segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Os meninos-lobo e a Gestão do Conhecimento

Prezados

À medida que avançamos na constatação de que fazer Gestão do Conhecimento Organizacional pressupõe uma certa compreensão de como se dá a cognição humana, na medida do possível, é claro, não se pode prescindir de estabelecer um adequado entendimento das relações entre informação, comunicação e conhecimento.

Em linha com estas idéias, gostaria de recomendar àqueles que ainda não tiveram oportunidade de ler o excelente artigo de Cláudio de Moura Castro ,publicado na Veja, edição 2120, de 8 de julho de 2009, intitulado “Os meninos-lobo”. Segundo o articulista:

"Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo"

Vale a pena dar uma olhada neste artigo, que tem importantes elementos para melhor compreender a importância da comunicação para a construção do conhecimento.

O artigo está disponível em :
http://veja.abril.com.br/080709/meninos-lobo-p-024.shtml

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Grandes Ganhos em Gestão do Conhecimento Organizacional

Prezada Beatriz

Não sei se eu entendi bem sua proposta. O que eu talvez não tenha conseguido explicar é que o conhecimento, existente somente nos conhecedores, por definição, atende aos três critérios elencados na Teoria da Criação do Conhecimento Organizacional. Ele é sempre uma crença justificada em uma verdade. É sempre uma capacitação de agir eficazmente e tomar decisões. Finalmente, é sempre contextual. Sempre, seja ele essencial, avançado ou inovador ou qualquer outra classificação que julquemos oportuna para melhor qualificá-lo.

Portanto, testar se estamos lidando com conhecimento só serviria para confirmar que se trata de conhecimento. Algo interessante, mas não creio que possa nos trazer grandes ganhos quando objetivamos criar um método para que as empresas utilizem melhor o conhecimento como fator de produção, o que a meu ver deveria ser um objetivo da Gestão do Conhecimento Organizacional.

Acho que alguns dos grandes ganhos que são necessários para que as pesquisas sobre Gestão do Conhecimento Organizacional avancem dizem respeito a:
i) diferenciar o conhecimento do Conhecimento Organizacional e entender o Conhecimento Organizacional como fenômeno emergente;
ii) reconhecer o caráter intángivel e específico do Conhecimento Organizacional de cada empresa;
iii) caracterizar o Conhecimento Organizacional como recurso da empresa;
iv) entender a rápida obsolescência do Conhecimento Organizacional;
v) entender o Aprendizado Organizacional como uma mudança de estado de Conhecimento Organizacional que se mostrou satisfatório à adaptação às mudanças no ambiente de negócios da empresa;
vi) a percepção de que a empresa é um sistema e a organização é um processo;
vii) aceitar que nosso foco em Gestão do Conhecimento Organizacional, não é de forma alguma gerenciar os conhecimentos das pessoas, o que por si só seria uma perda de tempo e de dinheiro;
ix) e por aí vai.

Também não sei se seria útil ficarmos testando se algum conhecimento é essencial, avançado ou inovador. O que realmente importa, na minha modesta opinião, é se a empresa usa seu Conhecimento Organizacional para criar as Capacitações Dinâmicas necessárias a que ela consiga estar sendo inovadora eficientemente e eficazmente para cumprir sua efetividade, que é continuar existindo, ou seja, sua longevidade.

Indo nesta linha, estudar as práticas de apoio da Gestão do Conhecimento Organizacional pressupõe ter uma definição clara do que é Gestão do Conhecimento Organizacional. Por isso, acho importante termos uma definição de trabalho.

Forte abraço

Fernando Goldman

Mensagem postada originalmente na comunidade www.sbgcrj.ning.com, em 05.02.2010, às 10:50h.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MBA EM GESTÃO E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Prezados

Segue folder de um MBA no setor elétrico, que pode ser uma opção muito interessante para quem desejar fazer uma especialização.


Forte abraço



Fernando Goldman





Plataformas de EaD e as CoP criam conhecimento ?

Prezada Fernanda

Não assisti à teleconferência mencionada por você, por isso precisaria de mais detalhes sobre como foi feita a pergunta ao Takeuchi e sobre como ele deu a resposta, mas em princípio concordo com ele que, de um modo geral, as plataformas de EaD e as comunidades de prática, por si só não sejam modalidades/instrumentos de transformação e de produção de conhecimento.

Observe porém que toda generalização é perigosa.

Acredito que a resposta dele precisaria ser melhor contextualizada na Teoria da Criação do Conhecimento Organizacional, da qual ele é um importante desenvolvedor. Para sermos coerentes, ao fazer uma pergunta ao desenvolvedor de uma teoria, deveríamos esperar que ele nos respondesse de acordo com sua própria teoria. Concorda?

Quem sou eu para me propor a explicar uma resposta do Takeuchi, mas vale a pena a gente tentar esclarecer alguns detalhes, que podem ser importantes para entender o que ele quis dizer.

Primeiro, é fundamental conceituar o que para ele é conhecimento. Na Teoria da Criação do Conhecimento Organizacional, o conhecimento dentro de uma empresa envolve três aspectos: i) o conhecimento é uma crença justificada em uma verdade; ii) o conhecimento é uma capacitação de agir eficazmente e tomar decisões; e iii) o conhecimento é contextual.

Depois, a abordagem epistemológica que ele usa é a de Michael Polanyi, na qual se entende que o conhecimento tácito e o conhecimento explícito só podem ser conceitualmente distinguidos ao longo de um continuum. Significa dizer que todo conhecimento – existente apenas nos indivíduos – é parte tácita e parte explicitável.

Para Takeuchi a transformação e produção de conhecimento no âmbito da empresa se traduzem em criação de conhecimento organizacional, que é obtida pela interação entre os conhecimentos predominantemente tácitos e os predominantemente explícitos.

Assim, não é de se estranhar que ele tenha dito não acreditar que as plataformas de EaD e as CoP criem conhecimento, pois elas sozinhas não propiciam o ciclo de criação do conhecimento organizacional descrito no modelo SECI. Podem, sim, ser parte do processo.

Muitas vezes plataformas de EaD e as CoP menos elaboradas, não diferenciam informações de conhecimento explícito, mas isso é um erro conceitual básico. Não importa o quão boa seja uma informação. Ela é informação. É estática.

É comum também a confusão entre o conhecimento explícito e os conteúdos produzidos a partir dele. O conteúdo é estático. O conhecimento explícito é dinâmico. É uma capacitação de agir eficazmente e tomar decisões que pode produzir conteúdo. Este conteúdo pode se tornar um tipo de informação (emissor - conteúdo - receptor). Como conteúdo, ele não pode mudar. Não é cumulativo. Não pode melhorar a si mesmo.

Se alguém informar este conteúdo para outra pessoa, essa pessoa pode ser capaz – ou não – de usar essas informações para produzir novo conhecimento. Nunca o mesmo conhecimento, mas um novo conhecimento. O novo conhecimento de uma outra pessoa. Observe que os conteúdos são os mesmos, mas o conhecimento resultante é variado.

Resumindo, acho que Takeuchi tentou te dizer é que essas ferramentas que você elencou, Plataformas de EaD e CoP, por si só não são capazes de fazer o ciclo SECI completo necessário à criação do conhecimento organizacional.

É interessante observar, por outro lado, que o próprio Takeuchi vem defendendo a idéia de que uma ênfase exagerada no conhecimento tácito pode também comprometer essa execução completa do ciclo SECI.

Bem, espero ter ajudado mais do que confundido.

Forte abraço

Fernando Goldman

Postagem feita originalmente no forum da SBGC em 24.01.2010.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Dinâmica do Conhecimento Organizacional - 3ª Parte

Prezados

Segue a 3ª parte do vídeo da apresentação feita sobre " A Dinâmica do Conhecimento Organizacional" feita no GRUPO INTERATIVO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO E INOVAÇÃO, na íntegra sem qualquer edição ainda.

Forte abraço

Fernando Goldman


A Dinâmica do Conhecimento Organizacional - 2ª Parte

Prezados

Segue a 2ª parte do vídeo da apresentação feita sobre " A Dinâmica do Conhecimento Organizacional" feita no GRUPO INTERATIVO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO E INOVAÇÃO, na íntegra sem qualquer edição ainda.

Forte abraço

Fernando Goldman

A Dinâmica do Conhecimento Organizacional - 1ª Parte

Prezados

Segue a 1ª parte do vídeo da apresentação feita sobre " A Dinâmica do Conhecimento Organizacional" feita no GRUPO INTERATIVO DE GESTÃO DO CONHECIMENTO E INOVAÇÃO, na íntegra sem qualquer edição ainda.

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

KM is a set of intentional practices

Prezados

Compartilho outra postagem, feita em 13.01.2010, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman

Blake

As a first approximation, your definition of KM is very good.

"KM is a set of intentional practices, processes, principles and methodologies designed to support the continuous generation of new knowledge (innovation) by inculcating into the work flow of an organization, a cycle (or culture of continuous learning?) of iterative improvement, culminating in a level of organizational intelligence (or instinct) which leads to increased performance by allowing organizations to be agile, adaptive and innovative in the face of ever changing market (external) forces."

I think some details need to be refined, but it really is an excellent starting point.

I use a different definition of KM, but I acknowledge my definition is very specific of my view of KM. In my definition I talk about KM as a set of "actions and support practices used in order to coordenate and integrate policies and processes of organizational knowledge"

I guess some kinds of knowledge/ information in the firm are responsability of Corporate Education. These knowledge are so explicit that they can be supplied by e- learning or presential learning. They contribute to Organizational Knowledge, of course, but they do not create competitive advantages.

Let's wait for more comments, but I would like to propose that you would try to characterize the KM as a "meta-process that, by actions and support practices, acts on the policies and processes of the firm". I think this is important because many people think KM as producing knowledge.

What do you think about?

F. Goldman



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tacit knowledge is the true creator of evolutionary routines

Prezados

Compartilho outra postagem, feita hoje, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman


Erich and Nick

I would like to sugest to replace colletive by organizational and accept that KM is a part of Organizational Intelligence. An organizational knowledge has diferent characteristics of a colletive knowledge. The emergence. In a colletive knowledge 1+1 is 2. In a organizational knowledge 1+1 may be 2, > 2 or < 2. Depends on the "management", but a diferent kind of management.

The term ‘Knowledge Management’ has been applied to a very broad spectrum of activities designed to manage, exchange, protect and create or enhance organizational knowledge, in order to improve intellectual capital of a firm. Due to its firm-specific character, there is no widespread agreement on what KM actually is. Exception to the fact that KM must be a source of competitive advantage to the firm.

The aim is to have 1+1 > 2.

So, KM must permit a firm achieves a balance between being efficient in running today’s business, while being adaptive ( efficacy) to changes in their environment ensuring that firm also survives in the future ( efetivity).

To be efficient in running today’s business involves to know what the firm knows. It involves a focus in explicit knowledge to produce improvement routines, supported by information sharing.

To be adaptive involves to accept uncertainty and limited rationality, ie, to deal with tacit knowledge, the true creator of evolutionary routines.

Information is static, knowledge is dynamic

Prezados

Compartilho outra postagem, feita em 12.01.2010, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman


John

You Said: “Knowledge doesn’t exist independent from a person”. I agree.
After that, you said

“The information that comes from people who have experience with certain processes, and know the workarounds and tricks to many contexts is the information that is really handy, and this is what I think people refer to as explicit knowledge”.

You are right, but those people are wrong.

Some people refer to information as explicit knowledge, but this is a basic conceptual mistake. Do not matter how much good is information, it is information. It is static.

It is common that somebody confuse explicit knowledge and the produced from it content. The content is static. Explicit knowledge is dynamic. It is a capability that is possible to be transformed in a content. When it is a content, it is a kind of information and not more knowledge. As a content, it do not have the capability to change. To improve itself.

If somebody inform this content to another person, this person may be able - or not - to use this information to produce new knowledge. Never the same knowledge, but a new knowledge. The knowledge of that new person.

Do you agree with this?

Explicit knowledge and information are not the same thing

Prezados

Compartilho outra postagem, feita em 12.01.2010, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman

I'm really surprised to note that there is a minimum of convergence on basic concepts.

I thought that at least there was already consensus among experts that the explicit knowledge can not be called information, simply because they are not the same thing.

In fact, they are very different things and to understand this is very important.

A simple argument to show that they are not the same thing is that there is no direct conversion between explicit knowledge and information.

It is possible that someone has knowledge, a capability for effective action and decision-making, and that, although able to do so, this someone did not explicit this knowledge in some form of information possible, whether spoken, written, danced and so on.

Similarly, information available does not guarantee that anyone who has access to it is able to transform it into knowledge. This is possible only if the necessary context to transform it into knowledge is present.

I would like to suggest who still has doubts in this regard the papers of Firestone and McElroy (in particular to differentiate tacit, implicit and explicit knowledge) or Snowden (to better understand the importance of context). See a lot of them in Google.

ICT does not create sustainable competitive advantages

Prezados

Compartilho outra postagem, feita em 12.01.2010, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman


John

I like and agree with most of your coments, but I'm afraid of emphasis on technological tools.

The ICT (Information and Communication Technologies), through their tools, including Web 2.0, can play a important role in the Organizational Knowledge Management , being leveraging factor of actions that help to disseminate explicit knowledge of employees. In other words, ICT help to do the management of information that must be disseminated in the company to increase the integration of knowledge that the company has of itself and its business environment. Without good Information Management, there are no KM.

Important is to realize that ICT tools are a decisive part of KM, but they can not by itself adequately create Organizational Knowledge, which is the result of the interaction of tacit and explicit knowledge in the company. The creation of conditions enabling the creation of Organizational Knowledge should be seen as the main objective of the KM and in this respect, ICT can also work, but they do not have a so decisive role to create sustainable competitive advantages.

Which are the policies and processes of organizational knowledge

Compartilho outra postagem, feita em 11.01.2010, no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman



To say that KM is a meta-process which improves policies and processes to deal with organizational knowledge requires a clear understanding of which are these policies and processes.

It is very common to hear that KM is responsible for the knowledge processes and those would be: creating ; organizing; sharing; dissemination; collaboration; capturing; use; application; validation; protection; and a large list of verbs that can be applied to the knowledge of people.

Are these processes or only verbs? Are they actions that should occur naturally in well-done working of day-by-day during the conduction of organizational routines or specific operational processes? Are there firms that have those kinds of actions/routines/processes as a aim? Even knowledge-intensive firms?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O fim do mar?

Prezados

Segue vídeo sobre a campanha sobre o fim da linha.

Forte abraço

Fernando Goldman



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Benjamin Coriat fala sobre a barreira das patentes nas economias capitalistas

Prezados

Recomendo o excelente vídeo de programa apresentado na Globo News:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1176174-7823-BENJAMIN+CORIAT+FALA+SOBRE+A+BARREIRA+DAS+PATENTES+NAS+ECONOMIAS+CAPITALISTAS,00.html

Descrição: Segunda-feira, 14/12/2009

A transformação de patentes em commodities é o tema central das pesquisas de Benjamin Coriat. Ele acompanha de perto a luta dos países emergentes para furar o bloqueio da estagnação científica.

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Organizational Knowledge Management is firm-specific

Prezados

Compartilho outra postagem feita hoje no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman

Again, I would like to reinforce the old idea that "You can not manage knowledge", even though I would like to believe that this is already a consensus.
On the other hand, the acceptance of Organizational Knowledge emergence idea is essentially a recognition that it can not be characterized only by the sum ( in this case:sharing) of knowledge of the individual components of the firm. This is a very important point, since if not adequately understood, the firm will try and will have difficulty to control your Organizational Knowledge through deduction rules or linear thinking that people usually use to manage anyone operational process, either commercial or technical.
Important is to understand that the mere accumulation of information does not guarantee the emergence of an Organizational Knowledge able to create the competitive advantages necessary for longevity of the firm. And more, as well as Organizational Knowledge is a firm-specific resource, the meta - process of KM must also be firm-specific. Of course, there are general concepts and fundaments which characterize KM discipline.

Knowledge Sharing is only a part of what KM is

Prezados

Compartilho postagem feita hoje no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman


When we see KM as just a label ( as stated above by David Gurteen ) and if we understand that it should actually be our aim to build a discipline that helps us to better deal with Organizational Knowledge, an emergence which can only be controlled (managed) into the concepts of Complexity Theory, then knowledge sharing is now only a part of what KM is. An important part, but only a part.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Como chamar a KM ?

Prezados

Compartilho postagens de hoje no grupo Knowledge Management Experts do Linkedin.

Forte abraço

Fernando Goldman

I guess that KM only makes sense if understood as a meta-process that defines the actions and support practices used to improve policies and processes of firm to contribute to the better emergency of its Organizational Knowledge . The Organizational Knowledge, provide that well managed, allows the firm to seek sustainable competitive advantages and turns itself into a valuable and unique resource.
We can not manage knowledge - nobody can. What we can do is manage organizational knowledge, a complex phenomenon, by managing the environment in which knowledge can be created.
So to substitute the term "KM" I would call the discipline Organizational Knowledge Management. But I agree with David Gurteen that KM is only a label and it is not meant to be descriptive. So we should keep the term KM.



quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ideias provocadoras

Prezados

Recebi este link, que eu não conhecia. Compartilho com vocês. Além do vídeo de Pattie Maes, pesquisadora do MediaLabs do MIT, que apresenta o "Sexto Sentido", um dispositivo tecnológico que pode vir a mudar nossa vida no futuro, de quebra, há diversos outros vídeos muito interessantes.

http://www.ted.com/talks/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html

Se houver dificuldade com o inglês, basta escolher legendas em
Portuguese (Brazil), logo abaixo da tela de video...

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Conhecimento Tácito X Explícito

Prezados

Segue uma das seções do artigo O PAPEL DA AMBIDESTRIA ORGANIZACIONAL E DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA INOVAÇÃO ( Título provisório), em fase de conclusão, que gostaria de compartilhar com vocês e receber críticas.

Forte abraço

Fernando Goldman

Conhecimento Tácito X Explícito

Um dos pontos mais interessantes nas discussões sobre o que é Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO), diz respeito a certo equívoco quanto à idéia de “conversão” do conhecimento tácito em conhecimento explícito.
Nonaka e Takeuchi (1995) propuseram que a criação do Conhecimento Organizacional se dá pela contínua conversão de conhecimentos tácitos em conhecimentos explicítos, o que não significa necessariamente gerar conteúdos e armazená-los. Tal conversão, na verdade, se dá nos diferentes níveis ontológicos – indivíduo, grupo e organização – conforme mostrado no chamado modelo SECI.
No entanto, muitos interpretaram e ainda interpretam que fazer a GCO consistiria simplesmente em “explicitar o conhecimento tácito dos conhecedores”, o que por si só é claramente um equívoco conceitual, que desconsidera a dimensão ontológica do modelo SECI.
Talvez porque pareça mais plausível gerir o que está explicitado, não são difíceis de encontrar definições que remetem à idéia de que o papel da GCO seria possibilitar a uma empresa a conversão do conhecimento tácito de seus colaboradores em conhecimento explícito. Na verdade, muitas ações bem intencionadas de GCO se prendem a esta busca de “explicitar conhecimentos tácitos”, na crença de que desta forma estaria se colaborando para a competitividade da empresa.
Assim, é oportuno tentar entender a verdadeira dimensão do erro conceitual por trás da ideia de se buscar toda a possível explicitação de conhecimento.
Entre os economistas, os evolucionistas ou neo-schumpeterianos são reconhecidos como tendo a mais bem articulada e consistente tentativa de construir um novo corpo teórico para estudar a firma, entendida aqui como sinônimo de empresa (Tigre, 1998, p. 97).
Para os evolucionistas, um dos fatores fundamentais para o desenvolvimento da firma e sua capacidade de responder às mudanças em seu ambiente é a aprendizagem, aliada à formação de rotinas organizacionais.
A aprendizagem pode ser definida como “um processo no qual a repetição e a experimentação fazem com que, ao longo do tempo, as tarefas sejam efetuadas de forma mais rápida e melhor e as novas oportunidades operacionais sejam efetivamente experimentadas” (CORIAT; WEINSTEIN, 1995 apud TIGRE, 1998, p.99).
Cuidado especial deve ser dado aqui a não se cair na armadilha de entender a palavra “rotina” em seu sentido menos nobre, sendo muito importante também diferenciar as rotinas estáticas, que consistem na simples repetição das práticas anteriores, das rotinas dinâmicas (de melhoria e de evolução), aquelas que permitem incorporar novos conhecimentos.
Ainda segundo Tigre (1998, p. 99), no âmbito da firma, a aprendizagem é cumulativa e coletiva, dependendo fundamentalmente das rotinas organizacionais, as quais constituem o fator determinante do comportamento das empresas.
Por outro lado, as rotinas organizacionais, tanto as codificadas como as tácitas, constituem o sistema de conhecimento da organização. Retornando a Tigre (1998, p.99), as rotinas, uma vez estabelecidas, substituem a necessidade de coordenação hierárquica rígida, permitindo a coerência das decisões por indivíduos que conhecem seu trabalho, interpretam e respondem corretamente as mensagens que recebem.
Apesar de toda ênfase observada em explicitar o conhecimento, tornando-o disponível à empresa, é importante se compreender que todo conhecimento – entendido como capacidade de ação eficaz – deve sempre ser diferenciado da informação, por mais sofisticada que ela seja, por ser uma capacitação individual, uma construção humana, pessoal, intangível e biograficamente determinada. O conhecimento, como já foi dito, é parte tácito e parte codificável (explícitável) ao longo de um “continuum (GRANT, 2007).
O conhecimento predominantemente explícito, possível de ser codificado, em especial podendo ser comunicado, comumente referido genericamente como conhecimento explícito, quando transmitido a outros seres humanos, nas diferentes formas possíveis de informação, propicia a cada indivíduo a criação de seu próprio conhecimento, desde que provido o contexto adequado.
O conhecimento tácito, por definição, aquele de explicitação impossível, não deve ser confundido, de forma alguma, com o ainda não explicitado, mas passível de ser codificado, que, para se diferenciar do tácito, vem sendo denominado como conhecimento implícito.
Os conhecimentos tácitos, compartilhados no ambiente organizacional — não codificáveis e portanto mais difíceis de serem apropriados e transferidos — e os implícitos — ainda não codificados — constituem ativos intangíveis específicos da firma, constituindo a principal base da criação de vantagens competitivas de uma empresa, desde que a mesma tenha políticas e processos adequados a lidar com eles.
Hoje há um reconhecimento crescente de que muito conhecimento passível de ser explicitado, não precisa ou não deve sê-lo e que o foco em explicitar conhecimento produzindo conteúdos, se não adequadamente dosado, pode mesmo diminuir valor deste conhecimento para a criação de vantagens competitivas. Em muitos casos, os conteúdos gerados se mostram de pouca utilidade prática, quando carecem do contexto necessário para criação de conhecimento.
Vê-se assim que a solução de imaginar a GCO como uma atividade direcionada a converter os conhecimentos implícitos de uma empresa em conhecimentos explícitos poderia na verdade estar diminuindo a capacitação daquela empresa para gerar vantagens competitivas e até mesmo cooperativas, afastando-a do objetivo de aumentar sua competitividade.
Resumindo, a simplória ideia de tornar os conhecimentos existentes em uma empresa disponíveis, tanto quanto possível, desconsidera o importante fato de que “tudo aquilo que pode ser adquirido por qualquer um, em um mercado em livre concorrência, não é capaz de gerar, por si só, vantagens competitivas para nenhum dos participantes desse mercado” (ÁVILA, 2002).
Mesmo que inicialmente seja no âmbito de uma empresa, é exatamente isto que buscam os “explicitadores de conhecimento”: tornar o conhecimento disponível a todos.
Por mais que pareça óbvio, não custa repetir que o conhecimento que cria vantagens competitivas não está disponível em apostilas, sejam elas entregues em papel ou em sofisticados meios digitais.
Segundo Teece (2000), a verdadeira economia do conhecimento se caracterizada pela capacitação de gerar valor a partir das imperfeições do mercado de conhecimento. Isto não é efetivamente alcançado por empresas com enormes conjuntos de informações, comumente denominados “repositórios de conhecimentos”, obtidas de conhecimentos codificados a partir de sucessos passados, mas sim por empresas criadoras de Conhecimento Organizacional, com características de comunidades, que sabem lidar com seus conhecimentos tácitos e que inovam naturalmente.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Os Verbos do Conhecimento

Prezados

Há um conjunto de definições banais sobre o que é Gestão do Conhecimento, largamente difundidas, que se apoiam em verbos aplicados ao conhecimento. Eu as abomino. Em contrapartida, gosto muito da frase abaixo:

"Não se pode gerir o conhecimento -, ninguém pode.
O que você pode fazer é gerenciar o ambiente em que o conhecimento pode ser criado, descoberto, capturado, compartilhado, destilado, validado, transferido, aprovado, adaptado e aplicado ".
Chris Collison e Geoff Parcell em Learning to Fly: Practical Knowledge Management from Leading and Learning Organizations*

Pareço incoerente? Não sou.
Criar, descobrir, capturar, compartilhar, destilar, validar, transferir, aprovar, adaptar, aplicar, experimentar, proteger, aprimorar, disseminar e tantos verbos quantos sejam possíveis de aplicar ao conhecimento, não são em si próprios ações de Gestão do Conhecimento Organizacional. São sim ações de quem trabalha bem. De quem lida diretamente com o conhecimento e sabe fazer isso bem.

A Gestão do Conhecimento Organizacional, sendo um metaprocesso, que se propõe a lidar com as políticas e processos que impactam o conhecimento organizacional, não lida diretamente com o conhecimento, não podendo portanto exercer nenhuma ação direta sobre ele.

Por isso, quando vejo aqueles modelos de Gestão do Conhecimento
cheios de verbos - e seus autores se imaginam gerindo conhecimento mesmo, não o conhecimento organizacional - eu fico arrepiado. Mais do que arrepiado, preocupado.

Forte abraço

Fernando Goldman

* “You can’t manage knowledge – nobody can. What you can do is to manage the environment in which knowledge can be created, discovered, captured, shared, distilled, validated, transferred, adopted, adapted and applied.”

domingo, 15 de novembro de 2009

Diferenciar informação de conhecimento

Prezada(o) Zanza

"Deve ser percebido que embora o conhecimento seja construido pela análise da informação e que possa algumas vezes ser transformado em informação para poder ser disseminado, ele não é um tipo especial de informação, como muitos creem, sendo algo mais do que informação ao incluir elementos tácitos. Importantes elementos de conhecimento são incorporados nas mentes e corpos de agentes, nas rotinas das empresas e, não menos importante, no relacionamento entre pessoas e organizações (Dosi, 1999 apud Johnson, Edquist, e Lundvall , 2003, p. 5). O conhecimento é contextual. Segundo Snowden(2007), contexto é a palavra mais importante em GC e talvez a mais negligenciada."

A citação acima é de artigo meu colocado em debate na última reunião da SBGC-RJ. Na verdade, há uma enormidade de possíveis citações que nos possibilitariam entender a necessidade de diferenciar informação de conhecimento.

Seria interessante conhecermos os artigos que você cita, mas não estão anexados à sua mensagem. Ideal seria, além de anexar os artigos, que fosse fornecida a referência bibliográfica deles, de modo que pudéssemos analisar onde foram publicados.

Voltemos à 1ª Questão - Será que informação e conhecimento são apenas gradações diferentes de uma mesma entidade? Em outras palavras, conhecimento é apenas um tipo especial de informação?, é interessante notar que apesar da quantidade de bons autores que vem chamando atenção para a necessidade de entender o conhecimento como "capacidade de ação eficaz e de tomada de decisão, para que possa ser entendido como fator de produção, há uma insistência em concentrar ações de GC em disponibilizar informações.

Nada contra disponibilizar informações. Se usarmos as mais atuais ferramentas de TIC de forma bem eficiente melhor ainda. Conteúdos atraentes e fáceis de entender. Bem organizados, bem acesssíveis, melhor ainda. Disponíveis em qualquer lugar e a qualquer hora. Que beleza! Bem entendido que por si só não contituem conhecimento, podem ser um ótimo ponto de partida para quem pretende ter políticas e processos que possibilitem obter vantagens competitivas através do seu Conhecimento Organizacional. mas é só um começo, nada mais do que isso.

Forte abraço

Fernando Goldman

Mensagem postada originalmente no Fórum da SBGC, em 14.11.2009, respondendo mensagens anteriores.

Algumas Questões sobre GC

Prezado Lucas

Eu ando tendo a percepção de que algumas perguntas, não estão tão plenamente respondidas para todos, como seria de desejar. Por exemplo:

1ª Questão - Será que informação e conhecimento são apenas gradações diferentes de uma mesma entidade? Em outras palavras, conhecimento é apenas um tipo especial de informação?

2ª Questão - Será que receber informação é receber conhecimento?

3ª Questão - Se os fatores tradicionais de produção são terra, capital e mão de obra e este último envolve as pessoas, as quais detem o conhecimento, por que considerar o conhecimento um novo fator de produção?

4ª Questão - Se desde há muito tempo, as empresas mais bem estruturadas tem a preocupação de dar a seus funcionários treinamento e desenvolvimento, isto não seria uma Gestão do Conhecimento? GC e T&D são a mesma coisa?

5ª Questão – Ter uma Universidade Corporativa garante ter uma boa Gestão do Conhecimento Organizacional?

6ª Questão – Gestão do Conhecimento Organizacional é a mesma coisa que Gestão do Conhecimento ?

7ª Questão – Será que todas as empresas fazem Gestão do Conhecimento Organizacional da mesma maneira. Deveriam fazer ?

8ª Questão – Fazer Gestão do Conhecimento Organizacional faz parte de fazer Gestão de Pessoas?

Forte abraço

Fernando Goldman


Mensagem postada originalmente no Fórum da SBGC, em 12.11.2009

Divulgando o KM Energia 2009

Prezados

A SBGC irá realizar, em 09 de dezembro próximo, no Rio de Janeiro, o KM Energia 2009, Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento no Setor Energético Brasileiro.

O KM Energia 2009 terá como tema:

A GESTÃO DO CONHECIMENTO E A INOVAÇÃO NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO NO CONTEXTO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

A motivação para o tema do evento é a percepção de que em um ambiente de tecnologias maduras e que aparentemente atendem às necessidades do País no curto e médio prazo, o único elemento motivador robusto o suficiente para despertar o Setor Energético Brasileiro (SEB) para a necessidade de inovações, tecnológicas ou de mudanças organizacionais, é a percepção de um novo contexto.

A perspectiva das Mudanças Climáticas pode e deve mobilizar o Setor Energético Brasileiro a construir as capacitações dinâmicas em energias limpas, na busca de inovações que contribuam para sua sustentabilidade.

Por outro lado, falar de soluções tecnológicas de energias limpas, porém ainda não totalmente maduras, no atual contexto simplista de equilibrar demanda e oferta de energia, existente no Brasil, aos olhares mais conservadores, tem sido interpretado como algo similar a D. Quixote lutando contra os moinhos.

As soluções, frente aos desafios que se apresentam, não surgirão de dentro do setor se ele continuar focando nas velhas questões e insistindo em suas formas tradicionais de planejamento energético e seleção de soluções. É preciso que se reconheça um novo contexto, capaz de mobilizar as mentes do setor na busca das inovações necessárias.
Assim, é preciso mudar alguns paradigmas de planejamento, de excelentes resultados no passado, mas que não responderão aos desafios hoje presentes.

O KM Energia 2009 não buscará a discussão das mudanças climáticas em si, mas sim identificar, a partir do claro entendimento deste novo contexto, que não mais pode ser ignorado, as ações estratégicas necessárias ao Setor Energético Brasileiro no que diz respeito à criação de conhecimento organizacional.

O objetivo do evento é a análise de como a Gestão do Conhecimento Organizacional (GCO) poderá ajudar a criar no Brasil as Capacitações Dinâmicas necessárias a produzir as Inovações necessárias no atual Contexto Energético Mundial.

Data de Realização:

Dia 09 de dezembro de 2009 - 4ª feira

Público:

O público participante será constituído por aproximadamente 100 convidados,
entre diretores, dirigentes, empresários e figuras de renome do panorama
contemporâneo.
Empresas e associações do Setor Energético Brasileiro, assim como
pesquisadores acadêmicos envolvidos na Gestão do Conhecimento, incluindo
áreas como Recursos Humanos, Acumulação Tecnológica, P&D, Propriedade
Intelectual (PI), Estratégia Empresarial, Concorrência e Desenvolvimento, entre
outras áreas envolvidas com a temática do evento, também farão parte deste
público.

Os interessados em participar e dar apoio institucional ao evento devem entrar em contato com a SBGC, pelos e-mails mariana.lima@sbgc.org.br , SBGC - Maria Jose Coelho e Sonia Wada Tomimori

Forte abraço
Fernando Goldman

sábado, 7 de novembro de 2009

Reflexões sobre o seminário "Promovendo Respostas Estratégicas à Globalização"

Prezados

Tive nestes últimos dias a oportunidade de participar intensamente do seminário internacional "Promovendo Respostas Estratégicas à Globalização", promovido pelo INCT-PPED ( Ver chamada na postagem anterior).

Gostaria de começar cumprimentando a profª Ana Célia Castro e toda comissão organizadora pelo excelente seminário promovido.

Eu poderia citar uma série de aspectos de maior relevância ao quanto este seminário me propiciou de informações capacitadoras de formação de conhecimento, entendido como capacitação para ação eficaz, mas aí já estaria quase escrevendo um novo artigo.

Não posso porém deixar de destacar a palestra do Embaixador Rubens Ricupero, que por si só já valeria pagar um caro ingresso, muito embora o evento tenha sido franqueado.

Devido a compromissos assumidos anteriormente e às conhecidas dificuldades de retornar à Barra da Tijuca no início da noite, fui obrigado no último dia a deixar o debate final às 18:00, portanto antes do seu término, o que foi uma pena porque percebi que ainda havia muitas informações interessantes a serem captadas, além da possibilidade de interagir com os palestrantes internacionais, todos destacados pesquisadores formadores de importantes ideias.

De qualquer forma, gostaria de compartilhar algumas idéias que me vieram a partir do material com que lidei (palestras, artigos e muito batepapo) nestes dias do seminário:

1 – ficou para mim cada vez mais clara a percepção da importância do modelo que estou construindo sobre a dinâmica do conhecimento organizacional, embora o Conhecimento Organizacional só em raros momentos tenha sido tratado neste evento. Talvez isto seja uma evidência da importância de melhor entender o tema;

2 – Houve também a percepção de que há uma crise no que diz respeito ao papel da PI para a criação de conhecimento. Eu diria que esta crise é mais relacionada ao conhecimento científico e ao tecnológico, que estão por sua vez mais relacionados aos processos operacionais dentro das empresas;

3 – Talvez esta crise seja uma demonstração lógica daquilo que muitos estudiosos vem argumentando: que os mecanismos de PI, apesar de sua enorme importância para a proteção do conhecimento científico e tecnológico (sem questionar os possíveis desvios, claro), tem pouca influência sobre a criação do conhecimento organizacional, pois aqueles mecanismos de PI, quando não utilizados como elementos limitadores da concorrência, impactam pouco as estruturas de conhecimento das empresas ( políticas e processos), visto que os processos criadores de capacitações, ricos em conhecimentos tácitos, não são apropriáveis na forma de copyright ou patentes.

4 – A Governança do Conhecimento como visão institucional me pareceu um conceito merecedor de maior aprofundamento, mas aumentou minha percepção de que a visão institucional difere da visão organizacional da Governança do Conhecimento, tal como vista por Grandori, Foss e etc. Não estou certo se as duas deveriam ter o mesmo nome.

5 - Um interessante ponto de confluência entre a Governança do Conhecimento e a Gestão do Conhecimento Organizacional diz respeito à Inovação Aberta, o que valerá a pena tratar em postagens específicas.

Forte abraço

Fernando Goldman

domingo, 1 de novembro de 2009

Seminário Internacional INCT-PPED

Prezados

Acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 03 e 06 de novembro próximos, o seminário internacional "Promovendo Respostas Estratégicas à Globalização", promovido pelo INCT-PPED. ( Ver cartaz).

Os papers estão disponíveis em http://www.ideiad.com.br/seminariointernacional/ , e estão imperdíveis. Especialmente nos dias 05 e 06, teremos uma excelente oportunidade de discutir Gestão do Conhecimento para além do usual tácito x explícito e entender como o conhecimento visto como fator de produção irá modificar nossa sociedade global. Será ainda uma excelente oportunidade para entender o que um prestigiado grupo de pesquisadores acadêmicos vem denominando de Governança do Conhecimento.

Forte abraço

Fernando Goldman

Para visualizar o programa do evento, clique na imagem abaixo para vê-la ampliada ou clique no link a seguir:

http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/upfiles/4780/81A75BD803ED44CCBCCFFD81B9F67D5F.jpg

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Vídeo do Marcos Cavalcanti

Prezados

No início de outubro recebi um e-mail do CRIE, no qual o Marcos Cavalcanti informava ter participado de um programa de televisão – o Café Filosófico.

Segundo ele, o programa que vai ao ar na TV Cultura todo domingo às 23h, faz parte de uma série de programas coordenados pela Viviane Mosé sobre Desafios Contemporâneos e o programa dele deverá ir ao ar somente no final do ano.

No entanto, o programa está disponível na íntegra no site da CPFL Cultura:
http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-desafios-contemporaneos-trabalho-marcos-cavalcanti

O programa traz muitas das ideias que o Marcos Cavalcanti vem defendendo coerentemente há muitos anos e reflete o amadurecimento contínuo do pensamento dele.

Para pessoas que acreditam na força das ideias, um programa como este emociona.

Ele trata de uma maneira leve e profunda temas fundamentais para começar a pensar em Gestão do Conhecimento Organizacional, tais como mudanças, sociedade do conhecimento, trabalhadores do conhecimento, bens intangíveis, escassez x abundância, o papel da Tecnologia da Informação, visão sistêmica, learning organizations e outros.

Muitas pessoas me pedem indicação de leituras sobre Gestão do Conhecimento Organizacional. A partir de hoje recomendarei que comecem assistindo este vídeo.

Forte abraço

Fernando Goldman

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

GC deve motivar a criação de um setor específico?

Prezados

Percebo uma preocupação sobre se GC deve motivar a criação de um setor específico na empresa, um departamento, uma divisão, uma seção, uma assessoria, uma força tarefa, um grupo especial ou seja lá o que for.

A resposta a esta pergunta, me parece, está muito mais ligada ao que se espera que GC faça.

Em algumas empresas, GC é vista como uma atividade ligada a lidar com aquilo que a empresa sabe que sabe. Neste caso, para que criar mais uma caixinha no organograma se a criação de valor associada será imperceptível?

A partir do entendimento do Conhecimento Organizacional - um ativo intangível que sempre existe, mas que somente quando a empresa tem políticas e processos capazes de a partir dele criar vantagem competitiva, tornando-o assim um recurso dela - se começa a perceber a necessidade de uma área voltada a lidar com o Conhecimento Organizacional.

Mas antes de nos aprofundarmos neste tipo de idéias, vale a pena nos perguntarmos: quantas de nossas empresas tem cultura para ter um órgão cujo objetivo é lidar com um ativo intangível?

Como explicar ao vigilantes dos resultados de curto prazo que a empresa tem um orgão que não produz nenhum resultado imediato e que seus resultados se traduzirão fundamentalmente na sobrevivência da empresa a longo prazo?

Em linha com o comentário sobre o Marketing, que antes não existia no organograma das empresas e hoje aparece com destaque na maioria deles, nossos netos ficarão se perguntando como grandes empresas de antigamente conseguiam ter longevidade sem ter um setor de Gestão do Conhecimento Organizacional.

Por ora, não critico aqueles que insistem na compra de “softwares para Gestão do Conhecimento”, mesmo sabendo que este caminho só gera frustração, quando não precedido de diagnóstico e análise aprofundada, ou nos que insistem na idéia de confundir competências e conhecimento e um sem número de exemplos do que é parecer que se está fazendo alguma coisa que seja mais fácil de ser chamada de Gestão do Conhecimento. Não os critico, pois sei que apenas dão as respostas que a estrutura de conhecimentos de suas empresas lhes impõe.

Em resumo, de nada adianta criar um setor que ficará responsável por um metaprocesso, a Gestão do Conhecimento Organizacional, se a empresa ainda não for capaz de superar a simples retórica quando o assunto é um ativo intangível.

Forte abraço

Fernando Goldman


Mensagem postada originalmente no Fórum da SBGC, em 14.10.2009, respondendo mensagens anteriores. Ver: http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/foruns/fb.asp?m=6235

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PODEMOS AINDA APRENDER COM NONAKA E TAKEUCHI ?

Convite para o 14o Encontro do Movimento RH Barra!

REUNIÃO CONJUNTA

A Coordenação do Movimento RH Barra convida todos aqueles que lidam com a área de Recursos Humanos nas Organizações para seu XIV Encontro com o tema "PODEMOS AINDA APRENDER COM NONAKA E TAKEUCHI ?", no dia 17 de setembro (quinta-feira) das 8h30 às 11h00, na Universidade Estácio de Sá – Campus Tom Jobim, na Avenida das Américas no 4.200 Bloco 11 - Sala 202, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Estacionamento rotativo no local.

O tema será apresentado pelo Engº Fernando Luiz Goldman, Doutorando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento no Instituto de Economia da UFRJ, é Engenheiro Eletricista formado pela UFRJ, com M.Sc. em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal Fluminense - UFF , com linha de pesquisa em Conhecimento e Inovação Tecnológica, tema sobre o qual tem diversos trabalhos publicados. Possui ainda Especialização em Gestão Empresarial pela FGV. Foi professor nas Universidades Santa Úrsula e Veiga de Almeida, ministrando, atualmente, cursos profissionais nas áreas de Gestão do Conhecimento, Inovação, Aprendizado Organizacional e Setor Elétrico Brasileiro. Desde 2007 é Presidente da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento – Pólo RJ.

A palestra falará do livro “The Knowledge-Creating Company” de Nonaka e Takeuchi, publicado em 1995, que se tornou o principal marco da Gestão do Conhecimento e não pretendia ser um livro sobre este assunto, mas sim sobre a inovação.
A partir da questão básica “Podemos ainda aprender com Nonaka e Takeuchi?”, serão abordadas “a visão da organização baseada no conhecimento”, “o conhecimento explícito e o tácito”, “o modelo SECI”, "o papel das analogias, das metáforas e da contação de histórias no ambiente organizacional”, “as falsas dicotomias inibidoras da criação do conhecimento” e “as críticas mais frequentes a Nonaka e Takeuchi”.

O objetivo central da palestra será mostrar que a verdadeira natureza da organização é criar conhecimento. O objetivo específico será mostrar que é o conhecimento tácito que constitui a base da inovação nas empresas.

Agenda:

8h20 - Credenciamento
8h30 - Café de boas-vindas
9h00 - Abertura
9h20 - Palestra
10h20 - Debates
10h40 - Sorteio de brindas
11h00 - Encerramento

As inscrições são gratuitas e devem ser encaminhadas informando obrigatoriamente o nome completo, a empresa, o cargo e um telefone de contato para o e-mail: movimentorhbarra@hotmail.com

Vagas restritas a 2 representantes por empresa, sujeitas a confirmação
e limitadas a 50 inscrições..

Para mais informações: (21) 7811.3096 - (21) 9973.4397 - Prof. Adm. Luiz Henriques
ou (21) 8891.0886 – Adm. Psi. Neide Venâncio.