terça-feira, 29 de julho de 2008

Modelo estruturado para implantação de Gestão do Conhecimento Organizacional

Prezados

A próxima reunião mensal do Pólo-RJ da SBGC acontecerá no dia 12 de agosto( como sempre, na segunda terça-feira do mês), às 18:30 h, na Valer - Universidade Corporativa da VALE - e será especialmente útil para aqueles que desejam uma melhor compreensão do que vem a ser Gestão do Conhecimento Organizacional, sua importância para o Capital Intelectual e como implantar este importante processo nas empresas, pois haverá palestra seguida de debate sobre o tema:

" Apresentação de um modelo estruturado para implantação de Gestão do Conhecimento Organizacional".

Palestrante: Fernando Goldman

Para associados da SBGC.
Local: Valer – Departamento de Educação Vale (Avenida Presidente Wilson, 231 / 7º andar –

Aos interessados, solicitamos a gentileza de através do e-mail fernandogoldman@yahoo.com.br confirmar a participação, informando sobre a necessidade ou não de um certificado de freqüência.

Forte abraço

Fernando Goldman

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dissertação de mestrado: Leilões da transmissão de energia elétrica no Brasil de 1999 a 2006: uma avaliação do aprendizado organizacional de 2ª ordem

Notícia publicada no IFE: nº 2.298 de 09 de julho de 2008

Os ambientes de negócios encontram-se cada vez mais complexos. Hoje, eles são caracterizados pela globalização e pelos avanços dos meios de comunicação, o que implica na valorização das redes sociais, na competição acirrada entre empresas e na grande quantidade de informações a que as pessoas têm acesso. Além disso, os ciclos de vida dos produtos, serviços e processos oferecidos pelas organizações estão cada vez menores. Por isso, a inovação é tida como elemento-chave para a sobrevivência de qualquer organização. Diversas teorias propondo soluções e saídas para que se alcance o sucesso empresarial a partir da inovação têm sido formuladas e apresentadas. O engenheiro Fernando Goldman, que há mais de 25 anos atua no mercado de energia, elaborou uma dissertação sobre o tema acima, com a intenção de contribuir para o desenvolvimento da percepção da importância de se distinguir Aprendizado Organizacional de Primeira e de Segunda Ordem. Para isso, buscou avaliar como a análise dos resultados dos Leilões de Transmissão, realizados entre os anos de 1999 e 2006, contribuiu para o Aprendizado Organizacional das grandes empresas regionais do grupo Eletrobrás. O especialista buscou ainda esclarecer conceitos e idéias sobre como a Gestão do Conhecimento vem se firmando, após um período de ênfase equivocada das ferramentas ligadas às áreas de Tecnologia da Informação e da Comunicação, pela criação do Conhecimento Organizacional, a inovação, como caminho que viabiliza o Aprendizado Organizacional. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 09.07.2008)

Biblioteca Virtual do SEE :

GOLDMAN, Fernando Luiz. Leilões da transmissão de energia elétrica no Brasil de 1999 a 2006: uma avaliação do aprendizado organizacional de segunda ordem. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro, 2008.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

E no Brasil, como é que fica?

Prezados

Vem muito a propósito, a última postagem do Larry Prusak sobre KM(Knowledge Management) no blog da APQC: “Why is the KM Experience Different in Europe?”
Enquanto nós aqui no Pólo-RJ da SBGC nos preparamos para uma palestra seguida de debate sobre o tema “Mudança da Cultura Organizacional - O Papel das Emoções”, no dia 08/07/2008, Mr. Prusak se questiona porque é tão difícil nos EUA se obter alguém realmente disposto a ouvir sobre aquilo que parece a ele (e a mim também) ser a coisa mais importante que uma organização tem: o seu conhecimento.
Ah Mr. Prusak! Se o senhor vivesse no Brasil, talvez não imaginasse sua vida atual assim tão difícil.
Mr. Prusak, que em apenas dez dias conversou com praticantes e acadêmicos de KM sobre conhecimentos e aprendizado, em somente quatro locais diferentes da Europa – dois na Itália e , dois na Dinamarca, perigosamente generaliza, elencando aquilo que considera as três mais prováveis causas de uma enorme diferença de abordagem entre EUA e a Europa, quando o assunto é KM.
Diz que já teria enriquecido se tivesse ganho um dólar para cada vez que ouviu na América coisas tais como: "Isso é apenas teoria" ou outras piores ainda, dando a entender que KM não passa de bobagem. Muitos aqui no Brasil, mesmo recebendo em Reais, também já teriam feito seu pé-de-meia.
Na opinião dele há três pontos principais que diferenciam o público europeu do americano, quando se trata de KM.
Primeiro, ele imagina haver um interesse muito maior dos europeus pelas teorias e filosofias do conhecimento e do aprendizado. Atribui tal fato ao tipo de formação dos gestores europeus, pois acredita que a maioria tem uma formação mais próxima das chamadas ciências sociais, estando assim mais aberta a discutir conceitos que, a princípio podem parecer por demais obscuros ou filosóficos, mas que são imprescindíveis. Por aqui, no Brasil, às vezes também é muito ingrato ter de discutir com o pessoal de TI e engenharia se faz diferença falar em conhecimento ou informação, ou se isto é um mero detalhe.
Prusak observa que as pessoas com uma formação mais voltada à área de humanas ou ciências sociais (economistas são considerados por ele como exceção) se sentem mais confortáveis diante da ambigüidade e da incerteza.
Ele dá a entender que os executivos americanos não lidam bem com expressões do tipo "Nós simplesmente ainda não sabemos o suficiente sobre isso" ou "Não há a certeza de que isso irá acontecer". Tanto lá, como aqui, há ainda uma ênfase exagerada no que pode ser medido.
Depois, Prusak acredita que muito menos livros sobre o mundo dos negócios são publicados e lidos na Europa Continental. Não sei se isso é realmente tão verdade quanto ele imagina mas, segundo ele, todo aquele lixo – a expressão é dele e eu endosso - sobre a forma como líderes fazem o mundo girar, ou como ser um vencedor, ou sobre “Quem mexeu no meu Queijo?” , lá não é tão consumida e que talvez nesse aspecto a Grã-Bretanha seja mais parecida com os EUA, lamenta ele.
Um terceiro ponto que Prusak levanta é quanto ao fato de que, tal como no Brasil - observo eu, a fenomenologia da produção do conhecimento é mal ensinada nos EUA, cujas escolas de negócios parecem pensar que tecnologia e finanças são tudo o que é importante. Ele não esquece de criticar também os sempre atuais mantras sobre liderança e uma certa dose de xaropada sobre recursos humanos. O conhecimento, na opinião dele, é melhor cuidado em muitas escolas empresariais européias, dando ao assunto, em geral, o que ele chamou de autoridade cognitiva e fornecendo um tipo de cobertura para os gestores dispostos a experimentar sobre o assunto. Reclama que nos EUA raramente se fala de temas como capabilidades, capacidades, teorias da empresa baseada no conhecimento e por aí vai.
Parece que Mr. Prusak anda meio descontente com seus conterrâneos, pois diz ainda haver muitos outros motivos para se mostrar mais confortável de discutir KM com os europeus e ele aponta, por exemplo, o fato de na Europa as pessoas serem muito mais interessadas em conversações e reflexão.
Bem, nós aqui no Pólo-RJ da SBGC andamos fazendo a nossa parte, procurando discutir conceitos, métodos e técnicas sobre KM, reconhecendo as especificidades de cada organização efugindo de buscar soluções mágicas ou metodologias consagradas e esperadas servir para todos os casos.
Acredito que nossa próxima reunião seja mais um passo nesse sentido.
Forte abraço
Fernando Goldman

domingo, 22 de junho de 2008

Curso de Facilitadores em GC - Agosto/2008

Prezados

O blog http://facilitadoresgc.blogspot.com/ se destinará a ser meio de comunicação, local de debates e solução de dúvidas para os participantes do CURSO DE FORMAÇÃO DE FACILITADORES EM GESTÃO DO CONHECIMENTO E APRENDIZADO ORGANIZACIONAL, a se realizar nos dias 20 e 21 de agosto de 2008, das 08h30 às 17h30 (16 horas de duração) Guanabara Palace Hotel - Av. Presidente Vargas, 392 Centro - RJ.

Forte abraço

Fernando Goldman

domingo, 15 de junho de 2008

Narrativas Organizacionais(II)

Mensagem postada no fórum do pólo-RJ da SBGC em 12.06.2008, ainda sobre a reunião do pólo,com o debate O papel dos contadores de história na sociedade e sua correspondência com o ambiente organizacional tendo como moderador /motivador o contador de histórias Francisco Gregório Filho:


Prezados

A inovação é hoje facilmente percebida como elemento-chave para sobrevivência das organizações. Como disse Ikujiro Nonaka “numa economia em que a única certeza é a incerteza” e “ a única fonte de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento... as empresas de sucesso são aquelas aquelas que criam sistematicamente novos conhecimentos”.

Por isso, muitos se perguntam: Por que perder tempo tentando entender como as narrativas podem ajudar as organizações?

Gostaria de aproveitar esse fórum para chamar atenção para um trecho de um artigo de Michael Tushman e David Nadler, Organizando-se para a inovação, de 1997, onde aqueles autores dizem:

A história organizacional exerce alto impacto sobre a inovação de hoje. Crises importantes, eventos, executivos anteriores, mitos organizacionais e heróis, todos eles moldam e restringem o comportamento vigente. Organizações altamente estáveis podem não ter uma tradição ou precedentes que promovam a inovação. Por exemplo, tanto a AT&T quanto a General Radio tinham orgulhosas histórias de 75 anos de vida que celebravam o papel dos engenheiros e minimizavam a relevância do marketing. Para essas empresas se tornarem inovadoras , a gerência teve de criar novos heróis, novas visões e novas histórias.
A liderança executiva pode lançar mão dos aspectos inovadores da história da organização e construir novas histórias, mitos e heróis compatíveis com as condições competitivas vigentes...


Forte abraço

Fernando Goldman

Narrativas Organizacionais(I)

Mensagem postada no fórum do pólo-RJ da SBGC em 11.06.2008, após reunião do pólo,com o debate O papel dos contadores de história na sociedade e sua correspondência com o ambiente organizacional tendo como moderador /motivador o contador de histórias Francisco Gregório Filho:

Prezados

Estou chegando da reunião mensal do Pólo-RJ da SBGC. Chego com uma sensação muito boa, de dever cumprido. Por um lado foi fácil perceber a dificuldade de alguns, em especial, dos mais ligados em Tecnologia da Informação (TI), de aceitar a importância das Narrativas e do Sense-Making para a Gestão do Conhecimento Organizacional(GC).

Hoje, quando o foco da GC é melhor distribuído entre tecnologia e pessoas, parece que há mesmo muita gente ainda presa às abordagens da segunda geração da GC. Aqueles que descobriram, em 1995, através de Nonaka e Takeuchi a existência do que Polanyi, em 1958, chamara de conhecimento tácito e explícito, e queriam porque queriam explicitar todo o conhecimento. Aquilo era, e ainda é, para todas as intenções e propósitos, Gestão de Conteúdo.

Havia um foco exagerado em arquivos, em geral documentos, desconectados daquele que realmente possui o conhecimento, o conhecedor. Esse conhecimento explicitado transformava-se assim em informação disponível, facilmente estruturada, digitalizada e difundida.

Em outras palavras, eram tangíveis e por mais que muitos batam no peito e digam que GC envolve coisas intangíveis, é muito mais fácil explicar para a diretoria coisas tangíveis.

Já a Gestão do Contexto, também bem aceita pela turma de TI, foca em conectar e em ligar pessoas, por exemplo: localização de especialistas, redes sociais, etc. A Gestão do Contexto envolve reconhecer o conhecimento que não pode ser separado das pessoas, tampouco dado ou recebido. Conteúdo é exatamente o oposto. Segundo Snowden na palestra de abertura do KM Brasil do ano passado (2007), “contexto é a palavra mais importante na Gestão e a mais negligenciada”.

Enquanto a Gestão do Contexto controla o que se sabe, mas não se pode externalizar, a Gestão de Conteúdo organiza aquilo que pode ser escrito, falado ou representado.

Já as Narrativas encontram-se em algum lugar entre os dois. Elas gerenciam o que se pode externalizar na conversação com o conhecedor, no compartilhar espaço com ele, em observá-lo e por aí vai. As Narrativas possibilitam ainda uma forma mais fácil e menos onerosa, de fluxo de conhecimento do que por escrito e o seu uso é mais próximo dos modelos naturais de construção de estruturas individuais de conhecimento nas sociedades humanas.

E é aí que ficou fácil perceber a nossa felicidade de termos tido a oportunidade da presença do Francisco Gregório Fº em nosso primeiro encontro sobre o tema, pois se tinha uma coisa que nós precisávamos era alguém que entendesse de gente, para nos alavancar nessa difícil empreitada do uso das narrativas em GC.

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 6 de junho de 2008

segunda-feira, 2 de junho de 2008

IV Congresso Nacional de Excelência em Gestão


De 31/07 a 2/06 será realizado o IV Congresso Nacional de Excelência em Gestão.O evento, que tem o apoio do Pólo-RJ da SBGC, será realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense. Acesse http://www.latec.uff.br/cneg/index.pt-br.php e veja informações sobre áreas temáticas, apoios, coordenadores e realizadores do encontro.


Chamada para o XII CREAD

sábado, 31 de maio de 2008

Respondendo ao Marcos Lapa (Mensagem postada no fórum da SBGC)

Prezado Marcos Lapa

Fiquei muito contente de receber seu comentário no meu blog.
Não estou certo se todo blogueiro se sente assim, mas eu me sinto recebendo uma visita. Aliás, uma mui ilustre visita.
Parte do meu prazer de receber seu comentário vem do fato de eu ter ficado receoso de você poder ter recebido mal o uso do termo “nonsense”. Felizmente, percebo que como homem inteligente, que parece ser, não se perturbou com isso. Ótimo, pois eu uso esse termo com freqüência, já que nós que nos dedicamos a melhor entender conceitos vivemos construindo frases e expressões, que de uma hora para outra, acabam se mostrando sem sentido mesmo. A busca da verdade tem lá seu preço.
Mas eu acho que acabamos nos deparando com uma excelente oportunidade de uma discussão que ainda não havia me chamado atenção: Que confusões conceituais são possíveis quando usamos o termo “socialização”?
Se for no sentido dado pro Nonaka e Takeuchi em seu modelo, pensando em conhecimento tácito de um individuo produzir conhecimento tácito em outro, temos que ser bem cuidadosos.
Mas se a gente pensar em “social network”, a coisa muda de figura. Eu te recomendo dar uma olhada na apresentação sobre “Tecnologias Digitais e Gestão do Conhecimento” disponível em :
http://www.slideshare.net/piercesare.rivooltella/technologias-e-conhecimento

Forte abraço

Fernando Goldman

31/5/2008 7:32 PM

terça-feira, 27 de maio de 2008

Do tácito ao tácito

Meu prezado Marcos
O conhecimento, no âmbito da Gestão do Conhecimento Organizacional, principal alvo desse fórum, é definido não simplesmente como “o que se sabe”, mas como “aquilo que se sabe e possibilita ação eficaz”, a correta tomada de decisões. Envolve os processos mentais de compreensão e aprendizados presentes na mente, e apenas na mente, de determinado indivíduo, embora envolvam interações com o mundo fora de sua mente, incluindo suas interações com outros indivíduos.
Repare que falamos de “conhecimento organizacional”, mas reconhecemos que ele só existe na mente dos seres humanos. Talvez este seja o ponto mais difícil de aceitar, eu diria o pulo do gato, para quem começa a lidar com uma efetiva “Gestão do Conhecimento”, porque o que buscamos é um todo maior do que a soma das partes.
Sempre que um ser humano quer expressar aquilo que se conhece, ou pelo menos aquilo que se tem consciência que se conhece, não pode deixar de fazê-lo emitindo mensagens de algum tipo, sejam orais, escritas, gráficas, gestuais ou mesmo através da "linguagem corporal". Essas mensagens, por si só não se constituem em "conhecimento", pois por si só não possibilitam a ação eficaz, a correta tomada de decisão. Essas mensagens se constituem em "Informação", que uma outra mente, pode ou não, desde que tenha ou não tenha capacidade para tal, assimilar, entender, compreender e incorporar a suas próprias estruturas de conhecimento.
O processo de explicitar o conhecimento da cabeça, para a boca e desta para as mãos envolve alguma perda inevitável de conteúdo, e freqüentemente envolve uma perda maciça do contexto.Depois que se gastou muito tempo e dinheiro tentando criar softwares ou recursos de Tecnologia da Informação para permitir armazenar e/ou transmitir conhecimento, se reconheceu essa perda e então foi possível começar a repensar a natureza da Gestão do Conhecimento.
Quando você fala em socialização do conhecimento imagino estar se referindo ao modelo criado por Nonaka e Takeuchi e até aí tudo bem, pois é um bom modelo, desde que, como todo modelo, seja usado corretamente. Já quando você fala em “ferramentas com foco específico na transformação do conhecimento do tácito ao tácito” eu começo a ficar preocupado com a possibilidade de o modelo não estar sendo utilizado corretamente ou mesmo não ter sido bem entendido.
Portais, sistemas de groupware, fóruns, listas de discussão, wikis, blogs e seja lá o que for são ferramentas muito interessantes para nós fazermos o que estamos fazendo agora: trocando informações. Se fossemos fazer isso por carta, seria mais lento, mas muito provavelmente produziria o mesmo efeito.
Por isso, gostaria de convidá-lo a uma reflexão mais profunda sobre o que realmente significam “ferramentas de software com foco específico na transformação do conhecimento do tácito ao tácito” .
Talvez na compreensão do nonsense dessa frase você encontre o caminho para não fazer o que muita gente por aí jura ser “Gestão do Conhecimento” e não é.
Forte abraço
Fernando Goldman

terça-feira, 20 de maio de 2008

Reunião do Pólo-RJ e Lançamento do livro do Rivadávia Alvarenga


Prezados

1 - A Ata da primeira reunião de maio de 2008 do Pólo-RJ da SBGC, realizada em 13/05/2008, já está disponível em :

Ata da Reunião de 13.05.2008

2 - Uma segunda reunião em maio está marcada para 28.05.2008, quarta-feira, às 17:30 h , onde serão discutidos os assuntos que ficaram pendentes na reunião do dia 13.

3 - Em seguida, às 19:30 h haverá o coquetel de lançamento do livro do Rivadávia Alvarenga, para associados e convidados do Pólo-RJ da SBGC.

4 - Local: Valer – Departamento de Educação Vale (Avenida Presidente Wilson, 231 / 7º andar – Centro/RJ).

5 - A pauta da reunião será a agenda temática do Pólo-RJ ( Continuando a pauta anterior)

6 - Aos interessados, solicitamos a gentileza de confirmar a participação através de e-mail( fernandogoldman@yahoo.com.br) ou pelos telefones 2446-9478 e 88 89 88 78.

Forte abraço

Fernando Goldman

sábado, 10 de maio de 2008

Carreiras em Y

O conhecimento vem sendo reconhecido como o mais importante fator de produção em nossa atual sociedade. Nas organizações que praticam a Gestão do Conhecimento, cresce também a percepção de que o armazenamento de informações em formas explícitas, por si só, se mostra de pouca utilidade aos jovens talentos na busca de criarem suas próprias estruturas de conhecimento.
Assim, para "recuperar" o conhecimento adquirido ao longo do tempo, faz-se necessário estarem presentes nas organizações pessoas possuidoras de experiência, motivadas a participar ativamente dos processos de socialização e externalização do conhecimento tácito, segundo o modelo de Nonaka e Takeuchi.
Isso é especialmente verdade no que diz respeito a profissionais atuando em grandes empresas, em ambientes predominantemente técnicos, que com o passar do tempo vão se especializando e dominando novos aspectos de sua atuação, os quais podem acumular um acervo de conhecimentos de difícil apreensão e reprodução, tanto pelo volume, quanto pela complexidade.
Além disso, esse conjunto de conhecimentos normalmente é construído ao longo de décadas, em que se cria um conjunto amplo, complexo e consistente de competências.
Parte desse conjunto de conhecimentos é inefável, caracterizando-se por um forte componente tácito, isto é, próprio do profissional, e forjado por sua experiência, domínio da linguagem, conhecimento da história da organização e de seu ambiente de negócios, sendo difícil de exprimir, de difícil verbalização imediata ou registro escrito, tornando-o igualmente difícil de ser explicitado às novas gerações e apropriado pela organização.”
Infelizmente, as organizações atuais ainda estão mal estruturadas para lidar com o conhecimento como um fator econômico de produção. A organização moderna evoluiu no século passado para lidar com a terra, trabalho e capital, não com o conhecimento, que era suposto residir somente nas cabeças dos proprietários e dos gerentes. Isto conduziu as organizações modernas a serem alicerçadas nos mecanismos de comando e de controle, funcionando como burocracias hierárquicas. Isto simplesmente não funciona quando o conhecimento é a fonte principal ou um importante ativo na criação de valor, como é o caso da maioria das grandes de organizações de hoje.
Estas no geral têm uma estrutura hierárquica definida e com limitados cargos de gerência e cargos executivos, o que nos modelos tradicionais de gestão de pessoal é um limitador, visto que os profissionais altamente especializados não teriam mais espaços a ocupar ou promoções a obterem na própria área técnica, justamente quando atingem a maturidade profissional.
Nestes casos o que eventualmente poderia ocorrer é se promover um profissional que exerce papel de liderança técnica para uma posição de gerência o que, em muitos casos, mostra-se com uma medida, no mínimo, pouco eficaz, pois pode trazer resultados inesperados para a empresa (a perda de um bom técnico e o ganho de uma gerência não tão boa assim).
Para resolver este dilema há algum tempo foi criada a metodologia de carreiras em Y onde o profissional segue a estrutura usual da empresa e a partir de certo nível de carreira pode optar (em conjunto com a empresa, é claro) por tentar seguir uma carreira administrativa/operacional, ascendendo cargos de gerência, ou se preferir seguir uma carreira eminentemente técnica, com chances de remuneração semelhantes as praticadas nos cargos executivos.
Busca-se dessa forma conciliar o desenvolvimento de carreiras em ambientes hierarquizados com a valorização de entregas intangíveis.Assim, muitas empresas vêm estudando a implantação de carreiras em Y como um instrumento de gestão de pessoas e de retenção de talentos.

sábado, 29 de março de 2008

Idéia Luminosa

Prezados

Minha amiga Mª Teresa, autora de uma das crônicas mais criativas que eu já li, enviou e-mail, para nosso grupo da Oficina das Crônicas, com um link espetacular e provoca:

"Imagina se o povo brasileiro tivesse educação e saúde de qualidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

O link é : http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM681129-7823-LITROS+DE+LUZ,00.html

Mª Tereza, esse blog aqui é sobre Gestão do Conhecimento Organizacional e o filme que você nos indica o link é Inovação pura. Inovação criada no âmbito de uma micro-empresa, onde certamente não há educação corporativa, como acontece nas grandes organizações.

O mais difícil da Gestão do Conhecimento Organizacional é mostrar para as pessoas que o único objetivo dela é viabilizar a Inovação, a criação de novos conhecimentos. Enfim, o Aprendizado Organizacional.

Você não imagina o quanto eu tenho andado por aí, vendo uns homens de terno e gravata discutindo a inovação no país, criando regras e leis para estimular a inovação nas empresas brasileiras, dizendo que o futuro do Brasil depende da inovação e criando programas milionários, com nosso dinheiro, em cima do discurso da Gestão da Inovação, sem perceber que o discurso deles é que precisa ser inovado e com urgência.

Bastaria acabar com a perda de tempo e energia em discussões estéreis nos três poderes e , como você disse, dar educação e saúde de qualidade a esse povo, que o resto aconteceria naturalmente. Leva tempo é verdade, mas só produzirá efeito se for iniciado.

Forte abraço a todos, em especial à Mª Teresa

quarta-feira, 26 de março de 2008

Enterprise 2.0 substitui a Gestão do Conhecimento?

Prezados

“Enterprise 2.0”, segundo me dizem, é um termo cunhado por Andre McAfee, professor da Harvard Business School. Na verdade é uma web 2.0 para o mundo corporativo e uma de suas promessas é levar as informações relevantes para as pessoas que deles precisem, usando blogs, wikis e outras ferramentas do gênero.
Para uma excelente e sucinta apresentação sobre o assunto acesse: http://www.slideshare.net/absolutesubzero/community-management .
Um dos aparentes e bem alardeados benefícios da Enterprise 2.0 é garantir que o conhecimento não se perca, totalmente, com a saída de profissionais da empresa, uma preocupação cada vez mais presente. Outros benefícios seriam ainda reduzir custos com treinamentos e alavancar a colaboração entre os membros da organização.
Parece que aqui, mais uma vez, a falta da necessária distinção entre “informação”, conhecimento explícito e conhecimento tácito pode fazer seus estragos.
Diferente das implementações de software mais tradicionais, de cima para baixo e centralizadas, as ferramentas da enterprise 2.0 ganham força graças à expectativa de participação espontânea e colaborativa dos funcionários, como acontece, por exemplo, no Slideshare ou no YouTube.
Assim, é o interesse e a participação dos funcionários, que garantirá o sucesso. Aqui é que a porca torce o rabo, como diziam no tempo dos avós dos meus avós. Mais uma vez, as organizações precisarão resolver questões relativas a um ambiente não propício ao compartilhar conhecimento.
O próprio McAfee criou uma lista das capacidades necessárias para levar a web 2.0 para a organização(ver a apresentação citada acima) entre as quais não incluiu Gestão do Conhecimento:
  1. Busca (a informação tem de ser “buscável”);
  2. Conexões (links) devem conectar posts em blogs, wikis(páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso) e outros;
  3. Autoria (ferramentas simples devem permitir que qualquer um contribua e edite o conteúdo);
  4. Tagging (os usuários tem de poder classificar o conteúdo de uma forma que faça sentido para eles mesmos);
  5. Extensões (aplicações devem incluir sugestões e recomendações) e
  6. Sinalizações (tecnologias como o RSS que avisa aos usuários quando há novo conteúdo).

A enterprise 2.0, como a web 2.0, é uma conversa franca, sincera, baseada em liberdade de expressão, com a única diferença que toda organização está “assistindo”. Ao mesmo tempo que as organizações precisarão adotar esse tipo de aplicações com os naturais requisitos de segurança, privacidade e governança, é essencial que já haja na organização um espírito de compartilhamento, ou que ele seja trabalhado.

Se os funcionários não se sentirem seguros e motivados para compartilhar informações e conhecimentos ou até identificarem alguma conseqüência negativa nisso, eles ficarão relutantes em usar essas ferramentas.

Um outro aspecto importante é que as ferramentas devem ser simples o suficiente para motivar o seu uso e não aparentar um aumento de trabalho. Esse é um aspecto muito importante e que também é sempre muito mal entendido na Gestão do Conhecimento: as ferramentas devem ser simples ou ninguém vai se dar ao trabalho de usá-las, a menos que obrigado, mas aí já vira outra história.

Para funcionarem, as aplicações da enterprise 2.0 devem ser ainda muito interativas, concentrando nas mãos dos usuários a maior parte da inovação e da mudança. O que está e o que não está funcionando? Quais funcionalidades são realmente necessárias? Em muitos casos, partirão dos próprios funcionários as sugestões para que as ferramentas fiquem mais interessantes. Vale, aqui também, a velha máxima de que neste mundo em constante desenvolvimento, os produtos nunca estão prontos.

A questão então é a seguinte: Hoje, a Gestão do Conhecimento é vista como um conjunto de conceitos, métodos e técnicas para criar e dar suporte a uma cultura de colaboração e troca de informações e conhecimentos no ambiente organizacional.

Pois bem, sem uma efetiva Gestão do Conhecimento da organização a enterprise 2.0, simplesmente não funcionará.

Forte abraço

Fernando Goldman

Revisado em 31.03.2008

P/ SE CONTAR HISTÓRIAS... :oficina básica p/ adultos

Prezados
O Pólo-RJ da SBGC apóia a oficina básica p/ adultos:

P/ SE CONTAR HISTÓRIAS...

Venha descobrir seu melhor perfil p/ contar histórias.
Início dia 10 de ABRIL, no SESC Tijuca, Rua Barão de Mesquita; nº. 539, Tijuca. Info. Tel. 3238-2156 (SESC) ou 9788-0307 (Marcia)

As 5as Feiras de abril e maio (dias: 10; 17; 24; 1º; 8; 15 e 22)
Horário – de 18h às 20h e 30 min.
A 1ª aula é gratuita.

Programa:
Compreensão de valores contidos nas histórias, relacionados à mudança de mentalidade e da biodiversidade humana através dos tempos.
Analise da relação ouvinte, contador, histórias, livro, bonecos, ambientes vivências.
Estudo de mitos, fábulas, lendas contos (populares, de fada, autorais).
Estrutura das histórias e criação de contos.
O universo da sonoridade do conto.
As Principais técnicas p/ contar histórias.

Investimento: R$ 80,00
Maiores de 60 anos, professores e associados SBGC: R$ 70,00

Ministrante: Marcia Fernandes – Atriz, contadora de histórias, titeriteira (profissional do teatro de bonecos) e formada em história.

Contar histórias: prática pouco comum

Por Marcus Tavares

matéria disponível em http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/rm_materia_conteudo.asp?idioma=1&v_nome_area=Materias&idMenu=3&label=Materias&v_id_conteudo=70675

Personagem de Monteiro Lobato, Dona Benta, para muitas gerações, foi e ainda é o ícone da avó carinhosa que instiga as crianças com suas fábulas. No Sítio do Pica-Pau Amarelo, longe de todas as tecnologias e atrações do mundo moderno, as histórias transportavam Pedrinho, Narizinho e a turma da Emília para aventuras mirabolantes. As narrativas ganhavam vida própria. E a imaginação era apenas o primeiro passo. Há muito tempo, o dia-a-dia bucólico do Sítio não encontra mais eco nas grandes cidades. O dia é curto para tantos compromissos, afazeres e responsabilidades. O que dirá para o espaço dedicado às histórias?
Não há estatísticas, mas escritores, professores e pesquisadores afirmam que contar histórias tornou-se uma prática pouco comum no cotidiano das famílias. “Embora as crianças continuem precisando de histórias para ver mais sentido na vida”, afirma Gilka Girardello, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do projeto Ateliê da Aurora.
De acordo com Gilka, se a família já não conta mais histórias, as crianças vão buscá-las em outros lugares: na televisão, na internet, nos livros, com os amigos ou na hora do recreio. Para a professora, nenhum desses meios é essencialmente bom ou mau enquanto forma de transmissão de narrativas, mas nenhum também substitui o valor do encontro. “Muito menos do laço de afeto entre a mãe e as crianças. Entre o pai e o menino na beira da cama ou no sofá da sala, onde o adulto escolhe aquela história certinha para a criança que ama, do jeito que ela precisa”, destaca.
Para Eliana Yunes, professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, ao deixar de contar histórias, perde-se o calor da voz, o olho no olho, a troca de palavras depois da narração que ocorria entre os mais velhos e os mais novos, “como ilustra Lobato com sua Emília interagindo com Dona Benta”.
A intimidade e a cumplicidade que as histórias proporcionam a adultos e crianças são insubstituíveis e cada vez mais necessárias. Na avaliação do escritor Bartolomeu Gomes de Queirós, quando o pai ou a mãe contam uma história para o filho, além de deixar vir à tona as fantasias, eles estão, na prática, dedicando um tempo precioso aos filhos. “A presença afetiva e concreta de quem a criança ama, ao seu lado e só para ela, suplanta as demais funções da história. Quando a criança pede uma história, eu escuto ela dizer: fica comigo”.

domingo, 23 de março de 2008

Você já conhece o SlideShare?

Se você ainda não descobriu SlideShare, vale a pena dar uma olhada? Recebi a dica ontem e já postei lá uma apresentação PowerPoint, que há algum tempo venho tentando compartilhar. Funciona muito bem. Há até mesmo um grupo de Gestão do Conhecimento no site, com 130 apresentações. Fora as apresentações sobre os mais variados assuntos.

Não tive a curiosidade de olhar, mas deve ter até aqueles Power Points dos quais eu tanto reclamo.

Você pode fazer sua própria página. Para ver a minha página clique aqui.

Melhor ainda você pode inserir apresentações suas ou de outras pessoas em seu blog ou site pessoal, da mesma forma que se faz com o YouTube.Veja o exemplo na barra lateral de meu blog.

Forte abraço

Fernando Goldman

quarta-feira, 19 de março de 2008

Por que não existe a dicotomia tácito-explicito ?

Prezados

O termo “dicotomia” entendido como uma divisão lógica de um conceito em dois outros conceitos, em geral contrários, que lhe esgotam a extensão, não se aplica ao conhecimento tácito e explícito. O termo “dualidade” vem sendo utilizado com mais propriedade.
No artigo que iniciou esta série de postagem, Grant mostrou de forma clara que Polanyi (1958, p 87-101 apud Grant,2007,p. 177) conceituou o conhecimento tácito e o conhecimento explícito, não como uma dicotomia e expressou isso por um diagrama, mostrado na figura abaixo(clique na figura para ampliá-la):



Esse diagrama mostra um preceito básico nas idéias de Polanyi que todo o conhecimento inclui um certo grau de "tacitude" e deve ser visto como um continuum, no qual um ou outro tipo de conhecimento pode prevalecer.
Esse continuum varia de uma situação onde haja pouca "tacitude" no conhecimento, podendo ser apreendida por muitas pessoas, mesmo aquelas com limitado background sobre o assunto em questão. Passa por uma situação onde somente os especialistas podem compartilhar o conhecimento tácito devido a seu background comum, treinamento especializado e experiência. Evolui para a situação onde há um forte elemento pessoal no conhecimento, que é muito difícil de expressar. Finalmente alcança o ponto no qual é impossível articular o conhecimento (conhecimento “inexprimível, inefável”).

O grau de clareza está diretamente relacionado ao uso da linguagem. Onde há um alto grau da aceitação e uso de uma linguagem específica (falada, escrita ou representada), o conhecimento pode ser altamente explícito à maioria. Onde um nível mais sofisticado de conhecimento e de experiência é necessário para que a linguagem tenha significado, o nível de "tacitude" compartilhada necessária aumenta. É nesta área que se pode posicionar o conceito do conhecimento “implícito”, um conceito que, como destacado por Grant, não foi discutido por Polanyi, mas freqüentemente é oferecido, de forma errônea, como uma alternativa ao conhecimento tácito.

Este modelo sugere que o conhecimento implícito pode ser descrito como o conhecimento que parece ser tácito, mas que pode ainda ser explicitado, embora não o precise ser, em uma comunidade que compartilhe de uma visão comum do conhecimento tácito necessário.

Forte abraço

Fernando Goldman

quarta-feira, 12 de março de 2008

Gestão do Conhecimento e Narrativas

Prezados

1 - A SBGC - Associação Brasileira de Gestão do Conhecimento - é uma organização sem fins lucrativos, que tem como um de seus principais objetivos promover o intercâmbio de informações entre profissionais e empresas, para maior divulgação da Gestão do Conhecimento, visando o aumento da efetividade das organizações, a competitividade do país e a qualidade de vida das pessoas.

2 -O Pólo-RJ da SBGC tem exercido importante papel na efetiva divulgação dos conceitos, métodos e técnicas da Gestão do Conhecimento para as empresas de todo o Brasil.

3 – O Pólo-RJ está fortemente envolvido no processo de assimilar, entender, compreender e incorporar a Gestão de Narrativas como uma das ferramentas da Gestão do Conhecimento Organizacional, a exemplo do que já ocorre na Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália, onde um público adulto, cada vez maior, das mais variadas formações e profissões, está empenhado em resgatar o conhecimento milenar das narrativas como elo de ligação entre a Gestão de Conteúdo e a Gestão de Contexto.

4 - Para atender tão ambicioso objetivo, o Pólo-RJ vem construindo parcerias, buscando integrar a sabedoria e a beleza das histórias, no convívio diário das organizações.

5 – Assim, gostaria de fazer um convite para vossa participação no Portal da SBGC, http://www.portalsbgc.org.br/ , onde foi criado um fórum intitulado : Gestão do Conhecimento - O Poder das Narrativas nas Organizações.

5.1 Para participar do fórum, não há necessidade de se associar à SBGC, bastando fazer Login no Portal e se logar sempre que solicitado.

Forte abraço

Fernando Luiz Goldman
Presidente do Pólo-RJ da SBGC

quarta-feira, 5 de março de 2008

Uma revolução energética movida a vento

Prezados

Recomendo a leitura do muito bom artigo "Uma revolução energética movida a vento", do vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa, recentemente publicado no jornal Gazeta Mercantil.

Além de vir de encontro a vários pontos já levantados aqui, nesse blog, ele reforça a idéia de que o Brasil precisa definir uma programação de longo prazo, projetar com quanto de energia eólica o País contará no futuro e a que preço, para viabilizar os investimentos que possibilitarão a inovação tecnológica necessária no setor de energia eólica, para que não nos tornemos meros usuários de tecnologia nesse setor também.

http://www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras/estudos/feitosa1.zip

Forte abraço

Fernando Goldman

Postagem alterada em 08.03.2008

Podemos ainda aprender com Nonaka e Takeuchi?

Prezados

Uma vez analisado, de forma bem sucinta , como se dá o aprendizado individual, podemos tentar entender porque não existe a dicotomia tácito-explícito. Vale destacar que Polanyi era um físico-químico, um homem de ciência, que em determinado momento de sua vida se tornou filósofo.

A informação acima sobre a vida de Polanyi, que mais parece “nota da Candinha”, aparece em vários artigos sobre o assunto GC e tem uma série de importantes mensagens embutidas. Polanyi não era homem ligado ao ambiente empresarial. Não conheço a biografia dele em detalhes, mas imagino que ele nunca tenha trabalhado em um ambiente assim. Era um cientista.

Na postagem “Podemos ainda aprender com Polanyi ?” eu citei um artigo de Kenneth A. Grant, intitulado "Tacit Knowledge Revisited - We Can Still Learn from Polanyi", em que Mr. Grant levanta a suspeita de que um percentual significativo dos autores de artigos que citam Polanyi como referência, nunca leram nada de Polanyi. Citam-no porque ele é a base conceitual para o modelo de Nonaka e Takeuchi.

Eu, às vezes, me sinto tentado a dizer algo semelhante com relação ao livro de Nonaka e Takeuchi, "A Criação do Conhecimento Organizacional - Como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação".

Podemos ainda aprender com Nonaka e Takeuchi? Muito. Bastaria que as pessoas lessem o livro. Tudo bem, não vou ser tão radical. Vou imaginar que já o leram, mas esqueceram alguns detalhes. Bastaria relerem o livro.

Nonaka e Takeuchi sempre deixaram bem claro que Polanyi era um filósofo. Que ele escreveu um trabalho sobre o conhecimento de um ponto de vista totalmente filosófico. Que ele, falecido em 1976, sequer imaginou que seu trabalho serviria de base para alguns artigos e um livro sobre o conhecimento no âmbito organizacional. Na página 67, por exemplo, eles dizem:

Em nossa visão, contudo, o conhecimento tácito e o conhecimento explícito não são entidades totalmente separadas, e sim mutuamente complementares. ... Nosso modelo dinâmico da criação do conhecimento está ancorado no pressuposto crítico de que o conhecimento humano é criado e expandido através da interação social entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito... Não podemos deixar de observar que essa conversão é um processo “ social” entre indivíduos, e não confinada dentro de um indivíduo .

Continua na próxima postagem.

Forte abraço

Fernando Goldman

segunda-feira, 3 de março de 2008

Estruturas de Conhecimento

Prezados

Antes de nos aprofundarmos na discussão se existe ou não a dicotomia entre conhecimento tácito e explícito, talvez fosse interessante procurarmos entender melhor os mecanismos que propiciam o conceito de conhecimento tácito.

O conhecimento, definido aqui como aquilo que sabemos e possibilita ação eficaz, envolve os processos mentais de compreensão e aprendizado presentes na mente, e apenas na mente, de determinado indivíduo, embora envolvam interações com o mundo fora de sua mente, incluindo suas interações com outros indivíduos.

Sempre que queremos expressar aquilo que conhecemos, ou pelo menos aquilo que temos consciência que conhecemos, não podemos deixar de fazê-lo emitindo mensagens de algum tipo, sejam orais, escritas, gráficas, gestuais ou mesmo através da "linguagem corporal". Essas mensagens, por si só não carregam "conhecimento", pois se constituem em "Informação", que uma outra mente, pode ou não, desde que tenha ou não tenha capacidade para tal, assimilar, entender, compreender e incorporar a suas próprias estruturas de conhecimento.

Piaget conceituou essa possibilidade ao diferenciar o aprendizado por assimilação do aprendizado por acomodação.

As estruturas de conhecimento são específicas de cada pessoa, pois são "biograficamente determinadas". Assim, nunca serão idênticas para a pessoa emissora da mensagem e a pessoa receptora. Portanto, o conhecimento construído a partir da mensagem original nunca poderá ser exatamente o mesmo da base de conhecimentos a partir da qual foi emitida.

Forte abraço

Fernando Goldman

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dinamarca derruba a idéia de que as usinas eólicas não passam de um sonho de ecologistas

Prezados


Enquanto aqui no Brasil, os grandes interesses se ufanam de "criar tecnologia em aventuras ambientais"...


Segue matéria, publicada originalmente na REVISTA EXAME, divulgada no site da ABEPRO:


26/02/2008
O "Vale do Silício" da energia limpa

Dinamarca derruba a idéia de que as usinas eólicas não passam de um sonho de ecologistas

Por Andrei Netto, de Copenhague


Ao longo da estrada estreita e sinuosa que leva à zona industrial de Copenhague, capital da Dinamarca, a paisagem muda com freqüência. No início da viagem, chama a atenção a sucessão de campos de futebol -- a região concentra os centros de treinamento de vários times da primeira divisão do país. Mais adiante, surgem no horizonte vários galpões, com um aspecto de abandono que reflete o estágio atual de atividade das metalúrgicas, das fábricas de borracha e de outros negócios do gênero instalados por ali. Eles entraram em franca decadência desde que o governo resolveu mudar sua política de incentivos fiscais nos anos 70, priorizando o surgimento de atividades não poluentes e capazes de oferecer alternativas viáveis ao "fim" da era do petróleo. O resultado dessa guinada pode ser conferido no final do caminho, quando se ultrapassa o portão que dá acesso aos campos eólicos de Lynetten e Middelgrunden. Juntos, eles formam um dos maiores complexos desse gênero no mundo. Um visitante chegou a comparar o impacto visual com o desembarque num planeta alienígena, ocupado por fileiras de robôs gigantes em forma de hastes. As dezenas de turbinas enfileiradas causam mesmo uma forte impressão. Parte delas avança mar adentro, onde barquinhos de pescadores, para seguir em frente, são obrigados a manobrar entre os pilares, que chegam a 40 metros de altura. Embora estejam longe de representar a oitava maravilha do mundo, estão se tornando uma espécie de novo cartão-postal da Dinamarca.


Ao incentivar o desenvolvimento da tecnologia que utiliza a força dos ventos para gerar energia, a Dinamarca criou a maior indústria no mundo desse gênero. Atualmente, o país reúne cerca de 180 empresas dedicadas ao negócio de energia eólica. Elas empregam mais de 20 000 pessoas e faturaram no ano passado 4,4 bilhões de dólares (veja quadro). O setor também se destaca por sua capacidade de inovação, o que lhe conferiu o apelido de "Vale do Silício" da energia limpa. Os dinamarqueses exportam mais de 90% das turbinas fabricadas e dominam 40% do mercado global do produto. "Começamos a pensar no assunto antes de qualquer outro país, fizemos um investimento tecnológico sem paralelo e reunimos um grande número de companhias pensando em desenvolvimento e conquista de mercados, com a ajuda das universidades locais", afirmou a EXAME o engenheiro Peter Hauge Madsen, consultor em energia eólica que está entre os mais respeitados da Dinamarca.

O PAIS É UM LUGAR ONDE uma empresa como a LM -- grande fabricante de turbinas -- decide investir quase 5 milhões de dólares para desenvolver um túnel de vento, semelhante aos utilizados pelas escudeiras da Fórmula 1, a fim de melhorar a performance aerodinâmica das pás de vento das turbinas eólicas. Normalmente, quando transplantados da tela do computador para a vida real, os projetos conseguem uma eficiência de 90%, em média, em relação à intenção original dos engenheiros. Com o túnel de vento, será possível fazer correções antes da execução da obra, elevando sua taxa de acerto. O Vale do Silício escandinavo foi também o pioneirismo na construção de usinas eólicas em alto-mar, no início da década de 90. A obra mais importante dos dinamarqueses, porém, tem sido demonstrar que a possibilidade de sustentar grandes cidades e complexos industriais com a energia dos ventos não é apenas um delírio de ecologistas. Atualmente, 20% da energia utilizada no país é obtida dessa forma, a maior proporção encontrada no mundo. A geração custa 5,5 centavos de euro por quilowatt-hora, quase a metade do custo conseguido por países como Espanha e Alemanha, grandes investidores nesse tipo de energia. É algo significativo, mesmo considerando os subsídios concedidos pelo governo dinamarquês às empresas da área. (Calcula-se que os gastos com esses subsídios no país superem a casa dos 200 milhões de dólares por ano.)


Algumas das maiores empresas de energia eólica dinamarquesas nasceram com uma vocação diferente e mudaram de ramo de negócios motivadas pelos incentivos do governo. A LM, por exemplo, originalmente atuava como fabricante de móveis. Até o final da dé cada de 70, a Vestas, outra grande empresa do setor, produzia máquinas agrícolas. Hoje é a maior do mundo na fabricação de turbinas eólicas, com participação de 28% no mercado global. Possui 14 500 funcionários e está presente em 60 países. No ano passado, faturou 5,2 bilhões de dólares. "Não há segredo por trás de nosso desempenho", afirmou a EXAME Peter Wenzel Kruse, vice-presidente da Vestas. "Trabalhamos duro, contamos com o apoio de políticos visionários e com o suporte de pesquisa de boas universidades."


Parte desse mutirão é organizada pelo Consórcio Dinamarquês para a Pesquisa em Energia Eólica, criado em 2002. Sua função original -- e ainda hoje a mais importante -- é garantir a integração entre as companhias e a capacidade criativa de centros de pesquisa, como a Universidade Técnica da Dinamarca e o Riso National Laboratory. No consórcio, empresas e instituições de ensino transformam a pesquisa e o desenvolvimento de produtos e materiais em uma rede de informações compartilhada entre os parceiros. "Queremos ser os 'mocinhosnull do negócio, o exemplo em termos de aproveitamento de fontes de energia limpa. Logo, é preciso que sejamos inovadores", afirmou a EXAME Asger Kej, diretor do Dansk Hydraulisk Institut (DHI), outro dos institutos de pesquisa de ponta do país.


Nunca a liderança no mercado de energia eólica trouxe tantos dividendos para o país quanto agora. As maiores companhias dinamarquesas do setor viraram objeto de desejo de grandes investidores. O fundo de private equity Doughty Hanson, por exemplo, pagou 44,6 milhões de dólares pelo controle da LM em 2001. Algo semelhante ocorreu com a fabricante de turbinas Bonus Energy, incorporada pela Siemens em 2004, ao custo de 200 milhões de dólares. Apesar da absorção pelo capital alemão e da mudança de nome da companhia, que hoje se chama Siemens Wind Power, a sede da empresa segue instalada em Copenhague.
A vanguarda no mercado de energia limpa também coloca a Dinamarca numa posição privilegiada num momento em que a União Européia acaba de baixar um severo plano de diminuição da emissão de gases poluentes na atmosfera. Segundo documento divulgado no mês passado, o objetivo é elevar em 20% o uso de energia de fontes renováveis até 2020. Cada um dos 27 países-membros recebeu uma espécie de lição de casa, sendo obrigado a contribuir com uma cota para chegar à média desejada. A Dinamarca precisa aumentar para 30% a participação de fontes renováveis em sua matriz energética. A notícia foi recebida com tranqüilidade no país. Segundo as previsões, essa meta deve ser atingida cinco anos antes, comprovando a fama de eficiência do "Vale do Silício" escandinavo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Podemos ainda aprender com Polanyi ?

Prezados

Visitando o site do The Electronic Journal of Knowledge Management, encontrei um interessante artigo de Kenneth A. Grant, da Ryerson University, Toronto, Canadá, intitulado "Tacit Knowledge Revisited - We Can Still Learn from Polanyi". Nele o autor argumenta ser a GC um campo ainda relativamente novo, com a maioria dos livros e artigos técnicos relacionados ao tema, tendo sido publicados nos últimos 20 anos. Pode-se dizer que o interesse generalizado em GC, tanto como assunto acadêmico, quanto como uma questão do mundo dos negócios, data de meados da década de 1990.
Os autores pioneiros, como Stewart, Wiig e Sveiby, publicaram seus primeiros trabalhos por volta de 1990.
Grant cita um trabalho de Serenko e Bontis, de 2004, "Meta-Review of Knowledge Management and Intellectual Capital Literature: Citation Impact and Research Productivity Rankings", no qual aqueles autores constataram que menos de 100 trabalhos foram escritos sobre o tema GC até 1995. Seguiu-se então um rápido crescimento em atividade. Ainda segundo o citado artigo de Serenko e Bontis, em torno de 5.000 documentos foram publicados sobre GC e Capital Intelectual de 1995 a 2002.
O que Grant chama atenção é o fato surpreendente de que entre as fontes mais citadas como referências bibliográficas, apareçam trabalhos escritos por um autor que publicara cerca de 50 anos antes, Michael Polanyi, um químico que se tornou filósofo e viveu de 1891 a 1976.
Os trabalhos referenciados são dois livros, "Personal Knowledge: Towards a Post-Critical Philosophy" (1958), que traz importantes contribuições à epistemologia, como seus conceitos de “dimensão tácita” e “inversão moral”, e "The Tacit Dimension" (1966).
Grant lembra que o segundo é um volume de poucas páginas contendo ensaios construidos sobre um aspecto do conhecimento identificado no primeiro, o "conhecimento tácito". Esses dois livros por sua vez expandem as idéias apresentadas incialmente por Polanyi na Universidade de Aberdeen, entre 1951 e 1952, sobre os conhecimentos tácito e explícito.
Grant examinou cerca de 60 documentos de três grandes periódicos de GC, demonstrando que a obra de Polanyi tem sido frequentemente mal interpretada por alguns autores. Ele sugere ainda que, em alguns casos, os citados autores podem nem mesmo ter lido os referidos trabalhos de Polanyi. Além disso, esta situação conduziu a uma interpretação errônea do trabalho de Polanyi, afetando questões mais amplas na GC.
Grant destaca que o trabalho de Polanyi ainda hoje é relevante e um exame mais aprofundado de sua teoria estabelecendo que todo conhecimento tem elementos pessoais e tácitos, levando à compreensão de que o conhecimento nem sempre pode ser totalmente explicitado, pode ser usado para apoiar ou refutar uma ampla variedade de abordagens largamente difundidas em GC. Em particular, tal reexame do trabalho de Polanyi questionaria muitas das idéias da segunda geração da GC, de insistir nos esforços para tornar todo conhecimento explicitado através da utilização de sistemas de informação, sem considerar as questões sociais mais latentes. Possivelmente, seriam refutados também aqueles que utilizam as dificuldades relativas à questão do conhecimento tácito para descartar a GC, considerando-a um equivoco conceitual. Grant finaliza argumentando que essa importante compreensão ofereceria suporte aos mais recentes trabalhos de GC.

Forte abraço

Fernando Goldman

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

III CORP RH - Congresso e Exposição Corporativa de Recursos Humanos

Prezados
O pólo-RJ da SBGC estará apoiando este evento, que objetivará compartilhar a prática diária na Gestão com Pessoas, através da vivência de destacados executivos e gestores, sobre temas importantes para o universo corporativo.
O evento terá o formato de exposições e painéis interativos, que visam aprimorar e qualificar empresários, executivos, consultores, acadêmicos e todos os profissionais interessados na Gestão com Pessoas e Desenvolvimento Humano Organizacional.
Para conhecer a programação, palestrantes e outros detalhes, acesse:
Forte abraço
Fernando Goldman

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"ALTERNATIVAS ENERGÉTICAS - Potencial eólico do Brasil não é aproveitado para produção de energia"



Prezados

Segue comentário meu ao excelente artigo "ALTERNATIVAS ENERGÉTICAS - Potencial eólico do Brasil não é aproveitado para produção de energia", da Revista Carta Maior de 02/07/2007 , disponível em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14433&editoria_id=7




Meu comentário em 09/12/2007:

"Hoje, a energia eólica precisa ser encarada como um benefício a toda coletividade e, como tal, ser incentivada e subsidiada na condição de inovação tecnológica em desenvolvimento que é, até se tornar verdadeiramente competitiva. Isto é o que muitos países com potencial eólico inferior ao nosso vêm fazendo. Enquanto muito se discute, de uma forma genérica e vazia, a necessidade de investimento em inovações em nosso país e as dificuldades que temos em obtê-las, a geração eólica vem sendo alvo de pesquisas e consequentes inovações em países de menor potencial eólico, que no futuro irão nos vender a tecnologia alcançada."

Forte abraço

Fernando Goldman

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Turma 1 da Gestão de Marketing Digital


Prezados
Ontem foi a última aula da Disciplina Gestão do Conhecimento da Turma 1 da Pós em Gestão de Marketing Digital da FACHA/Holos.
A Caricatura acima me foi presenteada por um aluno, o brilhante designer Bernardo Portella de Oliveira, com a promessa de que em breve ela valerá muito. Se entendi bem, deve ser pela fama que ele espera alcançar. Pois quanto a qualidade do trabalho, acredito e espero que fique devendo muito ao original.
É uma pena que essas aulas durem tão pouco tempo, já estava me acostumando com a turma, que diga-se de passagem é composta por uma diversidade muito interessante.
Forte abraço
Fernando Goldman

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Teoria da Complexidade


Teoria da Complexidade

Objetivos :

1 – Apresentar de forma sucinta a Teoria da Complexidade, entendida hoje por muitos pesquisadores da Gestão do Conhecimento como uma nova base conceitual, capaz de readequar a Gestão Empresarial ao ambiente organizacional contemporâneo e
2 – Apresentar os chamados “sistemas complexos adaptativos” e os conceitos de emergência e auto-organização.
Se você tiver interesse nessa apresentação de 22 slides,
Forte abraço
Fernando Goldman

domingo, 27 de janeiro de 2008

Global Risks 2008 - Algumas considerações adicicionais

Prezados

Na postagem anterior, fiz alguns comentários sobre o relatório “Global Risks 2008 - A Global Risk Network Report” publicado pelo Fórum Econômico Mundial, disponível em http://www.weforum.org/pdf/globalrisk/report2008.pdf , que, como já disse, destaca a necessidade de uma nova forma de pensar o problema da energia no mundo.

Aquele documento destaca que o ano de 2007 viu um aumento dos preços do petróleo, tornando-os comparáveis aos preços da década de 1980, se ajustados pela inflação. Os autores acreditam que, embora exista considerável incerteza a longo prazo sobre as oferta e demanda mundiais, pelo menos no horizonte de 10 anos, coberto por aquele relatório, deve-se acreditar que há poucas razões para os preços da energia cairem significativamente e muitas para eles aumentarem.

Assim, no curto prazo, há uma sensação de aperto no mercado. Mercado mundial, já que o documento não fala especificamente do Brasil, onde as autoridades insistem em declarar a situação não tão desconfortável quanto se pinta. Afinal de contas, o Brasil parece não pertencer mesmo a esse mundo analisado de forma sistêmica pelo Fórum Econômico Mundial.

Voltando às análises do relatório, há a percepção de que a cada vez maior proximidade entre as curvas de oferta e demanda de energia tem acentuado a vulnerabilidade a interrupções no abastecimento. Isso lá no mundo deles, para que ninguém diga que sou alarmista! Para os próximos 10 anos, a Agência Internacional de Energia identifica esse risco de uma forma muito acentuada, na medida em que os investimentos na produção de energia não conseguem acompanhar o ritmo do aumento da demanda. Lá, volto a insistir, pois a análise é mundial.

Os dados do relatório indicam investimentos necessários ao atendimento da demanda prevista para 2030 sendo estimados em US$ 11,6 trilhões, mas as incertezas existentes no momento quanto ao retorno sobre esses investimentos e quanto ao futuro da regulamentação ambiental, em especial devido aos cuidados necessários com os gases causadores do efeito de estufa, significam que tais investimento não podem ser feitos de imediato.

A Agência Internacional da Energia tem previsto um aumento de 37% na procura de petróleo atingindo 116 milhões de barris por dia em 2030, mas o relatório informa que o investimento em exploração tem deixado a desejar e muitos especialistas sugerem que a produção petrolífera até lá provavelmente não ultrapassará 100 milhões de barris por dia.

Outro importante detalhe destacado pelo relatório é a economia global tem conseguido demonstrar notável resistência aos aumentos dos preços finais da energia desde 2004. Mas o limite dessa resistência parece estar perto de ser alcançado. O ganhos de eficiência energética mais fáceis, provavelmente já foram realizados. Além disso, as condições financeiras, que têm prevalecido nos últimos anos, com uma abundante liquidez, resultante, em parte, das alta dos preços de insumos energéticos, possibilitando excedentes financeiros aos países exportadores , têm mudado.

O resultado dessas observações contidas no relatório é não somente o aumento do risco de preços de energia mais elevados, mas, potencialmente, um aumento da vulnerabilidade da economia global.

Forte abraço

Fernando Goldman

sábado, 26 de janeiro de 2008

Global Risks 2008 - A Global Risk Network Report

O bem conhecido Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional independente, empenhada em melhorar a situação mundial através do envolvimento dos líderes na definição de agendas globais, regionais e industriais. Criado como uma fundação, em 1971, tem sua sede em Genebra, Suíça. É imparcial e sem fins lucrativos, não sendo vinculado a nenhum interesse nacional, político ou partidário.
O Fórum Econômico Mundial vem chamando atenção de que em um ambiente global cada vez mais complexo e interligado, os riscos, já não podem mais ser delimitados a fronteiras geográficas ou organizações e nenhuma empresa, indústria ou estado pode sozinho compreender e mitigar com sucesso os riscos globais.
O Fórum Econômico Mundial acaba de publicar o relatório “Global Risks 2008 - A Global Risk Network Report”, documento disponível em http://www.weforum.org/pdf/globalrisk/report2008.pdf , que destaca a necessidade de uma nova forma de pensar e de uma ação orquestrada sobre uma série de problemas.
O relatório manifesta receios de que a atual crise de liquidez irá lançar os E.U.A em recessão nos próximos 12 meses, e apela a pensar de forma sistêmica sobre o risco financeiro em resposta à revolução nos mercados financeiros ao longo das últimas duas décadas.
Entre outras análises de riscos globais, há destaque para o papel da energia.Segundo esse relatório, energia é um dos elementos fundamentais para a economia mundial, mas seu fornecimento confiável, a um custo acessível e sustentável é cada vez mais problemático. Há uma relação direta entre energia e alguns dos principais riscos globais - incluindo as alterações climáticas e as econômicas, além de alguns riscos geopolíticos. Assim, decisões políticas atuais e futuras sobre energia, inevitavelmente, afetarão o panorama sobre riscos globais. Porém, ainda segundo aquele documento, os incentivos necessários às reformas na economia global da energia de modo a reduzir o risco global, holisticamente, ainda não existem.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Dados, Informação e Conhecimento

Mensagem originalmente postada na Comunidade Web+PróAtiva

Meu Prezado Carlos Alberto e demais

Não é minha intenção criar polêmica, nem diminuir o brilho do texto escrito pelo Ricardo, mas trata-se de uma boa oportunidade de tentar melhor entender uma confusão conceitual, constantemente presente em discussões sobre a relação entre Dados, Informação e Conhecimento.

O autor do texto escreveu:

É feita aqui a distinção entre "dado" (valor sem significado), "informação" (dado com significado) e "conhecimento" (informação estruturada e contextualizada).

Para os que têm algum apreço pela lógica formal, de imediato surge uma contradição, pois se o conjunto dos dados fosse o conjunto do que é sem significado e o conjunto das informações fosse o conjunto interseção do que tem significado com o conjunto dos dados, claro estaria ser o conjunto das informações o conjunto vazio.

É preciso muito cuidado com o que talvez seja resultado de alguma tradução mal feita ou um simples erro de interpretação, induzindo-nos a pensar em dados como algo a priori sem significado.

Dados devem ser entendidos, e uso aqui um pouco do que li no genial Gregory Bateson, como tudo que chega ao aparato sensorial de um sistema que irá processá-los. Esse sistema, mediante operações pré-definidas, classifica-os ou como tendo significado para o sistema, sendo considerados informação, ou como ruído, devendo ser descartados.

O ser humano é um sistema com características muito especiais, pois além de ser capaz de descartar o ruído, pode ainda perceber algum padrão nele e intuir alguma emergência, que irá se transformar em informação.

Os entusiastas da Inteligência Artificial logo dirão que sistemas bem programados podem ser capazes de minerar informações entre enormes volumes de aparentes ruídos, de uma forma que nenhum ser humano é capaz de fazer e têm razão. Eu, porém, falo de algo mais sutil. Algo especial que distingue o ser humano, dando-lhe a capacidade de "desconfiar que alguma coisa nova está acontecendo".

Forte abraço

Fernando Goldman

sábado, 12 de janeiro de 2008

Identidade e Cultura Organizacional

Prezados

Segue o belo video, com um curta de Fernando Meireles, que eu nunca havia visto na TV aberta, sobre o tema identidade. Identidade aqui em um sentido mais nacional.

Esse é um dos sete filmes da campanha "Valores do Brasil" do Banco do Brasil, cada filme custou R$ 13 milhões, cada um deles aborda uma virtude diferente: afeto, alegria, confiança, conhecimento, fraternidade, identidade e originalidade, resultado de uma pesquisa encomendada pelo próprio Banco.A campanha, segundo consta, foi veiculada no horário nobre da TV aberta entre 23 de dezembro de 2004 a 4 de janeiro de 2005.

Não sei se vocês chegaram a ver. Eu não havia visto na TV.

A Identidade pode ser entendida com elemento da Cultura Organizacional ?

Forte abraço

Fernando Goldman



Políticas Energéticas, Gestão de Recursos Renováveis e Tecnologias Limpas na Alemanha


Prezados



Segue divulgação de Programa que conta com apoio do Pólo-RJ da SBGC.



Forte abraço



Fernando Goldman





Programa Internacional de Energia, Recursos Renováveis e Tecnologias Limpas
Braunschweig - Alemanha
Uniiversiidade Técniica de Braunschweiig



1 a 9 de setembro de 2008



Coordenação Acadêmica:
Prof. Paulo Pfeil, D.Sc.
pfeil1@globo.com



1- Objetivo do programa:
O principal objetivo deste Programa é apresentar aos seus participantes questões relevantes
relacionadas com os debates de política energética, gestão de recursos renováveis e
tecnologias limpas na Alemanha. Com duração de dez dias, o programa será desenvolvido
na renomada Universidade Técnica de Braunschweig, localizada no Estado da Baixa-
Saxônia, Alemanha.



2- Público-alvo:
Profissionais das áreas de energia, gestão de recursos renováveis e tecnologias limpas, bem
como de demais empresas de bens e serviços correlatas.
O Brasil possui uma situação muito favorável com relação à participação das energias
renováveis na sua matriz energética. Esta é a oportunidade, portanto, para que executivos de
grandes, médias e pequenas empresas se informem e se posicionem em relação ao estado da
arte das grandes discussões e mudanças nas áreas de energia, recursos renováveis e
tecnologias limpas, tanto na Alemanha como na Europa em geral.



3- Estrutura do programa:
A estrutura do programa é composta de palestras e visitas técnicas guiadas na Alemanha,
estas tem como objetivos exemplificar, ilustrar e fixar os conhecimentos e informações
obtidas durante as palestras. Tanto as palestras como as visitas técnicas serão realizadas em
inglês. Os tópicos dessas palestras e visitas técnicas são apresentados a seguir:
- Palestras:
- A matriz energética da Alemanha, Europa e mundial; liberalização do setor de energia.
- A Lei de Energias Renováveis (EEG1) da Alemanha e a matriz energética do país.
- Atividades de biocombustíveis na Alemanha.
- Biolubrificantes.
- Energia de biomassa.
- Energia de efluentes.
- Estocagem de energia e energia renovável.
- Diretrizes quanto aos dispêndios dos equipamentos eletrônicos e elétricos.



1 EEG (,,Erneuerbare-Energien-Gesetz”) : Lei de Energia Renovável na Alemanha

- Visitas técnicas na Alemanha:
- Planta de produção de células solares da Q-Cells AG (Thalheim).
- Utilização térmica de efluentes pela empresa BKB AG (Magdeburg).
- Planta de produção de turbinas de energia eólica da empresa Enercon GmbH (Magdeburg).
- Utilização de energia térmica solar pela empresa Solvis (Braunschweig).
- Museu da Volkswagen (Wolfsburg).
- Feira de Energia Solar – SOLTEC – (Hameln).



4- Periodo:
O programa será realizado entre os dias 1 e 9 de setembro de 2008.



5- Feira de Energia Solar (SOLTEC)
Está prevista uma visita à Feira de Energia Solar (SOLTEC), que se realizará entre os dias 4
e 7 de setembro na cidade de Hameln. As áreas principais de apresentação de produtos são
as relacionadas com produção de calor solar, calor solar e aquecimento (gás, óleo e elétrico),
produção de energia solar fotovoltaica, veículos elétricos e á gás.
(http://www.solarserver.de/termine.html#September2008)



6- Certificado de participação:
O certificado de participação será emitido pela Universidade Tecnológica de Braunschweig.



7- Coordenação acadêmica:
Prof. Paulo Pfeil, D.Sc.



8- Organização geral do evento:
Universidade Tecnológica de Braunschweig e LATEC-UFF.



9- Pré-inscrições:
LATEC - UFF
Sra. Francielly/Sr. Marcelo Meirino
marcelo@latec.uff.br
Tels: 021-2629-5617 / 021-2717-6390

Paradigma de Planejamento do Setor Elétrico Brasileiro baseado na Geração Centralizada e Otimização Energética

Prezados

Tenho insistido na idéia de que o Paradigma de Planejamento do Setor Elétrico Brasileiro baseado na Geração Centralizada e Otimização Energética não se aplica mais, pelo menos em sua concepção original, precisando ser repensado.

Na medida que as hidrelétricas construídas hoje, atendem a requisitos ambientais que impedem a manutenção das antigas relações entre potência instalada e capacidade de armazenamento, não é possível planejar o sistema imaginando a falta de água como fator extemporâneo.

Segue uma notícia publicada no IFE de hoje, ilustrando meu ponto de vista.

Leiam a notícia abaixo e reflitam sobre o impacto durante os meses de pouco fluxo de água, 5 meses, da venda do total da energia possível de ser produzida em Sto Antonio, Rio Madeira, 3150 MW, tratando-se de uma usina de pouca acumulação.

Isso sem contar o custo de transmissão instalada para viabilizar o transposte dessa energia, que fica inoperante.

Forte abraço

Fernando Goldman


1 Gesel: tarifa fica mais cara em 2009
O custo da energia gerada em usinas termelétricas, que está sendo usada para preservar os reservatórios das hidrelétricas, vai pesar no bolso dos consumidores já a partir do próximo ano. O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ, destacou que os preços médios da energia gerada nas térmicas a gás natural está variando atualmente no mercado entre R$ 230 e R$ 450 o MWh, contra cerca de R$ 130 o MWh da energia hidrelétrica. Estão sendo gerados cerca de 4.500 MW médios de energia térmica, dos quais cerca de 2.600 MW são com gás natural e o restante, a óleo. O coordenador do Gesel alertou que a decisão tomada ontem pelo governo de acionar mais térmicas a óleo vai ter impacto ainda maior nas tarifas cobradas dos consumidores: o custo da energia dessas térmicas é ainda superior ao das térmicas a gás. "As térmicas a óleo são bem mais caras", destacou Nivalde de Castro. (O Globo - 11.01.2008)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O Poder das Narrativas nas Organizações

O Pólo-RJ da SBGC e a Biblioteca Popular “Machado de Assis”
promovem uma Oficina Básica de Contação de Histórias(Narrativas)


· Ministrantes: Profas.(Letras) Sonia Sampaio e Deka Teubl
Contadoras de Histórias e Oficineiras

· Objetivo: Desenvolver, por meio de vivências individuais, da literatura, da leitura e análise de textos, de técnicas vocais, do canto e de expressões corporais, a arte de contar histórias.

· Programa:



· O Contador de Histórias
· Habilidades do Contador de Histórias
· Os Diversos Tipos de Histórias
· O Conto Popular e o Conto Autoral
· Conscientizaçã o Corporal e Expressão Vocal
· Para Quem, Aonde e Quando Contar Histórias
· Bibliografia
· Contação de Histórias pelos Participantes
· Entrega de Certificados





· Datas: 15, 22 e 29 de Janeiro de 2008 (terças-feiras)
· Horário: das 14:00 às 17:00 horas
· Carga horária: 9 horas (3 encontros de 3 horas)
· Investimento: R$ 60,00
· Local: Auditório da Biblioteca Popular de Botafogo
· Endereço: Rua Farani, 53 – Botafogo – Rio de Janeiro

· Inscrições por telefone ou e-mail até 14/01/2008:
(21) 2551-3572 / sonia.sampaio@ oi.com.br
(21) 3237-7237 / dekateubl@yahoo. com.br

Apples and Ideas

Comprovando a tese defendida por muitos de que sempre se fez Gestão do Conhecimento, recebi este simpático trecho de George Bernard Shaw. Não do próprio, é claro. Ele pelo visto já entendia um pouco do assunto :

"If you have an apple and I have an apple and we exchange apples then you
and I will still each have one apple. But if you have an idea and I have
one idea and we exchange these ideas, then each of us will have two ideas.
"

Forte abraço

Fernando Goldman

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

COMO A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO PODE CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE – Final

Ensaio de Fernando Goldman sobre Sustentabilidade e Gestão do Conhecimento, integrante do Caderno “Crescimento Sustentável - Papel da Gestão do Conhecimento”, distribuído aos participantes do KM Brasil 2007.

(Continuação)
Como já foi dito, o conhecimento realmente capaz de se traduzir em vantagem competitiva nasce ou é absorvido a partir do conhecimento tácito. Se assim não fosse, seria facilmente copiado pelos concorrentes. Por isso, é esse conhecimento que realmente conduz a uma diferenciação e produz mais valor. Isto exige ambiente propício para sua criação e seu compartilhamento. Um ambiente de confiança, respeito e interação, difícil de ser alcançado em ambientes fortemente hierarquizados e sob forte influência política e regional. Deve-se então observar cuidadosamente o conceito de Capital Social e sua importância para a Gestão do Conhecimento.
Neste sentido, pode-se identificar a Gestão do Conhecimento como um conjunto de práticas que procuram gerenciar as circunstâncias que o conhecimento precisa para prosperar nas organizações.
É importante destacar que Gestão do Conhecimento não é uma tecnologia, nem um projeto, nem uma solução ou simplesmente um pacote de softwares, mas sim um processo. Um processo que precisa ser sistematizado, necessita funcionar repetida e continuamente, de modo que a organização continue sendo, ou torne-se, altamente produtiva e efetivamente competitiva. Para que isso aconteça, em um mundo de crescente complexidade, mudanças constantes e maior competitividade, o conhecimento precisa ser continuamente criado.
Deve ser destacado, ainda, que embora diferentes autores indiquem o Conhecimento como o fator de produção com melhor relação custo-benefício, são bastante conhecidas as dificuldades em mensurar de forma objetiva os resultados da gestão de seus processos.
Concluindo e resumindo, o conhecimento se faz sentir cada vez mais como recurso estratégico, em especial para que as organizações do Setor Elétrico Brasileiro busquem colaborar com o desenvolvimento sustentável do país. No âmbito organizacional, a Gestão do Conhecimento permite o atendimento à responsabilidade social, importante fator determinante da sustentabilidade. Mesmo as empresas geradoras e transmissoras do Setor Elétrico Brasileiro, cuja infra-estrutura física é determinante para a atividade da organização, e por isso nem sempre atendem diretamente ao conceito de “organizações baseadas no conhecimento”, podem e devem considerá-lo um novo ativo a ser gerenciado.
Por mais de cinqüenta anos, essas organizações têm evoluído, desempenhando missões de grande importância e pioneirismo para o setor elétrico, não só brasileiro como também mundial, propiciando a alguns de seus colaboradores desenvolver competências, conhecimentos e experiências marcadas pela superação de desafios e foco em inovação, permitindo-lhes aumentar constantemente sua base de conhecimentos.
As organizações do Setor Elétrico Brasileiro precisam estar dispostas a novos desafios, pois precisarão criar, absorver e disseminar o conhecimento necessário à adaptação e ao aperfeiçoamento de suas culturas organizacionais aos novos modelos estruturais e regulatórios do setor de energia no Brasil, sob pena de se tornarem obsoletas.
Por uma série de erros de conceituação e modelagem, a Gestão do Conhecimento como aliada da inovação tem sido praticada de forma tímida até o presente nessas organizações, apesar do conhecimento ser reconhecido como um de seus trunfos, desde a sua criação. Pela importância que a criação do conhecimento teve na construção de suas histórias de sucesso, as organizações do Setor Elétrico Brasileiro deverão investir não só na formação e no desenvolvimento de seus profissionais, mas, principalmente, na criação de um ambiente voltado para o conhecimento organizacional, para a inovação e o empreendedorismo, de modo a permitir um crescimento sustentável e responsável. Neste contexto, a condução do processo corporativo de Gestão do Conhecimento não pode mais ser abordado de um ponto de vista meramente teórico, precisando ser o mais rapidamente possível reconhecido como importante elemento de efetividade da governança dessas empresas.

COMO A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO PODE CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE – 3ª Parte

Ensaio de Fernando Goldman sobre Sustentabilidade e Gestão do Conhecimento, integrante do Caderno “Crescimento Sustentável - Papel da Gestão do Conhecimento”, distribuído aos participantes do KM Brasil 2007.

(Continuação)
O Setor Elétrico Brasileiro e toda sua cadeia de produção, apesar de beneficiados ao longo de anos por barreiras à competitividade internacional e terem implantando grandes empreendimentos de geração e transmissão de energia elétrica, muitas vezes de caráter mundialmente pioneiros, não foram capazes de se preparar de forma adequada para as oportunidades que P&D e inovação tecnológica poderiam lhes oferecer. Isso explica a baixa presença das empresas brasileiras no mercado internacional de energia elétrica, mesmo tendo sido pioneiras em diversas tecnologias.
Hoje, essas empresas não apresentam produtos, serviços e soluções adequados para competir internacionalmente e nem no seu próprio mercado interno, cada vez mais exigente e competitivo.
A cooperação entre as empresas do setor, as universidades, os centros de pesquisa e os órgãos governamentais beira à simples retórica.
Torna-se fundamental o Setor Elétrico Brasileiro perceber que não basta estimular e reconhecer a importância da propriedade intelectual, do registro de patentes, do culto à invenção e inovação, como algumas organizações desse setor vêm fazendo. Para que ocorra a inovação, resultante freqüentemente de novas combinações de conhecimentos, é necessário que as organizações e os diversos agentes que compõem o Setor Elétrico Brasileiro estejam não só preparados, como adequadamente mobilizados para ela.
É preciso aceitar o fato de que os conhecimentos tácitos de uma organização só se desenvolvem e se difundem adequadamente quando acompanhados de mecanismos de Gestão do Conhecimento sistematizada e que esses conhecimentos são cruciais no processo de criação do conhecimento organizacional, em busca da inovação.
Há a necessidade de se aprofundar o Aprendizado Organizacional no Setor Elétrico Brasileiro, apontando as dificuldades enfrentadas por suas organizações ao implantar processos de Gestão do Conhecimento de forma sistematizada e as repercussões dessas dificuldades na Gestão da Inovação.
Nunca é demais repetir que o conhecimento tácito, crucial para as inovações que realmente se traduzem em vantagem competitiva, nasce nas pessoas. Apesar disso, não é nos setores de "Gestão de Pessoas" das organizações que esse conhecimento está localizado, sendo necessário haver processos de Gestão do Conhecimento, permeando toda a organização.
Esses processos de Gestão do Conhecimento têm como elemento central as pessoas, a quem cabe, através de criatividade e interação, criar e desenvolver novas capacidades de ação produtiva mais eficazes, ou seja, inovações.
Assim, embora não se possa deixar de reconhecer a importância do estímulo ao correto uso do sistema de propriedade intelectual como instrumento estratégico para o desenvolvimento industrial e tecnológico no Setor Elétrico Brasileiro, uma cultura voltada ao conhecimento inovador, permitindo realmente às organizações liderarem em seus segmentos, não acontece por acaso. É fruto de uma Gestão do Conhecimento adequada e sistematizada.
O conhecimento é entendido nos dias atuais como um bem apropriável, passível de patenteamento ou outras formas de propriedade intelectual. No setor elétrico, atualmente, observa-se um estímulo do correto uso do sistema de propriedade intelectual, sem a adequada ênfase nos fatores ambientais, que irão propiciar a criatividade, a invenção e a conseqüente inovação. Enquanto isso, muitas organizações de outros setores valem-se tão somente do segredo industrial como meio
mais eficaz de resguardar sua criação de conhecimento e suas posições de liderança efetivamente conquistadas.
O Aprendizado Organizacional, que não é um “processo indolor”, precisará estar cada vez mais na cultura das organizações do Setor Elétrico Brasileiro, buscando o conhecimento compartilhado e o aprendizado coletivo, tornando-se parte do dia-a-dia em todos os níveis e em qualquer de suas múltiplas atividades. Também não se pode deixar de notar a importância dessas organizações fazerem a Gestão das Informações de si próprias, de sua gestão, de seus processos e de seu ambiente de negócios. A correta Gestão da Informação, embora insuficiente, é fator básico para a evolução de qualquer organização e viabilizadora da Gestão do Conhecimento Organizacional.
Na verdade, aqui está o ponto crucial. Não há soluções simples, mecânicas ou “mágicas”. Não basta automatizar a coleta e o tratamento de informações. É preciso haver processos de Gestão do Conhecimento pelos quais seres humanos desenvolvam novas capacidades de ação eficaz, entrando em contato com outros seres humanos que se sintam motivados a compartilhar e criar novos conhecimentos.
Continua...

COMO A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO PODE CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE – 2ª Parte

Ensaio de Fernando Goldman sobre Sustentabilidade e Gestão do Conhecimento, integrante do Caderno “Crescimento Sustentável - Papel da Gestão do Conhecimento”, distribuído aos participantes do KM Brasil 2007.

(Continuação)
Na década de 1980, o Setor Elétrico Brasileiro começou a sentir os efeitos de uma crise devido ao esgotamento do modelo então vigente, para setores de infra-estrutura, em que o desenvolvimento e o financiamento tinham como base central o papel do Estado como investidor único. Do imobilismo e da lentidão de reação então observados, passando por fórmulas impostas por outras áreas de governo, o setor hoje passou a buscar financiamentos para novos empreendimentos e novas fontes de energia, vivendo uma realidade em que são constantes as mudanças das regras.
A quantidade de resoluções normativas publicadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de leis, decretos, portarias ofícios de diversos órgãos ligados ao setor, vem fazendo a regulamentação do setor se assemelhar a uma colcha de retalhos e já há várias vozes que clamam por uma consolidação dessas regras.
Tais fatos vêm afetando e afetarão a Gestão Energética no Brasil, devido ao choque entre a necessidade de criatividade e bom senso na busca de novas soluções – inovações – e um certo conservadorismo, uma certa inércia, nos paradigmas de planejamento e operação otimizada do setor elétrico.
É verdade que, por um lado, alguns desses paradigmas ajudaram a construir, a partir da década de 1970, um sistema interligado, predominantemente hidroelétrico, único no mundo por suas dimensões e características de otimização. Por outro lado, a implantação de um novo modelo, de fundamentação teórica neoliberal, na década de 1990, abandonando a primazia da solução hidrelétrica, impondo ao setor soluções típicas de sistemas com outras características físicas e geográficas, foi incapaz de garantir a expansão do Sistema Interligado Nacional, de forma consistente e equilibrada, levando o setor à chamada “crise do apagão”, em 2001, o que só veio reforçar as idéias mais conservadoras.
As mudanças mais recentes na geração, na distribuição, no mercado livre e na retomada do planejamento determinativo de longo prazo garantiram, durante algum tempo, uma certa estabilidade ao setor, ajudada por um baixo crescimento do PIB. Porém, os Grandes Consumidores já percebem que, com as curvas de oferta e demanda se cruzando em breve e os custos da transmissão crescendo a uma velocidade preocupante, há necessidade de buscar soluções mais variadas e criativas, como o caminho para atender às necessidades energéticas de um novo ciclo de desenvolvimento.
Dos quatro fatores que compõem a sustentabilidade, o desenvolvimento socialmente justo talvez seja o mais sujeito a interpretações dentro do setor elétrico, sendo muitas vezes distorcido. A chamada responsabilidade social deveria se iniciar pelo desenvolvimento de ambientes funcionais adequados e motivadores nas próprias organizações, atraindo os melhores talentos e viabilizando a inovação, a melhoria contínua e o aprendizado organizacional, propiciando a constante adaptação aos ambientes de negócios existentes no setor, buscando o sucesso no futuro.
A primeira responsabilidade social de qualquer organização, em qualquer setor, deveria ser com relação a seu futuro e isto implica em se preocupar com sua própria longevidade e com a plena realização de seus colaboradores.
As empresas federais de Geração e Transmissão de energia elétrica, por exemplo, que no passado demonstraram capacidade de propor soluções técnicas e organizacionais inovadoras, vêm interpretando a responsabilidade social como a construção de praças públicas em cidades do interior e cursos de padaria para comunidades carentes. Elas não dão a devida importância ao processo de privatização aliada à desnacionalização que o setor assiste, e não demonstram capacidade de propor soluções alternativas.
Continua ...

COMO A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO PODE CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE – 1ª Parte

Ensaio de Fernando Goldman sobre Sustentabilidade e Gestão do Conhecimento, integrante do Caderno “Crescimento Sustentável - Papel da Gestão do Conhecimento”, distribuído aos participantes do KM Brasil 2007.

O relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, “Nosso Futuro Comum”, estabeleceu o desenvolvimento sustentável como “aquele que satisfaz às necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.
Hoje, vinte anos depois, de uma forma mais abrangente, nações e organizações - públicas, do terceiro setor ou privadas - buscam o Desenvolvimento Sustentável como aquele que atende a quatro fatores determinantes: economicamente viável, socialmente justo, ecologicamente correto e culturalmente aceitável pela sociedade. O futuro de todos nós depende simultaneamente dos resultados nessas diferentes dimensões.
Os quatro fatores acima citados compõem a chamada sustentabilidade, ganhando aspectos dramáticos na área energética, não só no Brasil, mas no mundo. A área energética exerce papel fundamental nesse contexto, visto ter implicações diretas nas questões sobre mudanças climáticas, uso racional dos recursos energéticos e mecanismos de incentivo à busca de fontes renováveis e mais limpas de energia.
O papel da energia em nossa sociedade é fundamental. Cada vez mais a humanidade será dependente da disponibilidade de energia. O Brasil, em especial, precisa dela não só para o crescimento econômico, mas para ampliar a cidadania e atender às demandas derivadas do processo de redistribuição de renda, importante aspecto do desenvolvimento sustentável. Basta ver o valor e a volatilidade da chamada elasticidade-renda brasileira, relação entre as variações percentuais do consumo de energia e do valor do PIB correspondente.
Como bem se sabe, as fontes primárias de energia são as biomassas, as energias potenciais hidráulicas, os combustíveis fósseis (petróleo, gás natural, carvão), o urânio, a radiação solar, o vento, etc. A energia elétrica, fonte secundária de energia, se destaca pela flexibilidade e ainda por uma gama de elaboradas aplicações, tornando-a insubstituível em muitos setores da sociedade moderna. Trata-se, pois, de energia obtida a partir da conversão de outras fontes de energia. Os processos de conversão e o de transmissão à distância implicam, ambos, em perda irreversível de parte da energia original, alimentadora da conversão.
No Brasil, décadas atrás, em função do farto potencial hidráulico inicialmente disponível para aproveitamento na geração de energia elétrica, a custos muito atrativos, a eletricidade assumiu papel de destaque. Isso explica o elevado grau de utilização de energia elétrica em nossa matriz energética.
No entanto, a Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro, iniciada nos anos 1990, ainda não alcançou plenamente os resultados desejados e necessários a um ciclo de desenvolvimento sustentável.
No planejamento do setor, há uma insistência na aplicação de técnicas utilizadas no passado com grande sucesso, privilegiando a geração centralizada e os grandes empreendimentos. Ou seja, há uma ênfase exagerada em equilibrar cada novo aumento da demanda de energia elétrica com a expansão de sua oferta, através da identificação dos grandes e melhores empreendimentos a serem construídos, hidrelétricos ou não, bem como as correspondentes ampliações da malha de transmissão e distribuição. O foco é na produção. Essa abordagem talvez já não atenda plenamente o mundo atual.
Hoje, as sucessivas inovações tecnológicas, a intensa atividade de P&D, as crescentes restrições ambientais e a tendência à elevação dos preços da produção de energia elétrica por fatores mercadológicos, por exemplo, levam o foco para a restrição à demanda de energia elétrica. Quer pela ênfase na eficiência energética, quer pela troca de fonte ou forma de suprimento. Há uma tendência de se avaliar novas soluções para a área de energia. Algumas tecnologias vistas no passado recente apenas como ficção agora se apresentam com maior viabilidade.
Em contrapartida, soluções antes consideradas ideais mostram-se inadequadas em um ambiente de negócios ágil, competitivo, dinâmico, globalizado e complexo, exigindo adaptação constante, tendo como palavra de ordem a “sustentabilidade”, vista em todos os seus aspectos.Esse processo se acelera e não pode mais ser desconsiderado. O Setor Elétrico Brasileiro precisará decidir se participará desse processo como ator ou como espectador. Se irá alavancar novas soluções ou será apenas uma simples barreira a ser vencida.

continua...