento humano é criado e expandido através da interação social entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito... Não podemos deixar de observar que essa conversão é um processo " social" entre indivíduos, e não confinada dentro de um indivíduo ."
Resumindo, o pulo da gato aqui é entender como a EaD Corporativa pode colaborar neste processo.
Forte abraço
Fernando Goldman
Entendendo o Conhecimento Organizacional
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Qua, 27 de Mai de 2009 10:34 am
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante de Mesa ( ) Participante
Em resposta a: - Sergio Storch - Mensagem 84
Prezado Sérgio
Muito obrigado por seus comentários. São muitos e excelentes. Como sempre acontece em nossas conversas, terei de responder por partes, pois não tenho sua pegada mental.
Gostaria de começar pelo importante conceito de Conhecimento Organizacional.
Aqui, é importante perceber como duas palavras assumem peso especial, quando usadas não em seu sentido comum, porém quando usadas no contexto da Teoria da Complexidade.
Organização e emergência.
Você sabe que no senso comum, a palavra organização vem sendo usada como sinônimo de empresa, firma ou de qualquer tipo de organização humana.
Já mais de uma vez, ao escrever " Organização humana" recebi comentários de pessoas que acreditam que só existam organizações humanas. Na verdade, as análises feitas a partir dos conceitos da Teoria da Complexidade abordam as organizações em um sentido bem mais amplo. Não vou aqui me aprofundar na teoria e recomendo a leitura de Morin àqueles que desejarem conhecer mais sobre ela.
O fato é que quando falo em Conhecimento Organizacional, me refiro a um todo, criado com base nos conhecimentos de todos de um Sistema Complexo (CAS) Adaptativo (a organização), que deveria ser maior que a soma de suas partes não correspondendo à simples soma dos conhecimentos individuais. Além disso, há de se considerar o ambiente no qual os agentes do CAS atuam, bem como o ambiente onde o CAS atua.
Assim, a organização a que se refere o termo "Organizacional" diz respeito a uma pequena empresa, uma grande empresa, a uma firma de qualquer porte que seja, a um setor econômico (industry), a um país, a um APL e por aí vai. Assim, é preciso entender que não se trata absolutamente de um pleonasmo falar em Conhecimento Organizacional de uma determinada empresa. Basta que se apresentem as características de Sistema Complexo Adaptativo, para que possa, ou não, emergir o Conhecimento Organizacional.
Aqui, chegamos à segunda palavra: emergência.
Quando digo que o Conhecimento Organizacional é um fenômeno emergente, há aqui uma informação muito mais abrangente do que quando alguém diz que o conhecimento de um ser humano emerge, brota etc..
Usar a abordagem de Sistemas Complexos Adaptativos, que hoje predomina na Economia da Inovação, permite entender que eles não são controláveis, mas sim perturbáveis. Não apresentam soluções, mas sim respostas. Estes são elementos fundamentais para agir em ambientes de racionalidade limitada.
É claro que estabelecer este importante marco teórico/prático - parece muita teoria, mas depois que você entende a força dos conceitos vê que eles simplificam muito as coisas - não nos poupará de precisar entender como os seres humanos aprendem e criam conhecimento, mas me parece que entender que só podemos pensar em gerenciar um fenômeno emergente se for a luz da Teoria da Complexidade, já será um grande avanço.
Forte abraço
Fernando Goldman
Conceito de GCO - Modelo de Aprendizagem - Valores e Ética na GCO
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Ter, 26 de Mai de 2009 10:29 pm
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: ( X ) Integrante de Mesa ( ) Participante
Em resposta a: - Lucio A. Medrano Castillo - Mensagem 77
Prezado Lucio
Como eu havia dito na minha chamada de opiniões, aqui não há certo ou errado. Estamos apresentando diferentes visões sobre o tema GCO. Eu esperava críticas à idéia da GCO como um metaprocesso, pois isto implica que a GCO não gerencia, cria ou integra diretamente os conhecimentos de uma organização, mas apenas impacta nos seus processos de conhecimento, que por sua vez vão ter seus resultados executados pelos agentes envolvidos nos processos operacionais, aí sim, impactando os resultados alcançados.
Mas se eu entendi bem, você entende que GCO nem um processo seria.
Eu me confesso curioso em melhor entender seu terceiro parágrafo. Se eu entendi bem, você afirma que um "conjunto de ações e práticas de apoio, levadas a cabo de forma explícita e sistemática, não pode ser considerado um processo.
É isso ?
Forte abraço
Fernando Goldman
E essa história de conhecimento tácito, como é que fica?
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Ter, 26 de Mai de 2009 10:17 pm
MENSAGEM:
Mensagem de: Fernando Goldman
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Em resposta a: Breno Trautwein - Mensagem 80
Prezado Breno
Como diz Chico Buarque, "É que há distância entre intenção e gesto".
Noutro dia assisti uma apresentação de um fornecedor de soluções em EaD, que adotou como personagens dos desenhos usados para as lições, os profissionais que davam as informações sobre os processos. Teve até conhecedora reclamando, por telefone, do mesmo modelito usado em diferentes lições. De uma certa forma, é pelo menos reconhecer a autoria, coisa que muita gente boa nem pensa em fazer.
Eu venho batendo na tecla de que não há como fazer GCO sem levar em conta o conhecedor. Mas que tem gente que faz, isso tem.
Forte abraço
Fernando Goldman
Valorizar o conhecedor
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Ter, 26 de Mai de 2009
Mensagem de Fernando Goldman
Empresa - SBGC - RJ
Em resposta a Ruy Mattos - mensagem 76
Prezado Ruy
Você está duas vezes certo e uma errado.
Primeiro, está certo quando diz que valorizar o conhecedor é o cerne na questão da GCO, do contrário ficaríamos apenas no processamento, registro e na explicitação de
informações e isto os bibliotecários e os gestores de informações fazem muito bem.
Eu incluiria mais alguns importantes profissionais nesta atividade de 1ª ordem. Os arquivistas, por exemplo. Sempre procurando destacar que não devemos cair na armadilha de imaginar que uma atividade de 1ª ordem é de hierarquia inferior a uma outra de 2ª ordem. Elas tem papéis diferentes e não adiantaria fazer uma sem a outra.
Segundo, tem também razão quando fala em mudanças revolucionárias, mas é uma questão de escolas de pensamento e eu prefiro seguir Dosi quando distingue rotinas estáticas, que consistem na simples repetição de práticas anteriores, das rotinas dinâmicas, que são direcionadas a novas aprendizagens, ou seja, rotinas capazes de criar outras rotinas, outros ativos ou outras capacitações.
E nessa linha de pensamento uso a nomenclatura de Fujimoto quando distingue rotina( associada a capacitação) :
a) de Melhoria como uma habilidade de alcançar de forma rápida e consistente melhorias no desempenho, seja em qualidade, seja em produtividade. Trata-se de habilidade essencial, tipicamente envolvendo o identificar e analisar problemas; o solucionar problemas; e o reter e perenizar a solução dos problemas corrigindo as rotinas estáticas da organização.
b) Evolucionária - associada à habilidade de desenvolver novas capacitações
estáticas e de melhoria - é a capacitação de construir capacitações. São Capacitações, como você disse, de 2ª ordem.
Os nomes nem sempre são o mais importante. Importante mesmo é termos uma clara percepção do que queremos fazer. Nisso, acredito que estejamos alinhados.
O erro talvez esteja no fato de que não veio a resposta ao meu questionamento, pois você falou de como a GCO trata o Conhecedor e eu havia questionado como a EaD trata o Conhecedor. Mas valeu o papo.
Forte abraço
Fernando Goldman
E essa história de conhecimento tácito, como é que fica?
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Ter, 26 de Mai de 2009 12:26 pm
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: (X) Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: ---
Prezados
Na definição apresentada de GCO (mensagem 51), falamos de Capacitações Dinâmicas. Estas podem ser de dois tipos, segundo a literatura a respeito da Visão Baseada em Recursos: as de melhoria e as de evolução.
As de melhoria são aquelas que permitem à empresa aprimorar sua rotinas. Diz respeito à melhoria contínua, à Gestão das Informações já disponíveis. Muitos treinamentos tradicionais, sejam presenciais ou EaD, atuam nesta faixa. São atividades que contribuem para o aprimoramento dos processos operacionais já existentes.
Nada contra eles, são necessários e muito nobres.
Já as capacitações de evolução dizem respeito à criação do Conhecimento Organizacional. Modificam as Estruturas de Conhecimento Organizacional. Possibilitam a sobrevivência da organização, na medida que possibilitam-lhe se modificar para adaptar às constantes mudanças de seu ambiente de negócios.
Até aqui, ainda não percebi muita movimentação nesta mesa sobre o carater tácito do conhecimento e sobre sua criação. Isto é, sobre atividades de caráter mais estratégico.
O quanto o Conhecimento Organizacional (resultado de experiências individuais e principalmente de grupos) pode criar uma vantagem competitiva sustentável para a empresa, depende dos elementos tácitos nele envolvidos, pois se assim não fosse, seria facilmente imitado por concorrentes. Isto faz perceber que não se pode exagerar, nem negligenciar, a importância do conhecimento tácito, o papel do conhecedor e o caráter espontâneo da criação de conhecimento.
Como é que a EaD vem fazendo para valorizar o conhecedor ?
Forte abraço
Fernando Goldman
Objetivando nosso debate
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED em Ter, 26 de Mai de 2009
Mensagem de: Fernando Goldman
Empresa: SBGC - RJ
Tipo de participação: (X) Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: - João Elton de Jesus - mensagem 69
Prezado José Elton
Você tocou em um ponto chave. Os tais gargalos ao fluxo do conhecimento dentro da organização.Um problema sobre o qual a Gestão do Conhecimento precisa atuar e a EaD pode ter papel destacado.
Eu pergunto: A EaD Corporativa tem realmente conseguido tirar partido das ferramentas atualmente disponíveis (por exemplo WEB 2.0, second life etc.), colaborando para um criação de um ambiente propício à eliminação desses gargalos, estimulando a autonomia,mas ao mesmo tempo o trabalho em equipe. E outros importantes elementos da construção de um conhecimento organizacional como, por exemplo, a capacidade de discussão crítica, a busca de entendimento na divergência com respeito à diferença etc.
Gostaria de conhecer algumas possibilidades, se possível experiências, dos participantes e pensarmos juntos como a EaD pode contribuir para a eliminação destes gargalos. Naturalmente, me refiro a uma EaD, que é mais do que a simples passagem de cursos presenciais para à distância.
Forte abraço
Fernando Goldman
GC x treinamentos
Mensagem de : Fernando Goldman
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Tipo de participação: ( X) Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: Fátima- mensagem 47
Prezada Fátima
Vou te apresentar uma definição bem formal sobre GCO. Ela poderá servir de ponto de partida para melhor refletirmos a respeito e detalharmos os conceitos.
Gestão do Conhecimento Organizacional é um metaprocesso para lidar com o ativo intangível "Conhecimento Organizacional", sendo composta de um conjunto de ações e práticas de apoio através das quais a organização, de forma explícita e sistemática, gerencia as circunstâncias adequadas para que prosperem e se aperfeiçoem seus Processos de Conhecimento e Operacionais, identificando os conhecimentos críticos para sua sustentabilidade, buscando as capacitações dinâmicas necessárias às adaptações (o Aprendizado) às mudanças em seu ambiente de negócios, visando sua longevidade.
É uma definição minha. Reconheço que é meio pesada. Porém eu consigo defendê-la. Há muitas outras no mercado. Algumas mais simples de entender, porém mais propícias a erros conceituais. Eu venho constantemente fazendo melhoria contínua na minha definição e no meu modelo, de modo a torná-los cada vez mais robustos. Estou aberto a ouvir sugestões.
Se você desejar ver meu modelo, digite ;
http://kmgoldman.blogspot.com/2009/05/modelo-goldman-da-dinamica-da-relacao.html
A partir da análise da definição e do modelo será possível discutirmos de forma mais objetiva.
Porém, como homem de ciência que sou, volto a chamar atenção de que não se tratam de verdades absolutas, mas sim teorias que podem ser submetidas a tentativas de falseabilidade.
Forte abraço
Fernando Goldman
Começando a debater
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED
Mensagem de : Fernando Goldman
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Em resposta a: João Mattar - mensagem 41
Prezado João
O prazer é meu de ter podido montar esta mesa. Quando nosso presidente, o Prof. Heitor Pereira, e a Lourdes me convidaram para esta coordenação, um dos fatores que me motivaram foi o fato de você estar à frente do SENAED.
Você tem o crédito de ter me tornado cliente do Bar Urca, ao falar dele em seu blog ( e muitos outros créditos, pois em seu blog tenho aprendidomuito), mas ainda me deve comermos juntos um arroz com polvo e brócolis lá.
Voltando à nossa Mesa de Debates, eu tenho feito uma espécie de cruzada no sentido de desmistificar um pouco essa tal de Gestão do Conhecimento. Desmistificar com responsabilidade. Um primeiro passo é tentar eliminar algumas hierarquizações que acabam inibindo as pessoas de melhor entender o que é Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO).
Por exemplo, quando nós dois dizemos que "fazer Gestão do Conhecimento é um desafio muito mais complexo do que elencar treinamentos", é importante que isso não crie uma espécie de barreira do tipo "nós fazemos GC" e "vocês programam treinamentos".
A verdade é que muitos dos chamados sistemas de GCO são na verdade sistemas de Gestão de Informações, lidando apenas com conhecimentos já explicitados, envolvendo a simples divulgação de rotinas e às vezes sua correção, ficando a GCO restrita à explicitação e à disseminação das melhores práticas, lições aprendidas e registro de experiências. Quando é assim, a GCO deixa de focar os aspectos mais instigantes e desafiadores da construção do Conhecimento Organizacional, sendo em muitos casos confundida com a Gestão de Projetos, a Gestão de Pessoas e a Educação Corporativa, em resumo, deixando de ser percebida como um metaprocesso. Nem por isso devemos diminuir ou menosprezar aquelas outras atividades ( Processos Operacionais e às vezes Estratégicos), mas sim perceber que sem elas a GCO, como um metaprocesso que é, não será capaz de construir as Capacitações Dinâmicas necessárias ( eu evito a expressão Competências
Essenciais, por diversos motivos que talvez possamos também aqui discutir mais tarde).
Tudo isso pode sim parecer meio complexo a princípio, mas tenho cada vez maior certeza de trata-se de um caminho convergente com o que a EaD Corporativa e suas diversas ferramentas, em especial as mais sociais, podem proporcionar.
Forte abraço
Fernando Goldman
EaD e Gestão do Conhecimento precisam aprender a lidar com a incerteza nos ambientes de negócios.
Mensagem de : Fernando Goldman
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Em resposta a: Eleonora - mensagem 26
Prezada Eleonora
É muito bom que a gente possa conceituar melhor a Educação Corporativa e aprofundar um pouco essa discussão dos conceitos e talvez vislumbrar como a EaD Corporativa traz todo um conjunto de ferramentas capaz de não apenas complementar a Educação Corporativa, mas rivigorá-la.
Concordo com você que muita gente ainda pensa Educação Corporativa como um nome bonito para a Sala de Treinamento. Universidade Corporativa então merece até placa na porta e festa de inauguração. Dá status. Lá dentro, seja uma sala ou duas, ou até um prédio exclusivo, temos apenas um centro de treinamento com nome de Universidade Corporativa.
Acho que um bom começo de análise passa pela sua fala, tentando distinguir os processos estratégicos - que eu chamo em meu modelo de Processos do Conhecimento Organizacional - dos processos operacionais, não devendo estes últimos, de forma alguma, serem considerados menos nobres.
Há outra maneira de conceituar o que uma área de Educação Corporativa faz em uma empresa, que talvez possa ser útil aqui. Em algumas empresas as áreas de Educação Corporativa, ficam muito focadas naquilo que a empresa sabe que sabe.
Em ambientes de rápidas mudanças como os ambientes de negócios atuais, lidar apenas com a certeza (aquilo que se sabe que se sabe) talvez já não seja suficiente. O termo "incerteza" assumiu caráter de termo técnico na literatura já lá nos idos de 1921, com o clássico trabalho de Frank Knight (Risk, uncertainty and profit), que chamou atenção para a diferença entre risco e incerteza.
Imagino que quando você fala em "antecede a demanda para uma ação" se refira ao papel da Educação Corporativa na formação de uma Inteligência Organizacional capaz de lidar com a incerteza que caracteriza os ambientes de negócios de hoje. É isso?
Forte abraço
Fernando Goldman
Ead Corporativa e GCO
Esta mensagem foi publicada na Mesa de Debates 2 do 7º SENAED, em Sáb, 23 de Maio de 2009 10:21 pm
Mensagem de : Fernando Goldman
Empresa : SBGC-RJ
Tipo de participação: ( X)Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: Ruy Mattos
Prezado Prof. Ruy Mattos
Uma parte do que a Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO) faz passa por, como você disse, "estimular a criação, a disseminação e a armazenagem de saberes (ou de informações) relevantes para a Organização". Certamente não deveria se restringir a isso. Digamos que isto é apenas o que "a empresa sabe que sabe". Mas sem isso não há como pensar em GCO.
Porém, se limitar a isto faria a GCO ficar restrita a divulgar conhecimentos explicitados já consagrados e que por si só já não produzem vantagem competitiva sustentável. Falar em ações estratégicas significa, de acordo com o pensamento estratégico mais aceito atualmente entre autores acadêmicos e prescritivos, estabelecer vantagem competitiva sustentável.
Mas o que eu achei muito legal na sua pergunta é que você já evitou um erro muito comum quando as pessoas costumam dizer que a GCO cria, dissemina e armazena conhecimentos.
Você teve o cuidado de diferenciar saberes (knowing) de conhecimento ( knowledge) e mais importante: não disse que GCO lida diretamente com o conhecimento, pois na verdade a GCO é um metaprocesso, capaz de influenciar ( estimular, como você disse) os Processo de Conhecimento( Planejamento Estratégico, por exemplo) e os Processos Operacionais da Organização.
Não posso lhe garantir que a resposta que lhe dei seja uma verdade aceita por todos. Obviamente, quando tratamos de temas tão complexos, como GCO, não devemos esperar conceitos universalmente aceitos. Há várias escolas, vários grupos de pesquisa, diferentes autores e acaba sendo importante deixar clara a origem das teorias com as quais estamos trabalhando.
Eu tenho um modelo para relacionar Gestão do Conhecimento e Aprendizado Organizacional sobre o qual estou desenvolvendo minha tese de doutorado. Acredito que ele possa lhe ser útil na resposta à sua pergunta. Se você tiver interesse em conhecê-lo, ele está disponível em :
http://kmgoldman.blogspot.com/2009/05/modelo-goldman-da-dinamica-da-relacao.html
Basta clicar sobre a imagem, para vê-la ampliada.
Forte abraço
Fernando Goldman
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Conceituando um pouco melhor o que é o processo de Gestão do Conhecimento Organizacional
Empresa : SBGC-RJ
Tipo de participação: ( X)Integrante da Mesa ( )Participante
Em resposta a: Carla Jucá
Prezada Carla
Em linha com o que você disse, acho importante entendermos que fazer Gestão do Conhecimento não é (como muitos gostariam) uma coisa tabulada, normatizada, com metodologia bem definida. Se assim fosse, tudo seria mais fácil, mas em contrapartida uma boa Gestão do Conhecimento não seria elemento de vantagem competitiva para as empresas, pois todos a fariam praticamente da mesma forma.
De cara é muito importante entender que cada organização precisa definir o que entende por Gestão do Conhecimento de forma clara, ou pelo menos tão clara quanto possível, de modo que todos possam utilizar o conceito dentro da empresa. Aqui, a criação de Plano Diretor de Gestão do Conhecimento pode ser muito útil, ajudando a criar uma linguagem comum.
Depois, será útil perceber que a expressão Gestão do Conhecimento pode provocar interpretações prejudiciais ao seu próprio desenvolvimento. Eu tenho preferido utilizar a expressão Gestão do Conhecimento Organizacional, sempre entendendo Gestão do Conhecimento como uma forma resumida de falar sobre o que se está fazendo.
Sempre aparecerão os "oportunistas", que irão complicar ainda mais as coisas tentando argumentar que sendo o conhecimento um fenômeno espontâneo, não há como falar em sua gestão. O que é verdade, mas não contribui em nada para o que se pretende fazer.
Assim, deixar claro que as ações que se pretende tomar são em favor do "Conhecimento Organizacional", um todo maior que a soma de suas partes, me parece bastante importante.
Essas partes que compõe o Conhecimento Organizacional são os conhecimentos dos indivíduos que compõe a organização em um determinado momento. Trata-se de um quadro dinâmico em que pessoas vão e vem, influenciam e são influenciadas pela organização.
Uma das formas como as pessoas são influenciadas pela organização é tomando contato com os saberes que a organização tem retidos. Aqui fica claro um papel óbvio da EaD Corporativa, ao facilitar esta tomada de contato.
Se fosse só isso que a EaD Corporativa pudesse fazer pela Gestão do Conhecimento, nem precisaríamos debater. A verdade é que a EaD Corporativa vem se apresentando como importante elemento de comunicação na empresa moderna. Seus fortes recursos técnicos e ao mesmo tempo, digamos, lúdicos podem exercer um papel que ainda não foi totalmente reconhecido na Gestão do Conhecimento Organizacional.
Bem, agora gostaria de ouvir (ler) um pouco da visão de vocês. Seria muito bom conhecermos mais histórias como a da Fernanda Oliveto e da Carla Jucá.
Forte abraço
Fernando Goldman
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Mensagem de abertura da Mesa de Debates 2 do 7º SENAED
A Mesa de Debates nº 2 do SENAED "O Papel da EaD Corporativa na Gestão do Conhecimento" aconteceu de 23 a 31 de maio de 2009 no ambiente virtual assíncrono do evento.
A partir desta postagem, reproduzirei aqui algumas das mensagens que postei, para efeito de registro e possíveis desdobramentos aqui no blog.
Forte abraço
Fernando Goldman
Mensagem de Boas Vindas do coordenador da Mesa
Prezados Participantes da Mesa de Debates nº 2 do SENAED
"O Papel da EaD Corporativa na Gestão do Conhecimento"
Inicialmente, gostaria de me apresentar. Sou Fernando Goldman, presidente da SBGC-RJ e atuarei nesta mesa de debates como coordenador e moderador, quando necessário.
Mais informações sobre minha formação e vida profissional, como também dos demais participantes da mesa, encontram-se disponíveis no arquivo anexo desse nosso Yahoo Group.
Pretendo aqui fazer uma rápida exposição dos objetivos desta mesa e a seguir pedir aos seus demais integrantes, todos especialistas convidados, de alguma forma ligados ao tema, a se apresentarem e fazerem uma rápida exposição sobre sua visão dos assuntos que aqui serão abordados.
Convido a todos que pretendem participar dos debates a serem sucintos e concisos, respeitando o limite de 6000 caracteres (com espaços) por mensagem, de modo que, a exemplo das mesas do mundo real, evitemos textos longos e pouco objetivos e assim tenhamos uma discussão dinâmica e de bastante proveito para todos.
Nesta mesa, a Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO) não será entendida apenas como uma simples busca da identificação e difusão na organização dos saberes necessários à construção das competências individuais, necessárias aos profissionais de uma empresa, como muitas vezes acontece.
Busca-se aqui entender como a GCO atua, através de seus conceitos e práticas de apoio, sobre os meios como as organizações criam novos conhecimentos, possibilitando novos produtos, novos métodos e novas formas organizacionais e de que forma a EaD Corporativa pode e deve participar deste importante processo empresarial.
A GCO, quando corretamente conceituada, atua sobre os Processos de Conhecimento Organizacional e vem se apresentando como precursora das inovações constantemente demandadas pela necessidade de adaptações à complexidade crescente e grande competitividade dos ambientes de negócios atuais. Tanto as inovações tecnológicas como também as de mudança organizacional.
Já a Educação Corporativa, e em especial seu subconjunto, a EaD Corporativa, objeto desta mesa de debates, se apresenta em muitas empresas como processo com papel operacional, se restringindo a complementar a formação dos trabalhadores e promover seu desenvolvimento, atuando mais no capturar, codificar e compartilhar conteúdos.
Está desta forma mais focada naquilo que entendemos como conhecimentos já explicitados. Vale lembrar que estes conhecimentos já explicitados, naturalmente, contribuem menos para a formação de vantagens competitivas sustentáveis, na medida em que são também mais facilmente capturáveis pelos concorrentes.
Infelizmente, ferramentas de Educação Corporativa mais elaboradas e com objetivos mais estratégicos, como as chamadas Universidades Corporativas, muitas vezes são deturpadas, sofrendo maquiagens e se mostrando pouco efetivas no lidar com os aspectos mais tácitos do conhecimento.
De fato, os métodos atuais de identificação de competências individuais se mostram algumas vezes incompatíveis com a busca de competências essenciais e capacitações dinâmicas pelas empresas.
Dessa forma, um dos ganhos que uma atividade bem sedimentada de GCO pode proporcionar à EaD Corporativa diz respeito à percepção do caráter contextual do conhecimento e de que embora ele seja construído pela análise da informação, e que possa algumas vezes ser transformado em informação, para ser disseminado, ele não é um tipo especial de informação, como muitos crêem, pois importantes elementos de conhecimento são incorporados nas mentes e corpos das pessoas, nas rotinas das empresas e, não menos importante, no relacionamento entre essas pessoas e suas empresas.
Em contrapartida uma EaD moderna, capaz de tirar partido de todo o potencial dos recursos disponibilizados pelas Tecnologias da Informação e das Comunicações, ajuda a criar na organização um ambiente propício ao florescimento do conhecimento, entendido aqui como a harmoniosa conjugação de saberes e habilidades. Uma tal EaD, de forma alguma, se caracterizaria como mera fonte de entrega de informações.
Embora seja verdade que muitos dos chamados sistemas de GCO que andam por aí sejam na verdade sistemas de Gestão da Informação, lidando apenas com conteúdos já explicitados, em muitas empresas, a GCO começa a não ficar limitada à gestão daquilo que "a empresa sabe que sabe". Deixa assim de ficar restrita à explicitação e à disseminação das melhores práticas, lições aprendidas e registro de experiências, passando a focar os aspectos mais instigantes e desafiadores da construção do Conhecimento Organizacional.
Da mesma forma, a EaD Corporativa parece começar a perceber as possibilidades de ferramentas como a WEB 2.0, por exemplo, e começa a exercer um papel determinante no fornecimento dos elementos aceleradores da construção do Conhecimento Organizacional.
Naturalmente, qualquer discussão, seja ela virtual ou não, não passa de uma pálida representação da complexidade da criação do Conhecimento Organizacional.
Tal complexidade não pode ser analisada ou separada em um conjunto de elementos independentes sem ser destruída, não sendo possível empregar, com total sucesso, métodos reducionistas para sua análise.
Porém a discussão que aqui se pretende poderá ajudar de maneira decisiva a que a EaD Corporativa se apresente como importante elemento para a contínua e sustentável execução de um processo de GCO, específico de cada organização, propiciando-lhe a prática regular da análise de seus resultados e dos estímulos percebidos de seu ambiente, atualizando seus Processos de Conhecimento, capacitando-lhe a aprender a aprender, o que contribuirá decisivamente para sua longevidade.
De tudo que disse, é fácil perceber a dimensão dos debates que aqui teremos.
Convido agora o prof. Dr. Heitor Pereira, presidente da mesa, a se pronunciar.
Sejam benvindos.
Forte abraço
Fernando Goldman
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Criança, a alma do Negócio
O pessoal da produção do documentário "Criança, a alma do Negócio" abriu mão dos direitos autorais, para que o mesmo possa ser assistido por todas as pessoas que tiverem interesse no assunto, ou seja, todo mundo, pois criança de algum modo faz parte do universo de todos e vai refletir no mundo em que viveremos.
Citando o Gabriel Guimard, do Editor Portal Cultura Infância - www.culturainfancia .com.br, "é um documentário marcante, que todos pais, educadores, cuidadores, publicitários, políticos...enfim todo mundo deveria ver".
Vale a pena reservar 50 minutos e assistir ao documnetário dos diretores Estela Renner e Marcos Nisti, com importante participação dos Instituto Alana (www.alana.org. br) e divulgar para pais, filhos, familiares,vizinhos, colegas de escola, amigos, inimigos etc.
Quem quiser ser muito objetivo e assistir o documentário diretamente, clique:
http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/Biblioteca.aspx?v=8&pid=40
Vale a pena também dispor de um pouco mais de tempo e dar uma lida no texto do site da ALANA:http://www.culturai nfancia.com. br/goto.php? u=documentario
Forte abraço
Fernando Goldman
terça-feira, 19 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Mesa de Debates "O Papel da EaD Corporativa na GC - 7º SENAED
A SBGC realizará Mesa de Debates virtual, de forma assíncrona, dentro da programação do 7º SENAED, da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância.
Nesta mesa, de 23/05 a 31/05, vamos conversar, analisar e debater "O Papel da EaD Corporativa na Gestão do Conhecimento"
A mesa será coordenada por mim, Fernando Goldman, presidente da SBGC-RJ, e terá os seguintes Especialistas Convidados já confirmados:
Ana Cláudia Freire - Gerente de Gestão do Conhecimento da VALE
Eleonora Jorge Ricardo, especialista em Educação Corporativa, UERJ
Heitor Pereira - Presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento
João Cosenza – Gerente de Serviços Compartilhados e Qualidade da Wilson, Sons Agência Marítima Ltda
No dia 23 de maio, quando todos os especialistas convidados já tiverem postado suas mensagens iniciais, iniciaremos os debates.
Você será bem vindo a participar, enviando questões e discutindo as posições dos Especialistas e dos demais participantes. Será uma excelente oportunidade para profissionais, que querem se aprofundar na relação entre EaD Corporativa e Gestão do Conhecimento, mas têm restrições de agenda.
Para participar, basta seguir os seguintes 5 passos abaixo, que já podem ser executados:
1º - Entre no link: http://br.groups.yahoo.com/ ;
2º - Se você ainda não tem um perfil Yahoo, clique em CADASTRAR e preencha todos os campos para criar seu perfil (leva 1 minuto);
3º - Com um perfil criado e sua senha escolhida, você entrará no YAHOO GRUPOS;
4º - Busque MDSENAED2 e clique na imagem da MDSENAED2, quando ela surgir;
5º - Entre no Grupo.
Pronto!
Você irá receber todos os e-mails da Mesa de Debates “O Papel da EaD Corporativa na Gestão do Conhecimento” e poderá enviar seus comentários. No seu primeiro envio, você deverá informar o seu nome, sua instituição ou empresa, sua cidade, e a sigla de seu Estado.
Contamos com sua participação e ajuda na divulgação desta mesa.
Qualquer dúvida entre em contato com o coordenador da mesa: fernandogoldman@yahoo.com.br
Forte abraço
Fernando Goldman
sábado, 16 de maio de 2009
Aniversário da SBGC
O aniversário de 8 anos da SBGC aconteceu no dia 06 de maio passado.
Segue abaixo o texto que apresentei por ocasião do aniversário, no Portal da SBGC.
Forte abraço
Fernando Goldman
Nem sempre é fácil explicar a SBGC
Em um país como o nosso, em que discutir idéias beira a excentricidade, muitas vezes tenho dificuldade de explicar como funciona a SBGC para os administradores da objetividade, com quem muitas vezes converso.
Como falar de uma sociedade que trata de uma nova visão dos negócios, mas que, ao invés de vender metodologias e fórmulas prontas de efeito duvidoso – os milagres que tantos procuram, aceita e procura melhor compreender o papel dos intangíveis, do tácito e das mudanças constantes que a sociedade vem passando? Que não nega a multiplicidade, a aleatoriedade e a incerteza, formando uma rede voltada à percepção do Conhecimento como fator de produção, através do debate e difusão de idéias?
Se é preciso uma classe muito especial de pessoas para lidar com o que é Gestão do Conhecimento Organizacional, que dirá de conseguir gente disposta a se dedicar a um trabalho voluntário por ela. Gente que reúna competência, garra, esperança e humildade suficientes para, através da GC, buscar o aumento da efetividade de nossas organizações, da competitividade do país e da qualidade de vida das pessoas.
Há 8 anos, não participei da fundação da SBGC, porque ainda nem tinha idéia do que esta expressão poderia representar para as organizações e para as pessoas. Na verdade, minha relação com a SBGC é de dívida, pois se não fossem a divulgação do tema por ela promovida, os eventos por ela organizados, as constantes oportunidades de discussão e aprendizado no seu Fórum, os artigos e materiais de seu Portal e, em especial, as pessoas com quem ela me possibilitou o contato, no Brasil e no exterior, minhas pesquisas sobre Gestão do Conhecimento Organizacional ainda estariam muito longe de onde estão, apesar do muito que ainda há a percorrer.
Assim, nestes 8 anos da SBGC, minha mensagem é de agradecimento a todos aqueles que possibilitaram sua existência e reitero o convite feito em nosso Portal para aqueles que ainda não fazem parte da entidade se juntar a nós, pois a Gestão do Conhecimento é feita, fundamentalmente, por pessoas.
Fernando Luiz Goldman
Presidente da SBGC-RJ(2007-2009)
MORAL DA HISTÓRIA
Recebi e-mail com esta notícia, que gostaria de compartilhar.
Forte abraço
Fernando Goldman
"HOMEM MORTO TRABALHA POR UMA SEMANA (Notícia do New York Times)
Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há CINCO DIAS.
George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários.
Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava trabalhando no fim de semana.
O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.'
A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.
SUGESTÃO: De vez em quando acene para os seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está!
MORAL DA HISTÓRIA:Não trabalhe demais. Ninguém nota mesmo... "


